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Esporte / Parazão

Parazão

Vitória sobre o Jacaré evidencia boa fase do Papão

segunda-feira, 11/03/2013, 05:16 - Atualizado em 11/03/2013, 05:18 - Autor:


O Paysandu conseguiu a segunda vitória no segundo turno do Parazão, desta vez em cima do Paragominas, por 3 a 1, no último sábado, na Curuzu. Pouco mais de cinco mil pessoas presenciaram a vitória que colocou os bicolores na liderança do certame, com seis pontos.


O público não foi exatamente o esperado, mas a torcida presente viu o Paysandu ir para cima aos seis minutos, com o atacante Iarley lançando em profundidade o meia Eduardo Ramos, mas a conclusão esbarrou na defesa de Mike Douglas. O cartão de visitas foi o termômetro do primeiro tempo. O Paysandu controlava as ações, enquanto o Jacaré perdia espaço no meio, diante das boas assistências do maestro.


A arbitragem, no entanto, foi a primeira a assustar. Aos 16 minutos, quando os bicolores eram visivelmente superiores, Rodrigo Alvim cruzou pela direita e o goleiro rebateu, na sobra, João Neto fez o gol, mas a assistente Rosenir Amador marcou impedimento, ao contrário do árbitro, que validou o lance. Após a polêmica, o Paragominas se perdeu em campo, dando brecha às investidas do Paysandu.


Em compensação, o meio bicolor passeava. Aos 33, Rodrigo Alvim lançou Iarley na grande área, e novamente o goleiro interferiu, mas dessa vez Djalma cabeceou para ampliar, 2 a 0. A grande chance dos visitantes veio após o zagueiro Raul abraçar o atacante Aleílson na área. Na cobrança do pênalti, o artilheiro jogou para fora, pondo fim às chances na primeira etapa. Na volta, o jogo foi marcado pelos cartões distribuídos por Edeval Augusto: George, Djalma, Vanderson, Eduardo Ramos e Héliton.


Atrás no placar, o Paragominas arriscou todas as fichas no ataque. Jayme chutou na trave, Ilaílson por cima, enquanto a resposta do Papão veio com o gol de Héliton, que acabara de entrar no jogo, após jogada com Eduardo Ramos. O gol de honra do Paragominas só veio aos 31, após cobrança de falta espalmada por Paulo Wanzeler e o arremate de Paulo de Tardo. 3 a 1.


Arbitragem foi, no mínimo, confusa


Mais uma vez ficou no ar uma interrogação quanto a atuação da arbitragem na partida entre Paysandu e Paragominas. Se de um lado os jogadores do Jacaré reclamaram quanto ao lance confuso que originou o primeiro gol do Papão, por outro, o festival de cartões foi contestado por alguns jogadores do Papão, incluindo Djalma, que recebeu cartão amarelo aos cinco minutos do segundo tempo, e na sequência, um cartão vermelho das mãos do árbitro Edeval Augusto Figueiredo.


“Não entendi até agora. Eu dei a cavadinha que todo mundo viu, ainda continuei na bola e ele me expulsou. Eu queria ajudar o Paysandu, mas o importante foram os pontos. Temos o Gaibu, o Lineker, ambos estão entrando muito bem e tenho certeza que eles vão ajudar a equipe”, explica o meia Djalma.


Além dele, o companheiro de área Eduardo Ramos também foi penalizado no meio da sequência de cartões, assim como o atacante Héliton, o lateral-esquerdo Rodrigo Alvim e o volante Vanderson. Porém, o maestro preferiu minimizar o assunto dando mais crédito à vitória e aos três pontos. “Eu não vou julgar, mas acho que não foi mal, tirando alguns equívocos ali com a bandeirinha, acho que fizeram uma boa arbitragem, até porque não é muito fácil arbitrar, como muitos pensam”, diz.


Djalma, Rodrigo Alvim e o próprio Eduardo estarão de fora da próxima partida, na terça-feira (12), em Marabá, contra o Águia. Como opções diretas, o técnico Lecheva tem Lineker e Alex Gaibu para o meio campo, Pablo na ala esquerda, mas a decisão deve ocorrer somente no local da partida, haja vista que a delegação embarca para Marabá já nas próximas horas. Problema para a comissão técnica.


Uma opção de luxo no banco


Aos 24 minutos do segundo tempo, o Paysandu já vencia por 2 a 0, uma boa vantagem. Contudo, o Paragominas passou a crescer nos 45 minutos restantes e os donos da casa tiveram dificuldades em conseguir penetrar na área adversária com mais rapidez. Foi quando Lecheva resolveu fazer a segunda substituição (a primeira foi forçada) e lançou Heliton no lugar de Iarley.


