Esporte / Pará

AFASTAMENTO

Demissão de Brigatti causa desconforto entre os bicolores

Terça-Feira, 19/03/2019, 07:34:10 - Atualizado em 19/03/2019, 09:21:08 Ver comentário(s)

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Demissão de Brigatti causa desconforto entre os bicolores (Foto: Jorge Luiz/PSC - Ricardo Amanajá)
Demissão do técnico foi anunciada na noite do último domingo e pegou muita gente de surpresa (Foto: Jorge Luiz/PSC - Ricardo Amanajá)

O inesperado afastamento do treinador João Brigatti do comando técnico do Paysandu, anunciado no final da noite do último domingo, foi justificado, ontem pela manhã, pelo presidente do clube, Ricardo Gluck Paul, em entrevista coletiva concedida na Curuzu. O dirigente admitiu que a campanha do time, que lidera o Grupo A2 e a classificação geral do Parazão, com 18 pontos, é satisfatória, mas, em contrapartida, a produção do grupo dirigido por Brigatti não vinha satisfazendo a direção bicolor e em especial ao próprio presidente, que, de maneira pessoal, assumiu a substituição do agora ex-treinador da equipe.

“Estamos muito orgulhosos dos resultados obtidos, o Paysandu é líder do campeonato, está invicto, mas a gente não pode fazer com que esses resultados mascarem o desempenho”, disse Gluck Paul. “Existe uma insatisfação, portanto, em relação ao que se planejou e o que vem sendo executado”, argumentou. Segundo o dirigente, a baixa produtividade do time também foi constatada por outras pessoas. “Tenho certeza que muita gente concorda que o Paysandu teve performance abaixo do que se esperava em muitas partidas”, comentou o presidente.

Segundo ele, o afastamento de Brigatti se deu após a análise feita pelo setor de desempenho do clube. “Algumas análises passam despercebidas do grande público, mas para os profissionais da área, que fazem avaliações profundas, a verdade é que alguns erros táticos estavam se repetindo”, apontou o cartola. “Não poderíamos hesitar em fazer as mudanças que a gente acha que são necessárias. Nesse sentido a gente preferiu agora, no meio do trabalho, mudar o comando técnico para que a gente possa fazer aquilo que a gente acredita, com convicção”, alegou.

Veja o último jogo do treinador comandando o PSC:

Gluck Paul chamou para si toda a responsabilidade pela decisão, isentando os companheiros de diretoria de qualquer participação na decisão. “Assumo inteiramente a responsabilidade, que é 100% do presidente”, assegurou. De acordo com o presidente, a avaliação de desempenho do time sob o comando do ex-treinador levou em conta os oito jogos do Papão Parazão. “Foram feitas oito análises muito profundas do que vinha sendo realizado”, informou.

 O presidente garantiu que não vinha negociando com algum outro treinador, antes de comunicar a saída de Brigatti. “Nós comunicamos pessoalmente ao Brigatti, ontem à noite, para depois analisar o perfil e iniciar os contatos em busca do novo treinador”, declarou o dirigente, que desde o último domingo já vem, juntamente com o diretor de futebol, Felipe Albuquerque, procurando um novo técnico.

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Brigatti lamenta trabalho interrompido

 Tão surpreso quanto o torcedor do clube e a imprensa pela decisão da diretoria do Paysandu de trocar o comando técnico do time, João Brigatti, de 55 anos, comentou, ontem, a sua saída da Curuzu. O treinador, que dirigiu o Papão em 21 partidas, obtendo nove vitórias e oito empates, com quatro derrotas sofridas, lamentou não ter tido tempo maior para desenvolver seu trabalho. “Infelizmente, isso é o futebol brasileiro. Não há tempo do técnico fazer um trabalho e acaba demitido. Daí tudo começa de novo. É um ciclo vicioso e que precisa parar”, criticou.

 O treinador comentou a justificativa apresentada pelo presidente Ricardo Gluck Paul para a mudança. “O presidente vislumbra um futebol melhor do Paysandu e nesse momento gostaria de fazer a troca no comando técnico”, contou o técnico. Brigatti falou, ainda, sobre o relacionamento dele com a imprensa e, principalmente a Fiel, que estranhou bastante a liberação do treinador. “Sempre fui muito bem tratado por todos da imprensa, embora às vezes a gente tenha uma divergência de opinião”, disse Brigatti.

Quanto ao relacionamento com a Fiel, o técnico comentou: “Sempre tive o apoio desta torcida maravilhosa do Papão, que acompanha o time, apoia e mereceria estar na elite do futebol nacional, como já aconteceu com Ceará e Fortaleza”, afirmou. As declarações foram prestadas pelo treinador ao site Futebol Interior. Brigatti foi procurado pela reportagem do Bola, mas as várias ligações feitas para o celular do treinador não tiveram retorno.

(Nildo Lima/Diário do Pará)





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