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Esporte / Parazão

Parazão

O que sobra do Remo após a terceira derrota?

segunda-feira, 25/03/2013, 03:45 - Atualizado em 25/03/2013, 03:45 - Autor:


Em uma partida que era para trazer alívio ao Clube do Remo, o apito final dos 90 minutos no Estádio Jader Barbalho trouxe o inverso. Os 3 a 1 aplicados pelo São Francisco geraram angústia ao ambiente do Remo. Mas, por sorte, muita sorte e nem tanto desespero. Foi o que se percebeu ao analisar a tabela após a conclusão da sexta rodada. 


Agora, para a última rodada da fase de classificação do Parazão, contra o Águia de Marabá, o Filho do Glória e do Trunfo, que, apesar da terceira derrota consecutiva no campeonato, ainda é dono dessa alcunha, depende só de si para se classificar: uma vitória simples recoloca a equipe no G-4 e no quadrangular das semifinais, graças ao confronto direto entre Paysandu e Santa Cruz e Tuna X Paragominas na rodada derradeira do segundo turno. 


Mas, ontem, quem realmente saiu feliz foi o Leão Santareno que, depois de nove rodadas, voltou a vencer e praticamente escapou do rebaixamento. Porém, no começo do empate, o jogo dava a impressão que se tratava de uma extensão da última partida do Remo, contra o Paragominas, mas dessa vez com o time corrigindo os erros. Tocando bola pé em pé, marcando bem e com garra, o Remo começou a partida superior. Porém, em questão de oito minutos, uma reviravolta definiu o primeiro tempo no Barbalhão. Tudo começou com primeiro e certeiro chute do São Francisco. Aos 27 minutos, Diego Carioca inaugurou o placar; cinco minutos depois, Paulista conseguiu o empate. Contudo, o leitor deve lembrar: o jogo era parecido com o do Arena Verde. O chute de fora da área precisava ser aproveitado. E foi o que Jeferson fez aos 35 minutos, marcando um belo gol de fora da área.


Na etapa complementar, quem começou melhor, ao contrário do primeiro tempo, foi o time de Joacir Moura. No primeiro escanteio, Aldair aproveitou o bom cruzamento na área e cabeceou na trave. O Leão de Santarém precisou de mais nove minutos para acertar o pé. Novamente bola na área. Depois de um bate-rebate, Mário Augusto aparece como elemento surpresa e desvia para o fundo das redes. 


O terceiro gol santareno causou sentimentos antagônicos nos Leões: o do Tapajós, tranquilo com dois gols de vantagem, tinha consciência em suas jogadas, administrando a vitória. Já o da capital, entrou em desespero: fez três alterações, mudou para o 4-4-2, um jogador de meia no lugar de um lateral. O máximo que veio foi uma bola na trave de Berg. E foi só. O alívio já estava ao lado de quem merecia.


Incrivelmente, Flávio Araújo mantém a calma após outro revés 


Para técnico Flávio Araújo, a derrota do Remo se consumou por um motivo: irregularidade. “Tivemos momentos de altos e baixo depois dos primeiros quinze minutos. Mas, o jogo se definiu naquele momento do primeiro tempo, em que jogamos intenso e com determinação em nossas investidas. Tivemos chances de marcar e não fizemos. Um gol naquele momento, nos primeiros quinze minutos, mudaria a história do jogo”, analisou Araújo.


Outro fator que prejudicou uma reação do Remo, ainda na visão do treinador, foi fato de ter terminado a etapa inicial atrás no placar. “A gente se abateu também pelo fato de termos saído com derrota no primeiro tempo. Era para nosso time voltar melhor no segundo tempo, mas não aconteceu e ainda levamos o terceiro gol”, conformou-se.


A queda de ontem serviu para um novo titular ganhar vaga no time, no jogo do ano até aqui, na próxima quarta-feira, contra o Águia de Marabá, no Baenão. “Com a entrada do (Diego) Capela, ele chutou, fez boa movimentação e, com certeza, vai ser titular na quarta-feira, na nossa quarta e última chance de darmos a volta por cima. Temos que passar a confiança para todos, como foi naqueles primeiros 15 minutos. Esse pensamento positivo é o que a gente tem que garantir ao grupo”, afirma o comandante azulino que encerou sua entrevista coletiva fazendo um pedido a torcida azulina. “Pedimos, mais uma vez, a colaboração do nosso torcedor, que nunca nos deixou, para lotar o Baenão. Nós, mais do que nunca, temos que responder a eles”, confia.


Lágrimas dominam vestiário


Na visão do técnico Flávio Araújo faltou um gol, logo no início, para o seu time para mudar a história do jogo. E ele poderia ter saído aos 25 minutos do primeiro tempo, um minuto antes do primeiro gol do São Francisco, dos três da vitória por 3 a 1, da tarde de ontem. Nesse momento, o atacante Fábio Paulista ficou sozinho de frente à meta do adversário e perdeu um gol incrível, sem goleiro. Mesmo sendo o autor do gol de honra remista, Fábio Paulista se mostrou bastante chateado ao final. 


Em entrevista à Rádio Clube do Pará, ele assumiu parte da derrota como de sua responsabilidade. “Tenho grande parcela de culpa nessa partida, perdi aquele gol que não sei o que aconteceu. Nesse momento, faltam palavras para expressar o que estamos sentindo”, disse ele, chorando. “Quero pedir desculpa para o torcedor, sei que é praticamente impossível do torcedor acreditar na gente. É muito difícil, estamos chegando à terceira derrota consecutiva depois de termos feito um primeiro turno muito bom. Peço ao torcedor que ama o Clube do Remo ir para o campo, mesmo com o seu pensamento negativo, porque acredito em Deus, e sei que ele aparece nos momentos que tudo parece impossível. Eu vim para o Remo para dar a volta por cima em minha carreira”, confia Paulista.


O futebol é simples


Depois de nove rodadas, o São Francisco conseguiu o que muitos já haviam esquecido em Santarém: o sabor da vitória. E que vitória! De maneira indiscutível, o Leão Santareno aplicou um 3 a 1 para cima do seu ‘irmão’ da capital, o Clube do Remo, em tarde inspirada de Ricardinho e Jeferson, que marcou um dos gols dos donos de casa, em um belo chute fora da área.


A vitória não só afasta a crise do São Francisco, estava ameaçada pelo rebaixamento que ficou mais distante, como marcou a estreia positiva do, até então, desconhecido técnico Joacir Moura, no comando da equipe há um pouco mais de uma semana. O novo treinador falou com certa moral logo após o primeiro resultado positivo sob o comando do Leão do Tapajós. “Fizemos um bom trabalho. Vim para cá acreditando no São Francisco, que tem boa estrutura e torcida, que é o mais importante”, afirma, prosseguindo.


“O futebol é igual em qualquer parte do mundo, não tem o que inventar. É preciso bola no chão e passar confiança aos jogadores”, completou. Um desses jogadores, o goleiro Jader, um dos jogadores da terra, era um dos mais emocionados ao final da partida. “Graças a Deus conseguimos voltar a vencer”, disse o arqueiro, chorando.


(Diário do Pará)

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