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Esporte / Parazão

Parazão

Os atacantes vivem uma excelente fase

domingo, 24/02/2013, 07:48 - Atualizado em 24/02/2013, 07:48 - Autor:


Se o Papão tem em seu elenco o maestro, o prodígio, o eterno ídolo, porque não o goleador? Até o momento parece que não há ninguém melhor para ocupar o posto do que Rafael Oliveira, que já viveu com o Paysandu uma verdadeira relação de amor e ódio, atualmente minimizada pelo simples fato de ele ser o artilheiro do Campeonato Paraense, com nove gols.


Em sua terceira passagem pelo Papão, Rafael coleciona momentos bons e instáveis. Discreto no início, o atacante alcançou o topo ao ser o artilheiro do time na Série C de 2011, mas aos poucos o comportamento extracampo deu sinais de crise na relação. A fama de baladeiro somada ao baixo rendimento em campo rendeu severas críticas, mas em momento algum o incomodaram. A personalidade forte não o deixou abalar. Parecia premeditar que as coisas iriam melhorar e deu certo.


Depois de uma temporada afastado dos gramados paraenses, Rafael retorna em 2012 e aos poucos vence a desconfiança da ala mais “xiita” dos bicolores para, finalmente, em 2013, rebater toda a crítica recaída tempos atrás, com grandes exibições de até três gols em uma partida, que valeram até aqui o topo da artilharia estadual.


Apesar disso, os gols perdidos ainda parecem persegui-lo. Quanto mais Rafael tenta, mais ele faz e mais perde, um casamento estranho, porém cheio de alegrias. “A expectativa é a mesma, independente do adversário. Eu respeito qualquer tipo de equipe, mas dentro de campo vamos fazer por merecer essa vitória. Agora, sei que é um jogo especial, que ajudará as duas grandes equipes”, resume ele, preferindo deixar o passado de lado. “Eu foco muito no presente. O nosso momento é bom e queremos mantê-lo, com o pensamento somente no jogo e na vitória”, ressalta.


ATLETA DE DEUS


O atacante Fábio Paulista se considera um atleta de Deus. “A alegria de Deus me motiva a jogar”, diz ele. Mas o Clube do Remo está servindo como um paraíso para o atleta. “Quando vim para o Remo, pedi para que fosse uma nova chance. E o senhor atendeu ao meu pedido”, recorda. Antes de vestir a camisa azul-marinho, Paulista vivia um jejum que nenhum atacante gosta: o de gols. Mas, logo na sua primeira entrada em campo com a nova camisa, no amistoso contra o Castanhal em dezembro do ano passado, Paulista deixou sua marca. Não só fez o gol da vitória, como também passou boa impressão para a torcida.


Mas ele queria mais. “Pedi para o Senhor que fizesse mais gols em jogos oficiais, que aquele do amistoso não valia”, lembra. E Fábio provou que sua fé é forte. Ele não só fez mais, como se tornou um dos artilheiros do Leão na temporada com seis gols, a mesma quantidade do companheiro Val Barreto. Mas a força divina continuou forte com ele. Apesar da mesma quantidade de gols, Paulista é o único atacante titular absoluto: é sempre Paulista e mais um.


A sua forma de jogar tem sido o diferencial. O camisa 11 faz o tipo de atacante que não fica fixo na área adversária. Ele vem buscar jogo. Flávio Araújo parece gostar disso. Para a final contra o Paysandu, Paulista diz que não irá mudar sua forma de atuar, mesmo sabendo que os bicolores podem colocar um marcador na sua cola. “Sempre procuro fazer o meu melhor, independente de quem está me enfrentando. Acredito que vai ter um marcador fixo em mim, mas isso vai ser até bom. Vou procurar desenvolver o meu trabalho”, garante. No primeiro Re-Pa, o artilheiro passou em branco, porém as assistências para os gols foram fundamentais para a vitória.


EM NÚMEROS
9 a 6 Rafael Oliveira tem nove gols feitos até aqui. Fábio Paulista marcou seis.


(Diário do Pará)

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