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Clima familiar reinou na arquibancada da Curuzu

segunda-feira, 18/02/2013, 07:04 - Atualizado em 18/02/2013, 07:04 - Autor:


O estádio Leônidas Sodré Castro, a Curuzu, prometia viver uma noite diferente no último sábado. Por determinação judicial, duas torcidas organizadas que inclusive tem lojas anexas ao estádio do Paysandu estariam proibidas de entrar nos estádios em dias de jogo. Facção Jovem Bicolor e Torcida Bicolor (sucessora da extinta Terror Bicolor) foram barradas nos estádios pelo seu envolvimento em confusões e atos de violência em jogos recentes. Como eles reagiriam a essa súbita proibição? De forma surpreendente, muito bem!


Andando pelas imediações internas do estádio da Curuzu, não se viam camisas e bandeiras das torcidas proibidas. Viu-se camisas alusivas a “torcidas aliadas” de outros estados que tinham relação com os grupos barrados, num sinal claro de que os torcedores destas torcidas que quiseram ir ver o jogo foram e assistiram, mas em momento algum agiram como grupo organizado. Os gritos de guerra e cânticos e gestuais característicos dessas torcidas não se fizeram presentes. Os torcedores que não aceitaram se descaracterizar permaneceram do lado de fora assistindo o jogo nos telões dos bares.


Se alguém dentro do estádio tinha a intenção de protestar contra a proibição, o próprio jogo tratou de desmanchar esses ânimos. O placar de 4x0 em menos de 20 minutos transformou o estádio numa festa geral. As demais organizadas - sem histórico de violência – se destacaram e comandaram os gritos de apoio nas arquibancadas. Aliás, pela primeira vez em anos os gritos de apoio e gratidão da torcida bicolor superaram a exaltação particular de determinada organizada ou provocações. Mesmo goleando um time cujo é um Leão Azul, quase não se viu provocações ao grande rival durante o jogo.


A verdade é que a proibição trouxe um novo clima ao jogo, mais familiar. No espaço onde essas torcidas acompanhavam o jogo, se via muitos casais e famílias, levando as crianças, para assistir a partida. Antes e durante o jogo, integrantes da Polícia Militar chegou a se posicionar no local onde sempre ficou a Torcida Bicolor. Mas nenhum episódio grave foi registrado. Uma charanga tocando o hino do clube fez a alegria nos corredores do estádio. Nas arquibancadas, a torcida organizava olas em onda. Espetáculo dentro e fora de campo. Para quem acreditava que não era possível se fazer futebol sem essas torcidas ficou a sensação – quem foi torceu e fez festa, e quem não foi não fez a mínima falta. Ainda bem.


(Diário do Pará)

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