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Edmundo lança sua biografia no Allianz e, enfim, aceita apelido de “Animal”

quarta-feira, 12/06/2019, 08:15 - Atualizado em 12/06/2019, 08:15 - Autor:


Edmundo lançou nesta terça-feira a sua biografia “Edmundo: instinto animal” em evento realizado no Allianz Parque. Ídolo do Palmeiras, o ex-jogador confessou que foi difícil convencê-lo de abrir sua vida aos seus fãs através de um livro e aceitar o apelido de animal, porém, no fim das contas, sua polêmica e gloriosa trajetória foi passada para o papel.

“Foi por insistência, carisma, generosidade, eu não queria mesmo, e o Serginho [Sérgio Xavier, autor da biografia] a cada encontro, telefonema, foi me convencendo de que o lado humano que meus amigos conhecem precisava ser mostrado para mais gente. E que o livro ajudaria para isso”, disse Edmundo.

“Uma das boas experiências de ter ele como biografado é que ele não é orgulhoso. É cheio de arrependimentos, cheio de coisas que poderia ter feito de outro jeito. E ele diz isso, e ao dizer isso ele vai resolvendo essas pendências. Tem o capítulo da Itália, o Edmundo sabe que foi um desperdício, poderia ter sido enorme na Itália. Foi grande, mas não foi campeão italiano. Esse reconhecimento de erros faz ele ser um personagem tão rico”, comentou Sérgio Xavier.

Mais do que o jogador genial que se acostumou a ser, Edmundo tem seu lado humano, que poucos conhecem, relatado no livro. Embora todas as suas glórias constem nas páginas de sua biografia, a parte obscura de sua carreira também se faz presente, como o trágico acidente de carro que se envolveu em 1995 e vitimou três pessoas no Rio de Janeiro.

Esse tipo de episódio, inclusive, fez com que Edmundo passasse a recusar o apelido de “Animal” que Osmar Santos, à época um dos principais narradores do País, criou. Antes entusiasta do codinome, o ex-atacante passou a detestá-lo conforme os polêmicos episódios em que era protagonista começaram a ganhar força.

“Em um dia no Parque Antártica, a torcida do Palmeiras começou a gritar ‘Au Au Au, Edmundo é animal’. Saía nas ruas e ‘esse tênis é animal’, ‘esse carro é animal’, ‘fui numa balada ontem animal’, fantástico. E aí veio o acidente, vieram as brigas e isso virou uma palavra dúbia. Nunca sabia se era usada de forma positiva ou pejorativa. E aí você quer se afastar daquilo”, confessou.

Edmundo pode ter demorado, mas acabou compreendendo que não haveria melhor apelido para ilustrar sua postura, espírito em campo que “animal”. Não à toa, se tornou ídolo de dois dos maiores clubes do futebol brasileiro, embora o saudoso camisa 7 não se considera um atleta idolatrado.

“Eu não me sinto ídolo, não é essa a palavra. Eu me sinto grato, grato pelo reconhecimento, grato por tudo que vivi aqui dentro [do Palmeiras] e em outros clubes, grato por ter sido contratado, por ter sido escolhido por uma instituição, um clube, e muito bem remunerado para isso”, confessou.

“Naquela ocasião eu tinha uma responsabilidade enorme que eu nem sabia que tinha, mas eu era muito bem pago para aquilo, tinha uma torcida que gostava de mim, eu não podia correr pouco, correr mais ou menos, tinha que dar a minha vida ali, e acho que isso foi me transformando num atleta querido pelas torcidas”, concluiu.

Fonte: Gazeta Esportiva

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