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Conheça o trio de Octagon Girls que vão animar o UFC Belém

Quinta-Feira, 25/01/2018, 11:58:11 - Atualizado em 26/01/2018, 11:00:02 Ver comentário(s) A- A+

Conheça o trio de  Octagon Girls que vão animar o UFC Belém (Foto: UFC/Divulgação)
Luciana Andrade, Jhenny Andrade e Camila Oliveira (Foto: UFC/Divulgação)

Belém vive o clima de expectativa para receber o maior evento de artes marciais mistas. No próximo dia 03 de fevereiro, o ginásio do Mangueirinho vai sediar o UFC Fight Night, com a luta principal de Lyoto Machida e Eryk Anders.

Veja as imagens das rings girls

Além dos combates que serão atração principal, o octógono promete ficar ainda mais bonito com o trio de  Octagon Girls que irá desembarcar em Belém. Duas morenas e uma loira irão anunciar os rounds das lutas. Uma delas tem até uma história curiosa com um belenense. Confira!

Camila Oliveira – 26 anos, 56 kg, modelo e atriz

Camila Oliveira (Foto: UFC)

Vocês fazem alguma preparação especial para ser Octagon Girl?

Minha preparação não é necessariamente para ser uma Octagon Girl e sim para ter e manter uma vida saudável. Eu procuro me alimentar bem e me exercitar com frequência, de preferência 6x por semana, no domingo eu descanso.

Como você foi escolhida para ser octagon girl?

Eu fui a primeira Octagon Girl brasileira do UFC. Fui escolhida entre mais de 200 meninas, depois de uma série de eliminatórias e final com todos os diretores. Gostaram de mim e estou aqui até hoje, cinco anos depois.

Qual a expectativa para vir para Belém atuar no primeiro evento do UFC no Norte do Brasil?

Sou apaixonada por cada canto do Brasil e não vejo a hora de conhecer essa terra tão maravilhosa. Estou ansiosa e preparada para aguentar o calor da cidade e dos fãs do UFC (risos).

Você sente que há muito machismo no MMA? Alguém já passou dos limites com você?

Sempre tem aquele cara que acha que somos objetos, mas nada que faltasse muito com respeito. Sou muito respeitada neste esporte, no meu trabalho.

Como você lida com assédios nos bastidores do UFC?

Eu sempre lidei muito bem com assédio, procuro passar e impor respeito, assim eles acabam me respeitando, e me deixando mais à vontade para atender o público com carinho.

Ser uma Octagon Girl abre portas para você? Quais seus planos para o futuro?

Abriu muitas portas, fui convidada para ser Rainha de Bateria de uma escola de Samba do Rio de Janeiro, onde eu realizei um sonho. Participei de vários programas de TV. E agora faltam alguns meses para terminar meu curso de teatro. Espero que muitas outras portas se abram, tanto na publicidade, quando na TV e Cinema.

Tenho planos de fazer mais cursos voltados para o cinema e partir para essa área, aproveitar minhas experiências, meus estudos, me aprofundar nisso e não desistir.

Tem alguma curiosidade ou momento divertido que possa contar do seu trabalho?

Tenho vários momentos, já vi bumbum de lutador em pesagem (foi sem querer haha). Já espirrou suor ou até mesmo sangue em nós, afinal estamos em um lugar onde muitos queriam estar, de frente para o Octógono.

Jhenny Andrade – 30 anos, 47 kg, apresentadora de TV

Jhenny Andrade (Foto: UFC)

Tem alguma preparação especial para ser Octagon Girl?

Sigo uma alimentação saudável, faço academia de 2 a 3 vezes por semana. Eu sempre assisto, pesquiso e estudo sobre MMA, as lutas que estão acontecendo ou estão para acontecer, quais as categorias dos lutadores e as probabilidades de cada um vencer. Eu gosto de entender sobre o UFC para no meu dia a dia interagir com meus seguidores e amigos sobre o que acontece no mundo em que eu trabalho.

Como você foi escolhida para ser octagon girl?

Passei por uma seleção no Brasil, em São Paulo, e depois disso fui para o Rio de Janeiro para a segunda e última etapa, com entrevistas com diretores do UFC que estavam lá para o próximo evento. Fui escolhida e estreei logo no UFC Rio.

Qual a expectativa para vir para Belém atuar no primeiro evento do UFC no Norte do Brasil?

Estou contando os minutos. Não conheço o Norte, meu sonho é conhecer. Adoro natureza, pescaria, sou do interior de SP e acho que Belém tem algumas características do interior. Eu estou passada com a quantidade de fãs e apaixonados por UFC em Belém. Antes de ir, já recebo mensagens todos os dias com eles dizendo que estão ansiosos para a nossa chegada. Já disseram, inclusive, que estarão me aguardando com presentes típicos de Belém, querem me levar para conhecer os pontos turísticos e comidas da cidade. Acho que vou precisar ficar 1 mês a mais em Belém para conseguir fazer tudo o que eles prepararam para a gente. Mesmo estando em São Paulo, já sinto que o UFC Belém será de arrepiar! Ah, quero comer o tal do peixe Acari e tirar um tempinho para pescar!

Você sente que há muito machismo no MMA? Alguém já passou dos limites com você?

