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Papão perde pênalti, mas volta com um ponto

quarta-feira, 13/03/2013, 04:13 - Atualizado em 13/03/2013, 04:13 - Autor:


Paysandu e Águia de Marabá empatarem em 2 a 2, em partida válida pela do returno do Campeonato Paraense. Sem seis titulares, os bicolores abriram o placar, mas permitiram o empate e a virada aguiana, todavia, o Papão arrancou um empate quando o jogo parecia dePapão perde pênalti, sfavorável e só não ampliou graças a intervenção do goleiro Leandro, que defendeu um pênalti cobrado por Yago Pikachu.


Sem seis titulares, o técnico Lecheva bateu cabeça para formar um time com a missão de vencer o Águia e de quebra abater um tabu que perdura desde 2008, na última derrota do Águia em casa para o Paysandu. A intenção se mostrou eficiente quando o Lineker cruzou na área em direção ao atacante Iarley, mas no percurso o zagueiro Vitor desviou e enganou o goleiro Leandro, 1 a 0.


O primeiro gol pareceu abater o Águia, que aos poucos foi encontrado ritmo e emparelhando a defesa bicolor com arrancadas laterais de Mocajuba, enquanto o meio-campo bicolor investia com Lineker e Gaibu. Aos 28 minutos, um escanteio na área do Paysandu deu aos aguianos o gol de empate, com Edkléber encobrindo Paulo Wanzeler. A partir daí o Águia passou a pressionar e nove minutos depois veio a virada parecida: bola área bicolor e cabeceada de Danilo Galvão. 2 a 1.


No intervalo, Lecheva tirou Esdras e Bray, improvisado na esquerda. Lançou Romário e Rafael Oliveira, trocando o esquema para o 4-3-3. De imediato não houve diferença, sobretudo porque as jogadas de ataque continuavam pelas laterais a procura de Rafael Oliveira e Iarley, com dificuldades de finalizar pelo alto.


Lecheva então apostou em Heliton, aumentando a ofensividade como o técnico previa. Mas antes o jogo ficou corrido. O Águia quase marca por diversas vezes, a pressão era mútua, e um lançamento de Lineker para Rafael Oliveira, aos 30, acabou em tabelinha com Alex Gaibu e o gol de empate. O último suspiro do emocionante jogo quase permite um novo vira-vira, mas quis o goleiro Leandro impedir o gol de pênalti de Yago Pikachu. 2 a 2. Agora o Paysandu se volta para o Re-Pa de domingo, enquanto a equipe de João Galvão enfrenta o São Francisco, no sábado, novamente em casa.


Teve abacaxi e suposto racismo


Ao final do jogo, o técnico do Paysandu, Ricardo Lecheva, foi enfático ao lembrar que a delegação viajou a Marabá praticamente “na guerra”. Sem seis titulares, seria naturalmente difícil articular jogadas com o mesmo entrosamento, mas o técnico, como de costume, apostou na força do time e saiu de Marabá com um empate digno.


“Nós trouxemos para cá muitos problemas e ainda perdemos o Esdras no decorrer do jogo, mas começamos bem. Fizemos 1 a 0, depois cedemos espaço permitindo a posse de bola maior deles. Já no segundo tempo, o nosso time passou a trabalhar mais e variou jogadas com velocidade. Fizemos o gol de empate e tivemos a chance de ampliar. O João Neto perdeu, o Heliton perdeu. Ainda teve o pênalti do Yago (Pikachu). O resultado foi bom devido as dificuldades e a entrega do time”, disse Lecheva.


Quando pressentiu, por volta dos 15 minutos do segundo tempo, que o Águia se lançava mais ao ataque e aos poucos dominava os setores da defesa bicolor, Lecheva fez uso novamente de um artifício arriscado: tirou o improvisado Bray da esquerda e enfiou Rafael Oliveira como terceiro atacante, para forçar o ataque.


RACISMO


Um funcionário do Zinho Oliveira acusou o preparador físico do Paysandu, Wellington Vero, de racismo. A suposta vítima, não identificada, seguiu em direção à delegacia do município para prestar queixa. Vero teve que ir depor. Em 2008, ele foi denunciado pelo mesmo motivo, desta vez por um gandula, em jogo contra o Castanhal. (L.G.R.)


Euforia, desespero e, por fim, alívio


O torcedor do Águia de Marabá viveu uma gangorra de emoções na noite desta quarta-feira. Com um futebol envolvente, o time encerrou o primeiro tempo vencendo o Paysandu por 2 a 1 sem dar muitas brechas para o adversário. A sensação era de que, se não fosse uma goleada, como a sofrida em Belém, uma vitória se encaminhava e, por consequência, time da casa e torcedor fariam as pazes no Zinho Oliveira. Mas as coisas mudaram de feição. Com as mudanças de Lecheva, o Paysandu igualou as ações e chegou ao empate. Quando o empate já parecia selado, o Paysandu teve uma penalidade a seu favor, em um dos últimos lances da partida. Desespero nas arquibancadas e êxtase com a defesa de Leandro na cobrança de Yago Pikachu. Entre os atletas, a avaliação do resultado variou.


Autor do segundo gol do Águia, Danilo Galvão lamentou o placar. “Evitamos a derrota, mas bobeamos ao deixá-los empatarem. Contra Remo e Paysandu, quando se tem vantagem, não se pode bobear” disse o atacante.


Já para o arqueiro Leandro, que em dois jogos teve a infelicidade de ver sua meta vazada oito vezes pelo Paysandu, a defesa no final veio para dar um novo ânimo ao time. “Esse grupo já sofreu demais, fizemos um grande jogo contra o Remo e perdemos no fim, essa defesa no final foi pra levantar o moral do time e torcida”, declarou.


(Diário do Pará)

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