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Parazão

Estatísticas do Papão são de fazer inveja

terça-feira, 19/03/2013, 04:08 - Atualizado em 19/03/2013, 04:08 - Autor:


A boa fase do Paysandu em campo tem os ingredientes certos para garantir certa dose de tranquilidade e, de quebra, alguns números expressivos para engordar a estatística confortável do campeão do primeiro turno e amplo favorito ao título do Estadual. Os números apresentados até aqui deixam para trás gigantes do futebol nacional, embora esteja somente na primeira competição do calendário anual.


Na classificação geral do Parazão, os bicolores, em 15 jogos, assinaram nada menos que 40 gols. Um aproveitamento, até aqui, de 80% e média de 2,67 gols por partida, o segundo melhor do Brasil, atrás apenas do Náutico (PE), com 2,86, em 15 jogos e 43 bolas. 


Só para ilustrar mais a estatística, grandes equipes comoo São Paulo, por exemplo, líder do Paulistão, em 11 jogos marcou 22 gols, média de dois por partida. No Rio de Janeiro, o Flamengo lidera a tabela geral, mas mantém a mesma média do tricolor paulista e tem aproveitamento de 81%.


Não bastasse a regularidade absurda, na artilharia do Campeonato Paraense, os primeiros lugares são de domínio quase completo do Paysandu. João Neto é artilheiro com 10 gols ao lado de Aleílson, do Paragominas, seguido de perto por Rafael Oliveira, com nove, enquanto o terceiro colocado vem com dois gols a menos, caso dos atacantes Val Barreto e Fábio Paulista, do Clube do Remo.


Vale lembrar que no primeiro turno o Papão ganhou a taça em primeiro lugar e nos três jogos que faltam para o final do returno, fará um jogo na Curuzu, contra o Cametá, e os dois últimos no Mangueirão, contra Tuna Luso e Santa Cruz de Cuiarana, respectivamente. “O nosso objetivo é formar um time compacto, e todos os jogadores têm noção do potencial”, afirma o técnico Lecheva, comandante geral, que tem ao lado da comissão técnica e diretoria todo apoio necessário para ir adiante.


A bola cheia, contudo, não livra o grupo da responsabilidade em manter a média elevada, característica absorvida até por jogadores que estão há pouco tempo na titularidade, caso do goleiro Paulo Wanzeler. “Futebol é assim, quanto mais você ganha mais é cobrado”.


A aclamação de Ramos


Já são quase três meses em Belém e o meia Eduardo Ramos teve que se acostumar muito rápido com os adjetivos que a imprensa esportiva e torcida bicolor usam para defini-lo. O mais adequado até aqui não poderia ser outro, senão maestro. A camisa 10 do Paysandu há muito procurava um ocupante à altura, e eis que finalmente ele surge com fome de bola.


No Re-Pa não foi diferente. Dos três gols, dois tiveram o toque mágico de sua chuteira, seja na enfiada de bola ou na conclusão. O gol, contudo, deu a ele a chance de extravasar a comemoração. Um grito engasgado, as mãos guiadas do coração ao céu e a saudação à torcida. Tudo isso demonstrava a felicidade em ser protagonista, mesmo que a modéstia o impeça de admitir.


“Graças a Deus fiz mais uma boa partida, enfim, não só quanto a mim, mas toda equipe está de parabéns pelo futebol apresentado, sobretudo pelo respeito ao adversário e a nossa disposição para buscar a vitória desde o início”, disse ao final do jogo. Na verdade, o título de maestro não é novidade, conforme disse em recente entrevista que já carrega o rótulo desde 2010. 


Na condução do sistema central da equipe, Eduardo tem uma percepção de jogo diferenciada. Lança os companheiros com facilidade extrema, na maioria das vezes bem próximo da meta adversária. Foi assim no Re-Pa, inúmeros passes, cada um carregado de perigo, que, por pouco, não fizeram um estrago histórico.


“A gente tem que usar a singularidade que o nosso grupo tem. Se a gente aperta o passe final, no segundo tempo, poderíamos ter feitos vários outros gols, mas se tratando de um clássico como este, o resultado de 3 a 1 é bem expressivo e parabeniza o esforço do grupo”. 


O bom maestro segue trabalhando para escrever os novos capítulos da obra que já encantou a torcida bicolor.


Depois da euforia, os pés no chão...


Depois de uma vitória incontestável em cima do maior rival, por 3 a 1, os jogadores do Paysandu se reapresentaram na manhã desta segunda-feira, por ocasião de um treino em academia para os atuantes no Re-Pa, enquanto o restante do plantel seguiu rumo ao campo do Kasa, para um treino físico. Enquanto faziam musculação, alguns torcedores chegaram ao local para comemorar junto aos atletas a goleada no Clube do Remo.


Tamanha alegria da Fiel Bicolor vem constatar o bom momento do time, coroado com a melhor campanha do campeonato, o título do primeiro turno e a segunda vitória consecutiva em clássicos Re-Pa. Tais ingredientes só reforçam a proximidade entre clube e torcida, que após anos de sofrimento, parece finalmente ter encontrado novamente o rumo das vitórias.


“A gente sempre vem falando desde o inicio do 2º turno. Nossa intenção é ganhar o turno com os pés nos chão, buscando a vitória em todas as partidas. Ontem (domingo) não foi diferente. A felicidade ficou dentro do vestiário, porque sabemos que na quarta tem outra batalha. Futebol é assim, quanto mais você ganha mais é cobrado”, garante o goleiro Paulo Wanzeler, que pela segunda vez atua como titular, no lugar de Zé Carlos, em recuperação médica.


A alegria, no entanto, não deve afetar a concentração dos jogadores, uma vez que ainda restam três rodadas para o fim do returno. E apesar da liderança incontestável, com 10 pontos e invicto (3 vitórias e 1 empate), o Papão não está garantido na fase final e amanhã já enfrenta o Cametá.


(Diário do Pará)

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