Nunca, jamais! Hoje em dia, as mulheres vêm conquistando seu espaço na luta. Hoje, vemos cada vez mais mulheres protagonizando os principais eventos do mundo, e isso é lindo de se ver! O que acontece às vezes comigo são alguns amigos ou homens que me param na rua e começam a falar do evento, das lutas, categorias, e quando eu começo a responder e falar tudo sobre o mundo do MMA, eles ficam abismados, achando que eu não saberia responder e não entenderia nada sobre o assunto. Alguns acham que nós, Octagon Girls, só sabemos desfilar e mandar beijinho. Mas nosso trabalho vai muito além disso! Eu amo meu trabalho, amo MMA, amo entender sobre esse mundo em que eu vivo.

Como você lida com assédios nos bastidores do UFC?

 Antes de trabalhar no UFC, tive uma coluna durante 7 anos na Revista VIP, uma revista masculina. Acho que pelo fato de já ser acostumada um pouco com isso, levo mais tranquilamente hoje esse rótulo de ser “símbolo sexual”.  Mas tem tanta mulher linda em outras áreas, então é uma questão de aprender a lidar. Não me acho um símbolo sexual, me acho uma pessoa normal como todas as outras. A beleza mais importante tem que vir de dentro, tanto para homens como para mulheres.

Ser uma Octagon Girl abre portas para você? Quais seus planos para o futuro?

Sou muito feliz com tudo que conquistei com quase 5 anos de UFC. Conquistei o Oscar do MMA no “MMA Awards”, a premiação mais importante do mundo no esporte. Acho que foi a maior resposta do meu amor e dedicação a minha profissão. 
Essa função me abriu muitas portas no mundo todo, e sou muito grata a isso. Meu maior presente são meus fãs, amo eles de paixão e sigo como meu plano de vida continuar fazendo o meu melhor no meu trabalho e tendo eles perto de mim cada vez mais, seja em sessões de autógrafo ao redor do mundo, seja nas minhas redes sociais.

Tem alguma curiosidade ou momento divertido que possa contar do seu trabalho?

Quando fui pedida em casamento em um dos eventos do UFC. Uma pessoa no meio da plateia gritava muito alto “Jhenny quer casar comigo?” toda vez que eu passava com a plaquinha e toda vez que a arena ficava em silêncio. Eles gritavam muito. No dia seguinte, estava na capa de todos veículos de comunicação “Jhenny é pedida em casamento durante do UFC”. Meses depois, estava em um aniversário de um amigo, uma pessoa me para e fala assim “e aí, não vai aceitar meu pedido?” E era ele, reconheci pela voz... e dei muita risada

Luciana Andrade – 31 anos, 56kg, advogada

Luciana Andrade (Foto: UFC)

Tem alguma preparação especial para ser Octagon Girl?

Nada em especial, apenas procuro manter uma rotina, que inclui alimentação saudável e exercícios.

Como você foi escolhida para ser octagon girl?

Participei de uma seleção há alguns anos e, após ser entrevistada em Las Vegas, fui aprovada e passei a trabalhar em eventos do UFC no Brasil e no exterior.

Qual a expectativa para vir para Belém atuar no primeiro evento do UFC no Norte do Brasil?

Uma das minhas melhores amigas da faculdade é belenense e sempre me contou coisas boas sobre a cidade, a cultura e as pessoas, então confesso que estou bastante animada por retornar ao Brasil e poder participar desse evento histórico em Belém.

Você sente que há muito machismo no MMA? Alguém já passou dos limites com você?

Não. Ao contrário do que se pensa, existe bastante respeito no UFC e por parte de todos os que ali trabalham, direta ou indiretamente. Jamais fui vítima (ou presenciei) de qualquer comportamento inadequado no ambiente de trabalho.

Como você lida com assédios nos bastidores do UFC?

Foi difícil no início, não só por eu vir de uma realidade completamente diferente, mas também e especialmente porque a exposição leva pessoas que sequer te conhecem a emitirem opiniões bastante equivocadas ao seu respeito; o tempo me ajudou a aprender a lidar com diferentes pontos de vista, pré-julgamentos e até a ter jogo de cintura para encarar tudo isso com uma dose de bom humor.

Ser uma Octagon Girl abre portas para você? Quais seus planos para o futuro?

Com certeza. Trabalhar para a maior organização de MMA do mundo traz bastante visibilidade e gera oportunidades, seja no próprio meio esportivo, na indústria do entretenimento e/ou outros mercados. Resido nos Estados Unidos e é um sonho antigo abrir meu próprio negócio por lá.

Tem alguma curiosidade ou momento divertido que possa contar do seu trabalho?

No ano passado, o UFC Brasil fez uma ação para a vaga do UltimateJob, que escolheria um sortudo ou sortuda para trabalhar no UFC São Paulo e conferir de perto tudo o que acontece nos bastidores do evento; foram mais de 1000 inscritos e os 3 finalistas puderam assistir o evento, que aconteceu no final do ano passado. Um dos escolhidos (Patrick) é de Belém e fez uma surpresa super bonitinha: me presenteou com uma cesta com produtos amazônicos (farofa de sementes e chocolates feitos com cupuaçu) e uma poesia (emoldurada) feita por ele com as letras do meu nome. Todo UFC me marca de uma maneira diferente, mas esse teve um gostinho especial (literalmente).

(Bruna Dias/DOL)



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