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Especialista lista 5 passos para salvar marca pessoal de Neymar

quarta-feira, 12/06/2019, 07:05 - Atualizado em 12/06/2019, 07:05 - Autor:


Principal jogador da Seleção Brasileira e do PSG, Neymar vem se envolvendo em polêmicas dentro e fora de campo durante a atual temporada, como a suspensão pela UEFA por criticas a arbitragem na Liga dos Campões e o soco ao torcedor após as final da Copa da França.

Recentemente, o atleta foi acusado de estupro pela modelo Najila Trindade. O caso corre em segredo de Justiça e Neymar deve dar seu primeiro depoimento nesta quinta-feira, na 6ª Delegacia da Mulher, em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo.

Neymar deve ir para São Paulo prestar esclarecimentos (Foto: Mauro Pimentel/AFP)

Estrategista em posicionamento e comunicação de marcas pessoais, Juliana Saldanha listou cinco passos para recuperação da marca pessoal do jogador. Confira:

1) Mudança de posicionamento
“Neymar ainda se comporta e se afirma como ‘apenas um menino que quer jogar bola e fazer bonito’. O seu posicionamento como moleque habilidoso e que comete alguns deslizes como todo jovem já está datado pelo público e parece não ter mais espaço para um menino de 27 anos com grandes patrocinadores e responsabilidade em suas costas. Com grande visibilidade, surgem grandes responsabilidades. Mesmo que elas não tenham sido negociadas junto às habilidades de um grande jogador de futebol”, escreve Juliana.

2) Foco nos valores e representatividade
“O impacto da comunicação de uma marca mundialmente reconhecida é imensurável: A cada movimento dentro de campo, milhões de espectadores o acompanham. A cada palavra dita fora de campo, milhões o escutam. Homens, mulheres, idosos e crianças.

Assim como o nome e os valores de um CEO impactam na marca de sua empresa, a marca Neymar, ao carregar o escudo brasileiro em seu peito, impacta na reputação de um país. Quais os valores e o comportamento queremos ter representados? A molecagem e o jeitinho brasileiro? Ou a liderança, o respeito e o amor a uma nação tão diversa?
A representatividade não é passível de ser dissimulada. Ela tem que ser sentida. Ela tem que ser intencionalmente bem quista por quem a carrega. O que Neymar representa? Quais os valores ele carrega? Para os gestores da marca Neymar, investigar quais os princípios que representam o jogador, para que as suas ações e comunicação sejam genuinamente coerentes, é imprescindível”, segue a especialista.

3) Voz que movimenta, voz que contribui
“O papel do herói mudou. E hoje ele ultrapassa as barreiras do campo. A marca pessoal, mais do que uma imagem que vale milhões, é voz. E possui influência frente a autoridades, governantes e, claro, a população. E mais do que a contribuição apenas a si próprio, é esperado maior contribuição ao outro. Jogadores podem mudar realidades e até mesmo acabar com guerras”, exemplifica Juliana.

4) Mais autenticidade
“Neymar deixou a desejar algumas vezes quando o assunto é autenticidade. Em situações delicadas, quando o público esperava uma conexão direta e sincera com o jogador, Neymar optou pela mídia. E do ponto de vista de quem está de fora, pelo patrocínio que também vem junto a ela. O seu pedido de desculpas pós-Copa, em formato de um comercial, não soou bem. A situação era dolorida demais para o público para ter um discurso ensaiado como resposta.

Faltou espontaneidade. Faltou Voz. A propaganda é vista como um agente externo de uma conversa que poderia ser íntima e direta com o seu público. O interesse comercial de um ato humilde como o pedido de desculpas é percebido de uma outra forma, como pouco genuíno”, defende a especialista.

5) Seu pai, como gestor de sua carreira
“As declarações do pai de Neymar são frequentes na mídia. Ao mesmo tempo em que há uma forte relação de segurança e confiança entre os dois, é preciso também avaliar o impacto dessa escolha em aspectos como a responsabilidade, autonomia, autoconfiança e, mesmo, o bem-estar do jogador.

O exacerbado protecionismo e a linha tênue entre os papéis pai/gestor podem ter grande consequência na gestão profissional da carreira do jogador e em momentos de pressão, como os atuais. Quem também viveu na pele essa situação foi Lewis Hamilton: ‘Pai, eu só quero que você seja meu pai’ – foi o que disse Hamilton para o seu pai, seu empresário na época, no momento em que decidiu finalizar a relação de negócios em 2010.

Talvez esse seja um momento de investir em seu bem-estar psicológico e de entender quem realmente ele é e no que acredita fora dos holofotes, mais do que apenas explorar comercialmente o seu nome. Esse investimento poderá contribuir para que a sua marca continue valiosa, mas de forma mais sustentável e com maior impacto positivo aos brasileiros que tanto o valorizam”, concluiu Juliana.

Fonte: Gazeta Esportiva

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