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Parazão

A derrota para o Paysandu ainda rende pelo Baenão

quarta-feira, 20/03/2013, 10:27 - Atualizado em 20/03/2013, 10:27 - Autor:


O que deixou o torcedor do Clube do Remo mais revoltado nos últimos jogos foi a forma que o time jogou, principalmente na derrota por 3 a 1 para o Paysandu, quando o maior rival sobrou em campo e teve chances de fazer até mais gols. O que todos se perguntam é: onde foi parar a garra azulina, marca registrada da equipe no primeiro turno do Parazão? Esse foi o principal questionamento da diretoria azulina aos jogadores.


O vice-presidente Zeca Pirão esteve presente nos últimos dois dias no Baenão. Para ele, o que aconteceu no último domingo foi uma fatalidade. Entretanto, juntamente com o departamento de futebol, o vice pede o retorno da “garra e determinação”. “Conversamos e pedimos garra. Eles sempre demonstraram isso e foram reconhecidos pela torcida por determinação”, disse Pirão, que também não deixou de chamar atenção ao fato de alguns atletas, como Clébson, terem atuado com sintomas de gripe. “Isso foi um excesso de vontade de jogar o Re-Pa”, disse.


Porém, mais que isso, o zagueiro Henrique (foto), que estava no banco de reservas, mas já volta ao time titular amanhã, tem uma tentativa de explicação. Para ele “parecia que o Remo tinha comido feijoada e o Paysandu, isopor”. “Nós estávamos pesados e eles jogando demais leve”, definiu. Henrique descarta qualquer tipo de sabotagem do time azulino. “Não existe trairagem e nem sacanagem de ninguém aqui. São todos pais de família e profissionais. O que aconteceu no domingo foi um dia que nada deu certo mesmo. Já conversamos e temos que esquecer isso”, diz.


O vice-presidente completou o pensamento de Henrique tranquilizando a torcida e, mais uma vez, garantindo que o título do Campeonato Paraense 2013 ficará na sala de troféus do Remo. “A derrota no clássico foi uma fatalidade que não vai mais acontecer. Essa foi uma cobrança da direção e, com certeza, daqui para frente esse grupo só vai dar alegria para o torcedor. A resposta vai ser dentro de campo, ganhando o Paraense, se Deus quiser”, deseja.


Henrique quer marcação dos atacantes


Além da segunda derrota para o maior rival, outro dado chama atenção. O Papão foi o único time que conseguiu enfiar três gols no Clube do Remo nos 15 jogos feitos até aqui. Na tabela do returno, o Remo tem saldo de dois gols, inferior até mesmo da Tuna Luso, terceiro colocado na classificação da Taça Estado do Pará, que marca três. O time bicolor é bem superior aos dois, com saldo de seis gols.


Na visão do zagueiro Henrique, falta atenção de todos os jogadores. “Quando a marcação não encaixa ali na frente, claro que vai sobrar sempre pra zaga, porque é lá que sofremos os gols. Quando a marcação não tá encaixada em todos os setores, passamos a correr mais, quebrar a marcação e dar espaço para o adversário”, analisa o zagueiro.


Henrique fundamenta seu ponto de vista em cima da forma de jogar do zagueiro da seleção brasileira Thiago Silva, que na opinião do defensor é o melhor zagueiro do mundo. “Costumo ver o Thiago Silva jogar. Se você observar, ele não corre errado, ele só vai nas bolas certas, pronto pra dar o bote, seja por baixo ou por cima, porque ele tem segurança para fazer isso”, define


Henrique tem um dado interessante: sempre que atuou como titular, o Remo, além de não perder, não sofreu gols. “O torcedor que for ao estádio ou assistir pela televisão, pode ter certeza de uma coisa: vai ver um time diferente, um time suando por essa camisa gloriosa”.


(Diário do Pará)

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