Edição do dia

Edição do dia

Leia a edição completa grátis

Previsão do Tempo
30°
cotação atual R$

Esporte / Parazão

Parazão

Ousadia do Papão levou à vitória

segunda-feira, 04/03/2013, 06:36 - Atualizado em 04/03/2013, 06:36 - Autor:


O primeiro tempo entre bicolores e azulinos foi bem equilibrado. Lances de perigo para os dois lados e foi o Paysandu que chegou, de fato, ao gol aos 29 minutos. Na sequência, as duas equipes mantiveram um jogo mais aberto. Enquanto o Papão buscava a frente pelas laterais, o Leão arriscava o meio com Thiago Galhardo, em tarde apagada.


O panorama do jogo mudou de ares quando o técnico Ricardo Lecheva reuniu com os atletas no vestiário e resolveu fazer aquilo que já desenhava durante a semana: a entrada do terceiro atacante. Nela, percebeu-se que, com o jogo empatado, portanto, em favor do adversário, era preciso arriscar, e a prova seria a retirada de Vanderson e Djalma, até ali presos na marcação. Sem espaço para erros, a tática saiu melhor que a encomenda.


“Onde nós poderíamos errar, já tínhamos errado. No começo, eram 90 minutos. No segundo tempo, só restavam 45 minutos, então era a hora da doação, da entrega total, sem próximo jogo. Eles entenderam isso e foram merecedores porque buscaram. Ninguém é vencedor na vida, seja em qualquer ramo, se você não buscar a vitória e nós buscamos”, explica o técnico.


No calor das alterações, em um jogo disputado, qualquer mudança brusca poderia frear um dos lados, e desta vez Flávio Araújo ficou a mercê de um time entrosado, capaz de modificar-se quase integralmente sem perder, no entanto, o caminho exato para o gol.


“A gente depende muito de como os atletas que entrarem vão se portar. Felizmente, nossa ideia principal deu resultado, a equipe do Remo ficou meio desorganizada na hora de marcar, devido a variação de jogadas que tivemos a partir da entrada do Héliton e Gaibu. No final fomos coroados com o gol do Raul nos minutos finais, como tínhamos levado no outro jogo. Hoje a sorte sorriu para o nosso lado”, completa.


Resposta foi no campo


Nada estava definido até os 42 minutos da segunda etapa, mas o gol arrasador do zagueiro Raul acendeu uma chama de alegria que incendiou a torcida bicolor. Um mar de festa foi aberto, contrastando com a tristeza azulina em meio em meio a descida solitária pela rampa de acesso. Encerrado o jogo, chegara a hora de comemorar. Jogadores, comissão técnica, dirigentes e até o presidente Vandick Lima correram para o abraço. 


“Todos sabem do trabalho que vem sendo realizado aqui. Essa vitória era muito importante para nós. Eu conversei com os jogadores antes do jogo. Falei da importância da vitória e do título e eles encarnaram isso. O Zé Carlos inclusive disse que não seria possível repetir aquele choro do jogo passado. Dessa vez a sorte veio para o Paysandu”, comemora Vandick, repetindo o gesto incitado pelo zagueiro Diego Bispo. “Tem que comemorar. Eles comemoraram antes, no domingo passado, como se fossem campeões. E a gente provou o contrário. Jogamos com garra, com vontade, e ainda tem muito mais”. 


E por falar em jogo passado, um atleta não poderia ficar de fora, sem dar um recado. Quando os azulinos empataram a primeira partida, o volante Vanderson queixou-se da comemoração antecipada, mas a experiência já premeditava um belo presente, não sem trazer a tira colo a resposta bem ao estilo que lhe é peculiar. “Eu fiquei na boca do túnel, a hora passando e nada do gol. Já no finalzinho, eu tinha descido e ouvi a torcida gritando pelo nosso gol. Eles empataram no final do jogo domingo passado e comemoraram antes do segundo jogo, mas isso acontece”, encerra Vanderson.


(Diário do Pará)


 

Conteúdo Relacionado


0 Comentário(s)

MAISACESSADAS