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Jogadores apoiam ação do MPE contra violência

sexta-feira, 22/02/2013, 16:58 - Atualizado em 22/02/2013, 17:35 - Autor:


Os atacantes Fábio Paulista e Rafael Oliveira, do Remo e Paysandu, respectivamente, são os maiores goleadores dos seus times e, em muitas das suas comemorações, eles fazem o símbolo das extintas torcidas organizadas Terror Bicolor e Remoçada. Com novos nomes, Torcida Bicolor e Torcida Remista, os torcedores organizados continuam usando os mesmos símbolos e se uniformizando com camisas e casacos que designam as torcidas das quais fazem parte.


De acordo com Denis Souza, presidente da Torcida Remista, esta organização é nova, apesar de ter antigos membros da Remoçada. "Essa diretoria é nova, estamos organizando os cadastros, vamos saber quem são os torcedores que fazem parte da nossa torcida. Vamos fazer reuniões com o grupo e trabalhos sociais, em parceria também com a Torcida Bicolor, para incentivar a paz. Proibir o uso de material nos estádios (como camisas, bandeiras etc) não inibe violência e, sim, esses novos caminhos que nós estamos dando para a Torcida Remista", contou ao DOL.


Para o jogador remista Fábio Paulista tudo é valido para combater a violência. "Acredito que tudo que as pessoas fazem para melhorar é valido, e se nesse jogo eu não poderei jogar com a camisa e fazer o símbolo, não irei fazer nada disso. Mas o meu sentimento é de grande amor por esta torcida e pelo Remo, vou continuar comemorando meu gol como sempre comemorei, agradecendo a Deus, mas, com certeza, os cinco milhões de torcedores remistas sabem que esse gol é pra eles”, disse o artilheiro.


Rafael Oliveira, atacante bicolor, sempre comemora seus gols fazendo um 'T' com os braços, o que simboliza a Torcida Bicolor. "Isso é para dar moral para torcida, para os torcedores que vão nos ver jogar. Não tem maldade nenhuma na minha comemoração e não é um incentivo à violência. Mas acredito que, se existe essa proibição para evitar a violência, vamos ajudar”. Quem pensa que o artilheiro bicolor vai esquecer da torcida na hora do gol está enganado. "Quando comemorar meu gol, vou beijar o escudo e apontar para os torcedores", finalizou.


Nilton Gurjão das Chagas, promotor público integrante do Grupo de Trabalho (GT) de Combate à Violência do Ministério Público do Estado do Pará (MPE) informou que esta ação é apenas uma das várias formas de repressão à violência nos estádios. "Em 2005, as torcidas foram extintas, mas no último Re x Pa as torcidas protagonizaram cenas de violência; isso nos fez tomar a decisão de proibir camisas de torcidas organizadas nos torcedores e atletas e ainda proibir que os jogadores façam símbolos em comemorações de gols. Ainda tem as ações repressivas que são as de monitoramento das ruas por policiais, além de helicópteros”, contou o promotor.


Os ingressos fornecidos para as diretorias de torcidas organizadas também estão proibidos.


A promotora Oirama Brabo, do Comissão de Defesa do Consumidor, foi quem deu início ao processo que extinguiu as torcidas organizadas, em 2005.



<< O perfil da Torcida Remista no Facebook traz uma foto do jogador Fábio Paulista usando camisa do grupo. Foto: reprodução/Facebook >>


 


(Bruna Dias/DOL)

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