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Paysandu deixa Tuna arrancar empate inexplicável

segunda-feira, 25/03/2013, 04:05 - Atualizado em 25/03/2013, 04:05 - Autor:


Numa tarde relativamente boa para o futebol, Tuna Luso e Paysandu empataram em 2 a 2, no Mangueirão, em partida válida pela penúltima rodada do returno do Campeonato Paraense. Com um jogador a menos, a Águia Cruzmaltina perdia por 2 a 0 até os 43 do segundo tempo, mas de forma extraordinária conseguiu o empate e se mantém na briga pela classificação, enquanto o Papão busca respostas para o deslize inesperado.


Com poucas jogadas de risco, as equipes iniciaram o jogo de forma lenta e pesada. Poucos passes trocados e zero objetividade. O técnico Cacaio, prevendo o sufoco que tomaria, armou a equipe no 3-5-2 e forçou o meio-campo a fechar o Papão, postado com duas linhas de quatro (4-4-2). A intenção deu certo, o meia Alex Gaibú, no lugar de Eduardo Ramos, acabou recuando e perdeu o poder de articular com o ataque.


Com o esquema funcionando bem, a Tuna resolveu criar um problema para si e não achava espaço para subir. Só aos 16 minutos arriscou o primeiro chute, pelos pés do volante Maranhão. Já o Papão avançava como podia, e numa dessas, aos 40 minutos, Yago Pikachi disparou de fora da área e o goleiro Dida permitiu um belo frango, soltando a bola para dentro das redes. 1 a 0.


Na segunda etapa, o jogo inverteu e o gol sofrido pareceu ter abatido a Tuna, que perdeu o zagueiro Hallyson aos três minutos, por jogada perigosa. A partir daí, os bicolores tomaram conta do jogo e dos melhores lances. Vanderson quase ampla de cabeça, e logo em seguida, Djalma cobrou escanteio para Diego Bispo aumentar com o pé direito, 2 a 0. Com o resultado em mãos, Lecheva lançou Rafael Oliveira no ataque no lugar do volante Vanderson.


A mudança parece ter incomodado o adversário, que foi ao ataque de forma intensa, sem ligar para o jogador a menos. E graças a ousadia, aos 43 minutos, em contra-ataque, Maninho correu na cara do gol e escorou no canto, tirando o goleiro Paulo Rafael. 2 a 1. Dois minutos depois, como um prêmio ao esforço tunante, o zagueiro Raul derruba Pedrinho Mossoró na área e árbitro marcou o pênalti. Daniel bate no alto e empate o jogo.


A seriedade passou longe!


Estranhamente, depois de oferecer o empate em dois lances relativamente simples, os jogadores do Paysandu pareciam não acreditar no que permitiram aos tunantes. Era unânime a opinião de que faltou raça e força de vontade. A dura maior veio do técnico Lecheva, que usou palavras do tipo “menosprezo” e “falta de seriedade” para com o adversário. Segundo ele, um resultado do tipo se torna preocupante à medida que o campeonato avança.


“Menosprezo, falta de interesse no jogo. Isso foi o que culminou com o empate no final. O empate de hoje preocupa, pela forma como foi o jogo, mas o (empate) passado não. Faltou um pouquinho de seriedade. A Tuna não ofereceu perigo nenhum durante quase todo o jogo e, em duas jogadas no final, levamos os gols. Falta de seriedade foi culminante no resultado da partida. Também tivemos várias jogadas que poderias ter ampliado a vantagem, porém os jogadores quiseram jogar com individualidade e não pensaram no coletivo”, disse Lecheva.


Nem a críticas severas do técnico renderam tanto quanto as palavras rápidas do meia Djalma. Ao final do jogo, o atleta disparou em entrevista á Rádio Clube. “Um time que quer ser campeão não pode pegar um gol desse em uma falha dessas. Agora, vamos ter ver essa semana torcedor enchendo o saco. É esfriar a cabeça e pensar na próxima partida”. As palavras, imediatamente causaram revolta na torcida, e o jogador, consciente do problema a vir pela frente, retratou-se.


“Não foi bem isso que falei. Disse que o torcedor vai ficar cobrando mais agora, depois desse empate e eles têm todo direito de cobrar. Posso ter me expressado mal, o torcedor paga o ingresso e nós jogamos horrível”.


Um prêmio para os guerreiros


A Tuna conseguiu dominar o início da partida, congestionando o meio campo com atletas de defesa e se lançando ao ataque em rápidos contra-ataques. Mas, a equipe sofria com a pouca objetividade no ataque e acabava não criando muitas chances de perigo. A falha de Dida, no gol de Yago Pikachu, e a expulsão de Halyson, com 4 minutos do segundo tempo, deram a impressão que as coisas desandariam naquela tarde de sábado. A partir do momento que colocou mais um atacante em campo, o Paysandu dominou as ações e chegou ao segundo gol, aos 28 do segundo tempo. Partida perdida? Não!


Maninho, em lance de velocidade, deixou a defesa bicolor pra trás, invadiu a área e mandou pro fundo das redes de Paulo Rafael. Aos 47, em cobrança de penalidade do ex-bicolor Daniel, formado na base alviazul, a Tuna chegou a um dramático empate, que levou grupo e comissão técnica a comemorar no gramado, aos prantos, o gol que trazia sobrevida à equipe cruzmaltina. Um empate, um ponto a mais na tabela. Ponto que pode até não fazer tanta diferença na luta contra o rebaixamento, mas reabilita moralmente o time.


O técnico Cacaio afirmou que sua equipe não fez uma grande partida, mas ficou contente com o resultado. “O grupo precisava de uma reação como essa. Sei que não merecíamos vencer, porque o adversário realmente nos dominou e jogou melhor, mas esse empate premia a entrega do grupo cruzmaltino e obstinação em cima de um resultado. Vamos partir com tudo nessa última rodada para garantir nossa sobrevivência na elite” disse o comandante cruzmaltino.


O goleiro Dida era um dos mais aliviados com o resultado final. “Falhei no primeiro gol e quem está em campo está sujeito a isso. Mas fico feliz que essa falha não tenha determinado o resultado. Quarta-feira tem jogo de novo e vamos levar essa vibração do final do jogo conosco” disse o arqueiro cruzmaltino.


(Diário do Pará)

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