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Equilíbrio marca encontro entre Remo e Paragominas

domingo, 17/02/2013, 09:27 - Atualizado em 17/02/2013, 09:27 - Autor:


O primeiro embate entre o Clube do Remo e Paragominas foi de nervos à flor da pele. Teve de tudo: bola na trave, gol que surgiu após bola parada, reclamação da arbitragem, carrinho e jogo empatado em 2 a 2 aos 48 minutos do segundo tempo. Depois de um primeiro jogo assim, o que esperar para o segundo encontro entre Leão e Jacaré? Nada mais que o mesmo. As duas equipes devem manter a tônica do equilíbrio. Dessa vez, só muda o endereço e horário: agora, torcedores devem se dirigir ao Estádio Olímpico Mangueirão, a partir das 16 horas, para conferir quem vai para a grande final.


O Leão, dessa vez, é o mandante. Portanto, contando com o apoio da sua apaixonada torcida, deve tomar a iniciativa, já que mesmo jogando pelo empate, os comandados de Flávio Araújo, sabem que precisam fazer uma apresentação bem melhor do que a do Arena Verde. Para isso, o Remo, se assim Flávio Araújo quiser, pode chegar até com cinco mudanças na equipe em relação ao último encontro. Porém, Flávio não deve ser tão ousado. Deve deixar algumas peças como opção. Até sexta-feira, Flávio só confirmou duas: a entrada de Henrique no lugar do suspenso Carlinho Rech no miolo de zaga; Berg reassume a lateral-esquerda após passar quatro rodadas se recuperando de uma lesão. As outras são opções que Flávio tem: o lateral-direito Walber, o volante Toni Nata, o meia Thiago Galhardo e o atacante Leandro Cearense.


Para o Jacaré, só um resultado interessa: a vitória. O técnico Charles Guerreiro promete mandar o time para cima, sem temer a torcida do adversário. Charles continua depositando sua confiança, sobretudo, no trio que comandou o primeiro jogo: Ilaílson, Bené e Aleílson, que é o artilheiro do campeonato com nove gols, dois deles marcado contra o Remo.


Com bom humor e bom futebol


Dos 25 jogadores contratados do Clube do Remo para a temporada 2013, o jovem Thiago Galhardo parece ser a única unanimidade. Os oito jogos do Parazão até aqui, deixaram claro que Galhardo é quem consegue dar o toque de qualidade em termos de passe e organização na meiuca azulina. O problema é que o meia vem enfrentando um problema de contusão no adutor da coxa direita.


Para o primeiro jogo da semifinal contra o Paragominas, Galhardo se recuperou o mais rápido possível, mas só foi utilizado no segundo tempo na Arena Verde. E nessa entrada, ele mostrou que a equipe melhora com a sua presença. Ele tem uma boa visão de jogo e o meio de campo passa ter o controle de passe. Não à toa, o técnico do PFC, Charles Guerreiro, colocou um marcador exclusivo no atleta durante a primeira partida. Deve fazer o mesmo hoje. Afinal de contas, Charles conhece o futebol do atleta da época do Bangu (RJ). Em 2011, por sinal, atuando pelo próprio Bangu, Thiago foi eleito o segundo melhor meia do Campeonato Carioca.


Com esse retrospecto, ele vem deixando para trás inclusive o meia Ramon, a contratação mais badalada da temporada. Agora, recuperado da contusão, não há mais desculpas para o técnico Flávio Araújo não manter o jogador no time. E além da categoria, Galhardo vem caindo nas graças da torcida, com seu bom humor. “Acredito que o Mangueirão é a minha casa e espero 30 mil torcedores domingo. Aí, quero ver o Paragominas fazer o que fez com esse apoio que vamos ter. Vamos fazer um grande jogo”, provoca. É Galhardo e mais 10 ou não?


A postura do Leão ainda é uma incógnita 


Ousadia ou cautela. Qual dessas duas posturas será utilizado pelo técnico Flávio Araújo? Em tese, o treinador possuiu até cinco opções de mudança. Alguns apostam em troca de volantes. Sairia Tony, após o escorregão no último jogo, para a entrada de Nata. Outros, contudo, querem a saída de Rodrigo Guerra, na lateral-direita, para dar lugar a Walber e Thiago Galhardo entrando no posto de Endy. Esta última a mais provável, já que seria apenas o retorno do dono da vaga.


De fato, o treinador só irá confirmar a escalação horas antes do início do jogo. Porém, duas, das cinco possíveis alterações, são inevitáveis e já estão confirmadas. Além de ter se contundido no primeiro embate, o meia Diego Ratinho vinha jogando improvisado na ala esquerda. Berg, lateral de ofício, retorna para equipe; suspenso, o zagueiro Carlinho Rech abre espaços para Henrique.


Zagueiro abençoado?


O retorno de Henrique na zaga, aliás, é visto como positivo: nas quatro rodadas em que ele ficou de fora, a defesa azulina passou a sofrer um número elevado de gols. Henrique, no entanto, prefere achar que se trata de uma coincidência. “Vinha dando uma contribuição muito grande ali atrás. No momento em que saí, tínhamos a melhor defesa do campeonato, tendo levado um gol, contra o Cametá. Depois começamos a tomar gol. Mas, acho que não tenho nada haver com isso, porque o Mauro (outro zagueiro) entrou muito bem. Os erros começam lá da frente e as consequências são para todos”, pontua, prosseguindo. “Mas, o nosso torcedor pode ter certeza que não vamos tomar gol. Acabou esse apagão, esse sono que dá lá trás. E se a gente não tomar gol, os meninos lá na frente vão fazer os gols”, acredita.


(Diário do Pará)

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