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Bicola de volta à vice-liderança

sexta-feira, 01/02/2013, 09:19 - Atualizado em 01/02/2013, 09:19 - Autor:


Cametá e Paysandu fizeram um jogo dentro da expectativa. Truncado, duro e de pouca objetividade, prevalecendo o favoritismo bicolor, que venceu de virada por 2 a 1, em pleno Parque do Bacurau, e se mantém na segunda posição do Campeonato Paraense, com 10 pontos e agora aguarda o clássico contra a Tuna Luso.

A princípio o jogo ficou pesado e a falta de um sistema adequado puseram as equipes em situações delicadas, forçando-as a driblar os contratempos, incluindo as condições do gramado, para poder alcançar a área do adversário. Sorte do Cametá, que caindo pelas tabelas, conseguiu inverter o panorama aos 25 minutos, com um belo arremate do lateral-esquerdo Américo, que chutou cruzado, sem chance de defesa para Zé Carlos, 1 a 0.

O gol do Mapará soou como um castigo aos bicolores, que insistiam em atacar sem objetividade ignorando o fato do meio-campo apresentar um “buraco”, mesmo com a presença maciça de Alex Gaibu e Eduardo Ramos. O ataque, por sua vez, novamente ficou prejudicado. A recompensa pelo tempo perdido veio aos 35 minutos, quando Alex Gaibu cobrou escanteio e a zaga cortou nos pés de Eduardo Ramos, que só teve o trabalho de ajeitar e escolher o canto. 1 a 1.

Já no 2º tempo, o técnico Lecheva fez algumas mudanças que deram um novo gás ao jogo, inclusive com a troca do ataque, devido o baixo rendimento na primeira etapa ser nítido. Iarley e Héliton vieram para somar um gás na frente. As duas equipes partiam com suas armas, e o Paysandu continuou mantendo controle de jogo, sendo contido pela estrela do goleiro Labilá, novamente uma grande surpresa. Entre idas e vindas, a insistência bicolor foi premiada aos 35 minutos, quando Iarley iniciou jogada com Eduardo Ramos, que deixou a bola na altura exata para um chute arrebatador de Djalma encerrar a conta, 2 a 1.


Para Lecheva, equipe mostra evolução

Tecnicamente, as condições de jogo não favoreciam um belo espetáculo, haja vista as condições do gramado não serem adequadas, o que, no final das contas, acabou comprometendo as duas equipes por igual. Sendo assim, a técnica que faltava precisou ser substituída pela vontade, pela força, a quem o técnico Lecheva credita a vitória diante de um adversário empolgado por uma vitória fora de casa.

“O gramado estava até bom em relação aos outros jogos que fizemos aqui. Mas paraense é assim, o gramado não muito bom iguala a condição técnica de todos, então, tem que ser na raça, com força, e nesse quesito o Paysandu teve mais vontade de vencer e isso foi fundamental para conseguir o resultado dentro da casa deles”, justifica o técnico do Paysandu, comparando até mesmo o desempenho ao clássico da semana passada, no quesito evolução.

“(O time) Melhorou um pouco. No jogo passado fizemos até um jogo melhor e fomos derrotados, mas aqui não, saímos com a vitória. Em um resultado fora de casa, a postura é mais ou menos essa. Tem que segurar um pouco mais em determinados momentos e sair na hora exata. E hoje fomos felizes na proposta. Quando o Iarley entrou, pedi para ele segurar mais a bola, e o Djalma entrou movimentando. Essas mudanças surtiram um efeito positivo”, avalia.

O mais entusiasmado, no entanto, não tinha como não ser o meia Djalma, que entrou no lugar de Alex Gaibu e ajudou a transformar a postura tática do Papão, sendo presenteado com o gol da vitória. “Graças a Deus eu venho trabalhando forte pra acontecer isso, e hoje, como puderam ver, aconteceu”, disse o meia. 


(Diário do Pará)

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