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Paysandu continua carente de finalizador

quarta-feira, 19/09/2018, 08:20 - Atualizado em 19/09/2018, 08:24 - Autor:


Foi-se a época em que o futebol brasileiro era pródigo em contar com exímios cobradores de falta, responsáveis por tantos gols. A lista é vasta, reunindo craques como Zico, Marcelinho Carioca, Nelinho, Neto, Rivelino, Eder, Roberto Dinamite e por aí afora. O último especialista em mandar a bola pra rede em jogadas dessa natureza, curiosamente, foi um jogador responsável justamente por evitar o gol: o ex-goleiro Rogério Ceni, hoje técnico do Fortaleza-CE, autor de pouco mais de uma centena de gols de pênaltis e faltas com a camisa do São Paulo.



O futebol do Pará, em especial o Paysandu, também já teve os seus “maestros” em jogadas iniciadas com a bola parada, o que não existe hoje no elenco do clube. O lateral-esquerdo Guilherme Santos é quem mais se aproxima dessa característica, mas como quase um especialista em dar assistência aos companheiros na área inimiga. Tivesse algum grande cobrador de falta em sua equipe, o Papão hoje, certamente, teria um aproveitamento bem superior aos 13 gols que marcou usando este expediente.


Em épocas mais recentes, o clube teve entre os seus bons cobradores os jogadores Celsinho e Thiago Luis. Em tempos mais remotos, contou com o ponteiro Paulo Sérgio e o zagueiro Gilton, que possuíam essa característica. O primeiro, inclusive, pode ser apontado como o último exímio cobrador de falta, daquelas que fazem qualquer goleiro se tremer só de ver o bater se aproximar da bola. Paulo Sérgio, que começou no futebol de rua, no bairro do Umarizal, depois trocou o futebol por uma bem sucedida carreira de bancário.


Ligação direta só se for no celular 


Posicionamento e posse de bola deram a tônica do treino de ontem à tarde do Paysandu, o primeiro de conjunto ministrado pelo técnico João Brigatti com vistas ao Criciúma-SC, sábado (22), na Curuzu. Antes, pela manhã, também no Centro de Treinamento da Desportiva, o elenco se submeteu a uma sessão física sob a orientação do preparador Fred Pozzebon. 


Uma das principais preocupações do treinador é evitar que o Papão volte a utilizar a chamada ligação direta, que consiste na criação das jogadas da defesa ao ataque, sem que a bola passe pelo meio de campo.


No jogo passado, contra o Boa, Brigatti mostrou muita insatisfação ao presenciar a tal ligação direta. O treinador quer um meio de campo mais participativo, facilitando que a bola chegue até os homens de frente da equipe. Esse, porém, não foi o único detalhe explorado pelo técnico no treinamento. Ele também cobrou mais empenho dos laterais, puxando a orelha de Maicon Silva, pela direita, e Guilherme Santos, pela esquerda. Brigatti quer ver uma participação maior dos atletas não só no desarme, primeira obrigação de quem é do setor, como nas investidas ao ataque.


DUPLA POUPADA


O volante Nando Carandina e o atacante Mike não participaram dos treinos, por desgaste. Hoje, quando Brigatti começa a montar o “esqueleto” do time que ele pretende mandar a campo diante do Tigre, os atletas já deverão estar reintegrados ao grupo. Mike prevê um jogo acirrado contra os catarinenses, dirigidos pelo ex-técnico bicolor, Mazola Júnior.


“Podem ter certeza que estamos estudando a equipe do Criciúma”, disse o atacante. “Estamos acompanhando a equipe deles e sabemos que será um jogo bastante difícil. Nossa intensidade tem de ser alta para que a gente possa conseguir os três pontos”, afirmou.


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(Nildo Lima/Diário do Pará)

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