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Vitória estará escrita na história do Re x Pa

segunda-feira, 18/03/2013, 04:18 - Atualizado em 18/03/2013, 09:14 - Autor:


Uma camisa e um número: a mística camisa 10. Como algo tão simples pode desperta tanto encanto no futebol? O Rei Pelé a eternizou desde os anos 50, ensinando como fazer essa camisa despertar emoções entre os torcedores e sonhos entre os jogadores. Ensinou também que, além da técnica, é preciso de classe para vesti-la. Ontem, no Estádio Mangueirão, o meia Eduardo Ramos, em determinado momento do segundo tempo do Re-Pa, catou uma garrafa plástica atirada no gramado e, tranquilamente, entregou ao árbitro. A cena inusitada passaria despercebida, mas atrás do uniforme de Eduardo, existe o número 10. 


E essa camisa foi soberana na tarde de ontem. Antes de entregar a garrafa para o juiz, Eduardo já havia feito o terceiro gol do Paysandu na partida, o gol da consolidação de uma vitória fácil, escrita por um camisa 10 que participou dos três gols do Papão, com passes precisos e conscientes. Na vitória de 3 a 1 do Paysandu em cima do Clube do Remo, a diferença entre as duas equipes foi só uma: a camisa 10, que sobrou no lado alviceleste e faltou no lado azul marinho. 


Desde os primeiros minutos de partida, essa diferença era nítida. Os titãs do futebol paraense faziam uma partida intensa. Os bicolores chegaram com a cabeçada de Iarley e um chute de Djama, depois de um passe dele, Eduardo Ramos. Os azulinos tentaram responder com boa troca de passes entre Gerônimo, Rodrigo Guerra e Thiago Galhardo, que vestia a camisa 10 do Remo, mas do chute fraco, a diferença era explicita. Eduardo Ramos, outra vez, se libertou da marcação de Gerônimo e tocou para Pikachu chutar com perigo. Era só um presságio do que estava por vir. Minutos depois, Ramos tabelou com Iarley, que tocou para Vanderson e deixou Pikachu livre para marcar e tirar a “urucubaca”. A predominância bicolor era grande e, claro, veio o segundo gol. Aos 32 minutos, um bate-rebate na área resulta no gol de Iarley. O Remo estava desencontrado em campo. O melhor feito foi um chute torto de Berg. 


Na base do tudo ou nada, Flávio Araújo surpreendeu tirando um meia e colocando três atacantes para o segundo tempo. Mas, em menos de um minuto, Flávio percebeu que não adiantou. Em bola perdida por Val Barreto na intermediária, Iarley, que tocou de primeira para Eduardo Ramos mandar para dentro. A partir daí, o Papão passou a administrar a vitória. As investidas do Leão eram ineficientes e com o Camisa 10 do jogo inspirado, acreditava-se até no quarto gol do time de Lecheva. Foram quatro bolas na trave. Sem a técnica e a classe de um camisa 10, o Remo contou, ao menos, com a determinação de Branco, o autor do gol de honra azul marinho. A camisa dele era 17, sete números a mais do que a 10, de Eduardo Ramos. A diferença de toda a partida de ontem.


Conjunto bicolor garantiu vitória inesquecível 


Não há como negar o passeio bicolor em cima do maior rival. Além da falta de vontade percebida em alguns jogadores do Remo, em especial da defesa, o jogo fácil no meio-campo em trabalho intenso com as laterais do Paysandu, transformou o quarto Re-Pa do ano na vitória mais fácil até aqui.


Sem a marcação adequada no meio, o maestro Eduardo Ramos encontrou campo fértil para desequilibrar com ótimas assistências.


Seria até incorreto apontar apenas uma ou duas atuações em especial, mas na verdade, em cada setor do gramado, o técnico Lecheva contava com boas opções, valendo elogios mútuos no final. “O Remo teve vários momentos de perigo, mas a nossa defesa estava bem postada ali atrás. O Eduardo Ramos estava numa tarde muito boa, o nosso goleiro também, enfim, todo time esteve muito bem na partida e a vitória foi merecida porque aproveitamos as nossas chances”, arrisca Ricardo Capanema.


Do lado bicolor, foi fácil perceber o domínio técnico, seja com Yago Pikachu conduzindo a bola até a linha de fundo, Eduardo Ramos e seus lançamentos precisos ou em parceria com Iarley, outro jogador de atuação destacada. “Quando o Iarley sai, eu procuro sempre tomar a posição dele, ficando ali perto para aproveitar as chances como a do gol”, ressalta Eduardo.


Se a vitória clareou o céu para os bicolores, do lado remista, a fumaça continuava preta. E a bronca maior pareceu mesmo basear-se apatia do elenco. “Independente do resultado, a nossa equipe poderia ter sido um pouco mais aguerrida, ter lutado mais um pouco e aproveitado mais as oportunidades”, admitiu o zagueiro Zé Antônio.


(Diário do Pará)

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