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Papão volta a campo e espera que a lua de mel continue

Domingo, 17/03/2019, 07:55:26 - Atualizado em 17/03/2019, 08:43:16 Ver comentário(s)

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Papão volta a campo e espera que a lua de mel continue (Foto: Jorge Luiz/ASCOM PSC)
Bicolores estão tranquilos no Parazão, mas não querem deixar a peteca cair (Foto: Jorge Luiz/ASCOM PSC)

Em “lua de mel” com sua torcida, afinal de contas faz a melhor campanha do Parazão 2019, o Paysandu tem, hoje, a chance de se aproximar ainda mais de uma das vagas do Grupo A2 à semifinal da competição. Em situação bem diferente, só que no Grupo A1, o Castanhal, adversário bicolor das 10h, na Curuzu, vem a Belém para o jogo da oitava rodada, com a corda no pescoço. O Japiim ocupa a vice-lanterna da disputa, com seis pontos e luta para se afastar do rebaixamento. Os bicolores, por outro lado, navegam em águas bem mais tranquilas na liderança isolada da chave e do Estadual.

O Papão possui a melhor campanha do campeonato, somando 17 pontos, três a mais que o maior rival o Clube do Remo, na contagem geral de pontos. Mas, o que importa, nesta fase da disputa, é a posição de cada uma das equipes em seus respectivos grupos e no A2 o time bicolor reina absoluto, ostentando uma invencibilidade de sete jogos, nos quais nos últimos cinco não sofreu gol. A paz bicolor só não é ainda maior em função do Independente somar, até ontem, antes do jogo com o Remo, 16 pontos na mesma quantidade de jogos, ameaçando desbancar a liderança bicolor.

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Portanto, pode até ser que o Papão entre em campo precisando recuperar a primeira colocação, dependendo, óbvio, de uma vitória do Galo sobre o Leão, em Belém. Mas, na Curuzu, o foco está somente no adversário castanhalense. Os bicolores não abrem mão de tirar proveito do fator campo para aumentar as chances de o time chegar à penúltima fase. O goleiro Mota, caso venha a ser acionado com frequência, o que não ocorreu no jogo contra o São Francisco, espera estar apto a ajudar sua equipe.

“Quando for exigido espero poder ajudar o Papão”, disse o arqueiro. O curioso é que a última vez em que sofreu gol foi justamente na primeira partida do Paysandu pela manhã no atual campeonato, quando o Papão venceu por 2 a 1, com Arian mandando a bola para o fundo da rede. O fato de o jogo ser pela manhã, quando a temperatura costuma, tradicionalmente, ser mais alta em Belém, mesmo no inverno, não incomoda o arqueiro. “Pra mim o sol pode estar ‘latejando’ é melhor do que chuva”, brincou o goleiro.

Este será o jogo de volta entre as equipes. No primeiro confronto, na Cidade Modelo, o placar não foi movimentado, resultado que acabou sendo positivo para o visitante e, claro, ruim para o Japiim, que deixou de fazer o seu dever de casa, o que ele vai tentar apagar com uma vitória na Curuzu.

NO JAPIIM

O técnico Artur Oliveira trabalhou a semana em segredo, preparando o Castanhal para o confronto contra o Paysandu. No apronto do time, na última sexta, o treinador ministrou a atividade, na Cidade Modelo, sem dar pistas da formação que pretende mandar a campo. Ele prometeu anunciar a equipe somente hoje, minutos antes da bola começar a rolar na Curuzu. As especulações giram em torno de mudanças no time aurinegro. Uma delas, no entanto, já é certa. O volante Sidney, suspenso, não poderá atuar.

É provável que Dadá, que ficou de fora da partida passada, contra o Independente, suspenso, entre no time, compondo a dupla de volantes com Dudu. Outra novidade em relação ao confronto com o Galo é, provavelmente, a entrada de Heliton no ataque. O time castanhalense precisa mais do que nunca da vitória para se afastar do perigo de queda à Segundinha. O aurinegro ocupa a penúltima colocação no Grupo A1, com seis pontos, apenas dois a mais que o São Francisco.

Em sua última apresentação, o Castanhal caiu (2 a 0) jogando, também fora de casa diante do Independente. A reabilitação é mais que necessária. Um novo tropeço, dependendo de uma vitória do São Francisco frente ao Tapajós, ontem, fatalmente empurrará a equipe para a última colocação, o que aumentaria o clima de tensão no clube. Artur procurou estudar bem o adversário, chamando a atenção para uma das principais armas dos bicolores: a bola parada.

(Nildo Lima/Diário do Pará)



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