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Paysandu realiza coletivo para dizimar as dúvidas

quinta-feira, 04/04/2013, 06:43 - Atualizado em 04/04/2013, 06:43 - Autor:


Ontem pela manhã, a delegação bicolor foi até o campo do Kasa para realizar um trabalho técnico. Os jogadores prosseguem a maratona de treinos com os olhos em vista no Re x Pa de sábado e o jogo da próxima quarta-feira, contra o São Raimundo, em Boa Vista (RR). A surpresa do dia, no entanto, foi pela comemoração inesperada do aniversário do técnico Lecheva, comemorada com uma chuva de trigo e ovos na cabeça do treinador.


O treino matinal estava programado a princípio para a Curuzu, mas devido a forte chuva no dia anterior, a diretoria do clube achou mais prudente não desgastar o gramado do estádio. Lecheva contou com todos os jogadores, entre eles o goleiro Zé Carlos e o lateral-esquerdo Rodrigo Alvim, ambos recuperados de lesão. E com dois cartões amarelos seguem os atacantes Heliton e João Neto, o volante Ricardo Capanema e o zagueiro Raul.


A expectativa é que o técnico comande hoje o treino coletivo que poderá dar sinais de como a equipe irá ao Re-Pa, mas há a possibilidade do time manter a base dos últimos jogos, devido a não garantia dos atletas que retornaram agora do Departamento Médico estarem com ritmo de jogo e a própria complexidade do clássico. “As duas equipes têm total condição de vencer uma a outra, espero que a gente possa jogar bem e consiga a vantagem para o próximo clássico”, adverte o volante Vanderson, experiente em clássico entre os dois principais clubes do futebol paraense.


Com a volta de Zé Carlos e Alvim, talvez essas sejam as únicas dúvidas. Os demais titulares podem seguir a formação dos últimos jogos, com Yago Pikachu, Raul e Diego Bispo na defesa. O meio-campo poderá permanecer com Ricardo Capanema, Vanderson, Djalma e Eduardo Ramos. Já no ataque, a briga fica entre Rafael Oliveira, Iarley e João Neto. Existe ainda a possibilidade da entrada de Heliton, como terceiro atacante.


O dia foi do comandante...


O treino técnico na manhã de ontem transcorreu na maior normalidade possível. Os jogadores ouviram atentamente as instruções repassadas por Ricardo Mendes, o Lecheva, enquanto goleiros trabalhavam penalidades. Toda tranquilidade só foi encerrada quando o treinador decretou o final do trabalho. Nessa hora, ao dirigir-se para o seu veículo, Lecheva foi surpreendido por uma chuva de ovos e farinha de trigo.


“Foi o assessor que contou e o nosso treinador não gostou muito. Mas ele é nosso amigo, parceiro, vai entender”, entregou Vanderson sobre a data do aniversariante. Apesar da recusa inicial, Lecheva aos poucos entrou na brincadeira e comemorou com os atletas a boa fase vivida dentro e fora dos gramados.


“Na hora do trabalho é trabalho. Na hora da brincadeira todo mundo brinca. Ele dá essa liberdade para o grupo, mas estamos certos de que no sábado vamos dar o presente para ele, que é a vitória”, reitera o capitão. O Paulista de Mogi das Cruzes chegou à Curuzu há exatos 12 anos, depois de passar pela Tuna Luso. E foi com a camisa bicolor que viveu suas maiores glórias profissionais, que agora começam a surgir na carreira de técnico.


Da história vitoriosa como meia, ao lado de ídolos como Ronaldo, Iarley e Robgol, Lecheva só pensa no futuro, no compromisso que assumiu ao ser efetivado como técnico após a demissão voluntária de Givanildo Oliveira, no ano passado. 


Desde então, segue uma trajetória bem vista aos olhos da torcida e da diretoria. São 27 jogos à frente do Papão, incluindo o já histórico W.O contra o Santa Cruz de Cuiarana, além é claro, do acesso à Série B, após seis anos batendo na trave e o título de campeão do primeiro turno do Parazão. Como treinador, Lecheva já tem um título: o da Taça Cidade de Belém, este ano - a competição é válida pelo primeiro turno do Parazão.


Atenção redobrada com o desgaste 


Se nesta semana é o maior rival que terá de suportar o ritmo de dois jogos importantes num intervalo considerado baixo para a preparação que a demanda exige, a comissão técnica do Paysandu já sabe que, na próxima semana, terá de enfrentar o mesmo cansaço.


Tudo porque, após a primeira partida da semifinal, contra o Clube do Remo, marcada para este sábado (6), no meio da semana a delegação viaja até Boa Vista (RR), para enfrentar o São Raimundo, na partida de ida, e logo após, retorna à capital paraense para o segundo jogo contra o maior rival, no final de semana. Na visão de Wellington Vero, preparador físico, o plantel terá de redobar o trabalho, mas de olho no lado físico.


“Estamos conversando com o departamento técnico e físico, pra gente tentar minimizar mais os erros. Sabemos que é uma viagem longa pelo tempo que passa no aeroporto. Temos duas decisões, uma contra o Remo e outra contra o São Raimundo”, alerta. Segundo ele, no dia seguinte ao Re-Pa, o clube já estará no trabalho de olho do jogo de quarta-feira.


Para evitar um desgaste maior do elenco, a diretoria estuda bancar as passagens de volta para encurtar o tempo de viagem. Contudo, Vero alerta que todo o esforço precisa ser compensado com o comprometimento do grupo. “O planejamento, quando a gente traça, o jogador precisa se doar, não adianta ele não executar”.


(Diário do Pará)

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