Como nas duas partidas anteriores, o jovem atacante deu uma injeção de ânimo na armação bicolor. O meio-campo passou a fluir com mais velocidade, e mesmo com a expulsão de Djalma ainda aos seis minutos do segundo tempo, a ligação com o ataque não ficou prejudicada. 


Tamanha eficiência pode ser comprovada quase que imediatamente. Dois minutos depois de pisar no gramado, o atleta dominou a bola no grande círculo e serviu de garçom para Eduardo Ramos. O lançamento em profundidade colocou o maestro na entrada da grande área, mas Eduardo preferiu retribuir a gentileza e devolveu para o atacante, já na cara do gol, sem chance para o goleiro. “Nós estávamos sem um jogador. Foi uma jogada muito rápida pela lateral e quando eu vi, sabia que deveria avançar e cheguei batendo”, lembra. 


De acordo com ele, a entrada repentina não surtiu problemas, sobretudo porque no banco de reservas, o jogador pode estudar melhor a partida. “Quando a gente está fora, existe a chance analisar os melhores pontos para trabalhar uma jogada. Graças a Deus mais uma vez eu fui feliz”, garante. O atacante teve a primeira das atuações de destaque ainda no Re-Pa, e agora soma dois gols na competição.


Lecheva e a raça do Papão


A vitória novamente satisfez as pretensões do técnico do Paysandu, Ricardo Lecheva, em manter uma postura tática de sua equipe, na medida do possível sempre ofensiva. No primeiro tempo, o time se portou de maneira superior e abriu dois gols de vantagem. Já na segunda etapa, com as saídas de Ricardo Capanema, Zé Carlos e Djalma, o treinador precisou fazer algumas mudanças não programadas, sem alterar o ímpeto da equipe.


“Vontade e garra nunca faltou. Eu até comentei com os jogadores na preleção, eu aceito uma derrota, desde que venha de maior superioridade técnica do adversário, mas com toda vontade de buscar a vitória”, afirma. Na avaliação dele, diferente do jogo contra o São Francisco, a partida de sábado apresentou, não só um volume maior de jogo, mas também na tranquilidade para definir o placar.


“A equipe estava mais vibrante, relaxada, mais solta. Buscamos o resultado desde o início, principalmente depois que perdeu o Djalma, a postura foi mantida dando um pouquinho mais de espaço, atraindo o adversário para conseguir sair em velocidade, contando com a velocidade do Heliton”, acrescenta. Por fim, quando questionado sobre a atuação de Heliton, o técnico foi categórico em justificar a atitude para manter e não perder o domínio do meio-campo, num momento em que o adversário crescia. “Quando resolvi colocar o Heliton, a proposta ali era continuar mantendo a velocidade do time. Não poderíamos ficar atrás, sobretudo porque tivemos algumas substituições forçadas. O caso dele foi puramente tático e graças a Deus surtiu o efeito desejado”, encerra.


Desanimar jamais... Não é Paragominas?


O grupo do Paragominas assimilou bem o resultado da partida. Dominado desde o início do jogo, o Jacaré só começaria a ameaçar o Paysandu após a expulsão de Djalma, quando a equipe do interior passou a ganhar a disputa do meio campo e encaixar seguidos contra ataques, mas nada que acobertasse a superioridade bicolor. 


O goleiro Mike Douglas, que estrou na vaga do lesionado André Luís, reclamou da arbitragem no lance do primeiro gol, mas entende que o resultado do jogo foi normal. “O Iarley atrapalhou a defesa, ele tava em posição irregular à frente da nossa zaga e saiu da frente na hora do chute. Isso caracteriza impedimento, mas aí é com o juiz marcar. Sabíamos das condições do campo, que ia tudo jogar contra a gente. O importante é que foi um jogo disputado, com várias chances. Enfrentar uma equipe grande, nível de Série B é sempre um desafio” explicou o arqueiro.


O técnico Charles Guerreiro avalia que seus jogadores fizeram uma boa apresentação, e destaca a participação dos estreantes, como Jayme e Eduardo. “Jayme é jogador de time grande, chuta de fora da área, tem qualidade e movimentação, mas está sem ritmo e cansou no segundo tempo. Tenho certeza que no decorrer dos jogos o futebol deles pode aparecer mais, provavelmente já contra o São Francisco eles vão começar a fazer a diferença”.


(Diário do Pará)

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