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Parazão

Ídolos demonstram confiança no Papão e Leão

terça-feira, 26/02/2013, 03:48 - Atualizado em 26/02/2013, 03:48 - Autor:


É possível que dois atletas que vestem a camisa de times rivais tornem-se ídolos e campeões e terminem sua passagem com uma trajetória invicta diante do seu grande rival, mesmo jogando na mesma temporada? Muito difícil, mas já aconteceu no futebol paraense. Foi na temporada de 1991. No primeiro semestre, Cacaio brilhou com a camisa bicolor, onde foi campeão e artilheiro da Série B. No segundo semestre, ele sairia do clube e Artur conduziria o Remo ao tricampeonato estadual e acesso à Série A. Ambos jogaram menos de um ano no Pará e saíram do Estado invictos e como ídolos eternos.


As lembranças dos tempos de jogador reservam alguns momentos tocantes para os ídolos. “Sempre era um jogo disputado, o clássico. Vencemos um jogo por 3 a 0, mas o primeiro tempo terminou 0 a 0, com muitas oportunidades para o adversário também. Nunca ter perdido um Re-Pa com a camisa bicolor é um feito que me orgulha muito”, relembra o eterno ídolo bicolor Cacaio.


Já para Artur ficaram marcadas as manifestações de carinho do torcedor azulino com ele. “Lembro de uma véspera de clássico que eu estava com o pé machucado e os torcedores me abordavam por toda cidade, até na casa que eu morava, pedindo para eu me recuperar, porque o time precisava ganhar e precisava de mim”, diz emocionado.


Atualmente, Artur e Cacaio são técnicos de futebol e continuam acompanhando a trajetória dos times que defenderam. Ambos acreditam que os clubes estão com equipes fortes, e vem realizando um bom trabalho. “O Paysandu tem um bom time. Ainda precisa aprimorar alguns setores, mas tenho certeza de que é algo a que a direção está atenta. O Parazão desse ano é um laboratório, sem dúvida o grande objetivo é a série B no segundo semestre”, define Cacaio, que destaca do atual elenco alviazul, o meia campista Eduardo Ramos, por sua lucidez em campo.


Já Artur, que jogou em uma equipe com vários atletas tecnicamente destacados, vê o Clube de Periçá com outra feição hoje em dia. “Na minha época, tínhamos eu, o Luciano Viana, o Lamartine. O time de hoje não depende tanto da técnica de um ou outro jogador. Eu diria que o Remo, hoje, é uma equipe guerreira, aplicada e unida, que através do seu conjunto caminha para os resultados”, avalia o técnico, que elogia a boa fase do centroavante Val Barreto. “Ele tem sido um talismã até aqui, entra sempre e tem feito gols” comenta Artur.


(Diário do Pará)

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