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Paysandu também é Águia na sétima rodada

quinta-feira, 07/02/2013, 03:29 - Atualizado em 07/02/2013, 03:29 - Autor:


Em seis rodadas, o Paysandu conseguiu obter quatro vitórias e um empate. A única derrota para o maior rival já foi devidamente arquivada, e agora, na sétima e última rodada, os bicolores partem para a definição do quadrangular final. A primeira posição ainda é possível, por isso, a motivação está em alta. Em caso de tropeço, há a possibilidade também que o Papão fique na vice-liderança e até mesmo desça uma posição. Daí a importância e atenção para o confronto desta quinta-feira, 7, contra o Santa Cruz de Cuiarana, a partir das 20h30, na Curuzu.


O adversário, quinto colocado, com oito pontos, não está fora do páreo e ganhou um grande estímulo com a entrada recente do técnico Sinomar Naves, atual bicampeão paraense pelo Independente em 2011 e Cametá em 2012. Esse retrospecto dá ao Santa Cruz a moral para tentar a última cartada.


Sinomar tem a seu dispor um time quase completo, com a exceção do meia Ratinho e do lateral-esquerdo Rayro. Em contrapartida tem a boa fase do atacante Valdir Papel, autor do gol que deu a última vitória do Santa, diante do Cametá. Valdir Papel chegou a ser elogiado pelo meia bicolor Alex Gaibu, ou seja, o respeito entre ambas é latente, e será posto em cheque somente logo mais.


Do lado alviceleste não há muito mistério. Lecheva tem em mãos o time completo, mas como sempre, prefere liberar a onzena titular somente minutos antes do jogo. Do jogo anterior vieram mais exemplos de como o técnico deveria consertar algumas peças defensivas, e acabar de vez com o carma em cima da ala direita, que vem sofrendo gols seguidos. Apesar disso, o Papão, além de vir completo, joga em casa, com ingressos mais baratos e uma perspectiva de casa cheia. Será um desafio daqueles para encerrar um ciclo e começar outro, projetando dias cada vez melhores.


Sinomar crê que pode surpreender


Na última rodada, o Santa Cruz de Cuiarana tem a importante missão de se classificar para o quadrangular final do primeiro turno. O objetivo do Tigre do Salgado se torna mais difícil tendo em vista que além da vitória, o time precisa de combinação de resultados para poder chegar à quarta colocação. 


Além de somar os três pontos contra o forte Paysandu, a equipe de Cuiarana ainda precisa que o Paragominas perca ou empate contra a Tuna Luso. Bem diferente do time que chegou ao Parazão como uma das promessas vindas da Segundinha, o time foi abaixo das expectativas. Buscando mudar a situação, o técnico Sinomar Naves, campeão paraense pelo Cametá no ano passado, foi contratado. 


O alto investimento feito na montagem do elenco poderá surtir efeito hoje. É o que todos do Santa Cruz de Cuiarana espera, apesar de alguns problemas. Mesmo com o pouco tempo de preparação para o jogo contra o Papão, Sinomar acredita que o elenco possa se sair bem. “Estamos com pouco tempo, mas eu conheço bem os atletas aqui do Santa Cruz e isso vai nos ajudar muito a lutar por essa vaga”, afirmou.


O time deve contar com dois desfalques. O lateral-esquerdo Rayro, cumpre suspensão automática por ter sido expulso contra o Cametá, e o meio-campo Fininho segue o tratamento de uma lesão no tornozelo direito.


Paysandu quer evitar o desespero de estar atrás no placar


Uma das prioridades do Paysandu para o jogo de logo mais, é tentar construir a vitória sem passar novamente pelo tormento de sair atrás no placar, como acontece desde a quarta rodada. Contra o Remo, Cametá e Tuna Luso, os bicolores tiveram muito trabalho para equilibrar o jogo depois de tomar o primeiro gol, que, por coincidência, aconteceram na maioria pela ala direita.


Todavia, a análise em cima do incômodo retrospecto não passa necessariamente em cima dos jogadores que atuam na posição, uma vez que, ainda sobre esses gols sofridos, a grande maioria aconteceu a partir de lances de contra-ataque, quando o time recua por inteiro e precisa organizar rapidamente a marcação, desde o ataque até a pequena área do goleiro, como os mesmo admitem.


“(Sobre os gols tomados) O problema é de todos. Na maioria das vezes nós pegamos gol de contra-ataque. A marcação tem que começar da frente e acabar atrás, então acho que todo mundo tem um pouco de culpa. Os jogadores sentem isso, porque treinam e mesmo assim isto continua acontecendo, mas guardamos um aspecto positivo em cima disso”, contrapõe o volante Vanderson, sobre o poder de reação apresentado pelo Paysandu, que, dos três jogos citados, em dois conseguiu virar o placar. Isto é bom? Se a vitória vier sempre que possível, com certeza!


“Se continuar tomando gol, mas fazendo muito, está tudo bem. Mas eu to incomodado porque às vezes o Paysandu pega gol e culpam a zaga. Pelo contrário, a culpa é de todos, mas se terminar assim tá bom pra gente”, reitera o volante que será julgado hoje pela Justiça Desportiva, com base no artigo 258, que diz respeito à conduta anti-esportiva do atleta, no jogo contra o Paragominas, no qual foi expulso após se desentender com o árbitro Dewson Freitas da Silva.


Dupla volta no banco de reservas


Nos últimos dias de preparação na Curuzu, o técnico Lecheva ganhou de presente a volta de dois jogadores importantes no meio campo bicolor. O volante Esdras e o meia Alex Gaibu, antes sob os cuidados do departamento médico do clube, foram liberados para treino e já configuram entre as opções para o jogo de logo mais. Todavia, isto não significa que terão vida fácil. Muito pelo contrário!


Esdras disputa posição com o experiente Vanderson. Já Gaibu deu espaço, involutariamente, para o jovem Djalma apresentar um futebol rápido e esforçado. Na disputa pela condição de titular, Gaibu se preocupa com o posicionamento tático da equipe e o Papão pode sair ganhando com isso. “O Lecheva estudou o adversário e está montando para jogar de acordo com o estilo deles”, explica.


(Diário do Pará)

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