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Parazão

Remo: muitos escorregões na defesa

quarta-feira, 06/03/2013, 03:53 - Atualizado em 06/03/2013, 03:53 - Autor:


O zagueiro Zé Antônio foi traído pelo pé no espaço de uma semana. No primeiro jogo da final da Taça Cidade de Belém, Zé Antônio salvou o Clube do Remo aos 46 minutos do segundo tempo, com um gol milagroso de empate. Mas, sete dias depois, no último domingo, os mesmos pés que marcaram, falharam. O defensor escorregou na área em momento fatídico, em que a bola era cruzada. Ficou fácil para o bicolor Raul mandar para dentro. O primeiro gol que, mais tarde, ajudaria na perda do título do primeiro turno.


Mas, o que todos querem saber, é o que anda acontecendo com os pés dos azulinos nesse campeonato? Não foi a primeira vez que os escorregões atrapalharam o time do técnico Flávio Araújo. No mesmo lance em que Zé Antônio caiu, o goleiro Fabiano sofreu do mesmo mal. Algumas rodada antes, contra o Paragominas, foi a vez do volante Tony também escorregar quando não deveria. O Leão, outra vez, sofreu gol de bola alçada na área, anotado pelo artilheiro Aleilson, que pulou sozinho e sem marcação. O lateral-esquerdo Berg é outro que sempre escorrega nos jogos. 


A explicação para essas quedas pode estar nos calçados dos jogadores. “Naquele momento a chuteira me transformou em um vilão”, diz Zé Antônio, referindo-se ao tipo de chuteira que usava no lance em que caiu na final. “Eu particularmente não sei jogar com chuteiras de trava”, revela. Contudo, as condições climáticas do Parazão forçarão Zé Antônio a mudar de chuteira daqui para frente. “Vou ter que me adaptar a eles (chuteiras de trava de alumínio) porque os campos estão muito feios e alagados por aqui. Mas, tem que fazer isso para essas quedas não repetirem”, conforma-se.


O outro zagueiro, Henrique, já joga com chuteiras de trava de alumínio, a melhor para enfrentar as particularidades únicas do Parazão. “Os meninos vêm de outros campeonatos, em que os campos não são tão encharcados e molhados quanto os daqui de Belém. Eu sempre gostei de jogar com chuteira de trava de alumínio que evita esses escorregões e dá estabilidade”, define.


Opção não vai faltar para o técnico


Contando com cinco meias, sendo dois últimos contratados e já regularizados, Diego Capela e Clébson, o Clube do Remo ainda tem Thiago Galhardo, Ramon e Edilsinho. A pergunta que pairava no ar era como o técnico Flávio Araújo se utilizaria de tantos jogadores da mesma posição, se o seu esquema é o 3-5-2? Pela formatação, o esquema só comporta um meia, vaga que vinha sendo de Galhardo.


No primeiro treino coletivo para o confronto contra o Santa Cruz de Cuiarana, Araújo deu a resposta mais óbvia: mudou o esquema para o 4-4-2. Ontem, em um campo em Benfica, quem ficou ao lado de Thiago Galhardo foi o volante Jhonnhatan, que jogou mais avançado. Depois, já próximo ao final do treino, o treinador testou o 4-3-3. “Foi um treino muito bom, onde o professor (Flávio Araújo) testou uma nova formação. Temos tudo para começar com pé direito contra o Santa Cruz de Cuiarana”, comentou Jhonnhatan.


Ao que tudo indica, o Remo pode mudar seu esquema tático para o segundo turno. É uma pratica comum que Flávio, inclusive, adotou no ano passado, quando comandava o Sampaio Corrêa. Por lá, ele mudou o esquema no intervalo dos turnos. A confirmação ou não acontece nas próximas horas, no último treino antes da concentração. O certo mesmo é que o lateral-direito Walber está fora da partida contra o Tigre do Salgado. O jogador está com uma nova contusão. Agora, trata-se de um estiramento grau dois na coxa. Segundo Ricardo Ribeiro, médico do Remo, o atleta deve ficar de 10 a 15 dias em tratamento. Walber nem sequer participou do coletivo. Em seu lugar, reversaram Rodrigo Guerra, lateral de oficio, e Endy, meia improvisado na ala.


Clébson: reforço que já conhece o Paysandu


Após a anunciar a contração do meia Diego Capela, a diretoria do Clube do Remo confirmou, na manhã de ontem, o nome de mais um meia para reforçar a equipe. Trata-se de Clébson, meio-campista que estava no Salgueiro (PE). A nova contratação, de 27 anos, era um desejo antigo da diretoria azulina. Porém, foi só nas ultimas horas, após a perda do título da Taça Cidade de Belém, que o martelo foi batido em negociação direta com o presidente do Salgueiro (PE), Clebel de Souza Cordeiro, mandatário máximo do último clube de Clébson


O jogador pediu para que sua família viesse morar na capital paraense pelos próximos três meses, tempo de duração do seu contrato com Leão. Maurício Bororó, diretor de futebol, classificou que o Remo “deu sorte” para, enfim, fechar o negócio. “É um jogador muito bom, de excelente nível técnico, que era um sonho da diretoria. Dessa vez, demos sorte. Conversamos diretamente com o presidente do Salgueiro nessa negociação”.


O jogador tem passagem por equipes do Nordeste. Ferroviário (CE), Barras (PI), Maracanã (CE), Cabense (PE). O primeiro contato que Clébson teve com equipes no Pará foi em 2010. Ele foi um dos destaques do Salgueiro que conseguiu o acesso à Série B do Brasileiro, eliminando o Paysandu em plena Curuzu, em partida que ficou conhecido como “Salgueraço”. A partir daí, virou alvo de cobiça de Leão e Papão. Mas foram os azulinos que levaram a melhor. Inclusive, desde ontem, o nome do jogador, assim como de Diego Capela, já está regularizado na Federação Paraense de Futebol (FPF).


Portanto, se o técnico Flávio Araújo assim desejar, já pode utilizar os dois jogadores na partida contra o Santa Cruz de Cuiarana, nesta quinta-feira.


(Diário do Pará)

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