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Paragominas passa pelo Remo e embola o returno

sexta-feira, 22/03/2013, 04:55 - Atualizado em 22/03/2013, 04:55 - Autor:


Ontem, se o Clube do Remo pudesse prever o futuro, teria voltado no tempo. Foi por pouco, muito pouco, que Paragominas e Remo não jogam a partida programada para começar às 20h30, no Estádio Arena Verde. Um dilúvio caiu na cidade de Paragominas horas antes da partida e foi responsável por deixar o gramado pesado em virtude das várias poças que se formaram. As condições não eram favoráveis para a realização do jogo. O juiz Joelson Silva dos Santos até cogitou a possibilidade de adiamento, porém, depois de consultar as duas equipes e com 18 minutos de atraso, o jogo começou. 


Azar do azulinos que não tinham uma máquina do tempo, pois, depois dos 90 minutos de bola (na água), a realidade veio à tona: o Leão perdeu a segunda partida consecutiva no campeonato. E mais: o técnico Flávio Araújo pensa em deixar o comando técnico. Um único chute, aos três minutos do segundo tempo, disparados por Rondinele e um único gol. Crise no Baenão? Jogadores dizem que não. Mas, a pressão aumentou, já que o time caiu para quarta colocação, atrás do próprio PFC.


No primeiro lance da partida, veio logo um gol. Mas, não valeu nada. Ilaílson chutou na trave, Aleílson pega o rebote, faz o gol, mas a arbitragem marca impedimento. O torcida do PFC gostou e empurrou o time em direção ao gol. 


Nem a lama e nem poças de água eram capazes de impedir o ímpeto do Jacaré na partida. Na troca de chutões, eram eles que sabiam encontrar os espaços em meio a tantas poças de lama. Além da bola na trave, o time de Charles Guerreiro até os 30 minutos, já havia tido mais duas possibilidades de marcar. Sempre dos pés do Aleílson. O Leão, por sua vez, passava a impressão que se afundava na lama O primeiro chute do Remo foi só aos 41 minutos, depois que Val Barreto tocou por cima para Clébson que pegou de primeira, mas a bola passou por cima.


No segundo tempo, a chuva cessou de vez, mas a poças no meio de campo ainda estavam em excesso. Chegar ao gol, só arriscando. E aos três minutos, o lateral Rondinelli fez o básico: chutou de fora da área. A bola ainda desviou na zaga e deslizou no gramado até o fundo do canto direito do goleiro Fabiano. O gol atordoou o time de Flávio Araújo. Desorganizado, mas precisando do empate, o Remo foi na base do tudo ou nada, desejando a sorte. Aos 24 minutos, Jhonnathan tentou com uma bela jogada, quando se livrou de dois marcadores e chutou cruzado. Flávio, do banco de reservas, tentou dar ânimo a sua equipe. Promoveu a entrada do atacante Leandro Cearense no zagueiro Henrique e mudou o esquema para o 4-4-2. Mas, minutos depois, as chances do Remo diminuíram quando o juiz viu uma agressão de Branco e o expulsou. Não deu para mais nada.


Revés pode provocar a despedida de Flávio Araújo 


O Clube do Remo não conseguiu se reabilitar após a derrota para o Paysandu, no último domingo. Perdeu por 1 a 0 para o Paragominas, em um jogo sem toque de bola, só de chutão, como se fala na gíria do futebol. A forte chuva que caiu no Arena Verde horas antes, levou qualquer tipo de técnica para longe. E junto com ela, pode ir o próprio técnico azulino, Flávio Araújo, que, depois de observar a segunda derrota consecutiva no campeonato, pode deixar o comando técnico do clube.


Segundo o próprio, em sua entrevista coletiva pós-jogo, iria refletir na viagem de volta a Belém e tomar a decisão hoje. “Vou pensar, refletir, no que é melhor para o Clube do Remo. Vim para ajudar o Remo, por mais que a diretoria me apoie totalmente, uma mudança, às vezes, ajuda a melhorar, muda a sorte”, surpreendeu o treinador.


A diretoria, por sua vez, confirmou o apoio ao treinador. “Acabei de receber uma ligação do presidente Sérgio Cabeça para mantermos os pés no chão. A diretoria está ao lado do Flávio, o apoiando. Sabemos da sua competência, fizemos esforço para trazê-lo e vamos fazer de tudo para ele permanecer conosco”, garantiu Maurício Bororó, diretor de futebol.


Indagado se já teria um novo clube para onde ir, Flávio se irritou. “Pelo amor de Deus, eu não sou cafajeste e nem moleque para ter uma atitude dessas. Se sair, volto para Fortaleza (CE) e fico 15 dias sem sair de casa com vergonha, porque fico muito frustrado quando um projeto não dar certo”, garante.


O Jacaré vai bem na lama, diz cartola 


“Acompanhamos a semana do Remo. A torcida pressionando o time, jogando pipoca nos jogadores após a derrota no clássico. Colocamos como objetivo se aproveitar dessa situação. O time vinha em crise e a crise precisava voltar com eles” afirmou o técnico do Paragominas Charles Guerreiro, logo após a vitória. O técnico defendeu que sua equipe já vinha de boas apresentações nos duelos pelas semifinais do primeiro turno. “Nosso time só perderia pra eles, outra vez, se fosse em falhas individuais”.


A união do grupo Paragominense era evidente. O volante e capitão Ilaílson revelou que havia um pacto. “A gente reuniu essa semana e falamos – se queremos nos classificar e ser campeões, temos que vencer os jogos em casa. Acredito que começamos a caminhada” afirmou. Ilaílson destacou que o estado do gramado atrapalhou a partida, mas que a superação dos atletas do Paragominas foi maior. “Fizemos uma grande apresentação, apesar das adversidades”.


O presidente do clube, Jorge Luís Coqueiro, acompanhou a festa dos jogadores no gramado após a partida. “O gramado virou lama com a chuva, e o jacaré se dá melhor na lama, então vencemos” brincou o cartola, que dedicou a vitória ao meio campista azulino Thiago Galhardo, que, nas palavras do presidente, havia desrespeitado a equipe no encontro anterior.


(Diário do Pará)

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