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Remo terá 100% da renda bloqueada no Re x Pa

quinta-feira, 21/02/2013, 15:36 - Atualizado em 21/02/2013, 18:37 - Autor:


A juíza Silvana Matos, da 13ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8), decretou o bloqueio de 100% da renda destinada ao Clube do Remo no clássico do próximo domingo (24), contra o Paysandu. O valor arrecadado no Re-Pa vai ser dividido entre os dois clubes pela metade, mas a quantia total pertencente aos remistas será depositada diretamente na conta da Justiça do Trabalho, porque a diretoria não renovou o acordo feito para quitar a dívida trabalhista.


Segundo Ronaldo Passarinho, ex-vice-presidente jurídico do clube, mas que ainda atua em prol das causas do Leão na justiça, houve uma reunião, hoje pela manhã, de aproximadamente duas horas, entre a diretoria azulina e a juíza. “Ela decretou o bloqueio de 100% da parte da renda que cabe ao Remo. Não sou mais nada do Remo, quero deixar bem claro, mas quando o clube precisa eu vou lá ajudar”, justifica.


Ainda de acordo com Passarinho, hoje à noite a direção remista vai reunir para tentar reverter a decisão. “Vamos discutir isso com o presidente para apresentar alternativas, porque na nossa avaliação o Remo está em dias com a justiça”, explica.


A dívida do Remo gira em torno de R$ 5,5 milhões. Para abater o débito trabalhista, desde o início de 2011 que a direção do clube paga R$ 100 mil por mês, resultado de um negócio acertado entre as partes. Mas, segundo Ronaldo Passarinho, o Remo não renovou o acordo, que expirou no último dia 15. “O Remo não foi chamado e não apresentou proposta. Vamos ver como isso vai ser composto. Essa é a primeira vez que isso acontece desde o final de 2010, quando eu assumi. Agora, que eu saí, os bloqueios voltaram a ameaçar a diretoria”, ressalta.


Atualmente, apenas dois processos tramitam contra o clube na Justiça do Trabalho. Na última segunda-feira (18), aconteceu a audiência do zagueiro Diego Barros, que vai receber R$ 150 mil em 15 parcelas de R$ 10 mil, com a primeira mensalidade a ser paga depois de 40 dias.


(Jorge Luís Rodrigues/DOL)

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