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NBA mostra como se faz competição em 'bolha' contra covid-19

NBA montou uma bolha para proteger seus atletas e delegações, com investimento de US$ 170 milhões (R$ 875,6 milhões).

quarta-feira, 30/09/2020, 12:06 - Atualizado em 30/09/2020, 13:32 - Autor: Arthur Sandes e Beatriz Cesarini/FolhaPress


Uma redoma foi construída em um resort dentro do complexo da Disney, em Orlando, na Florida (EUA).
Uma redoma foi construída em um resort dentro do complexo da Disney, em Orlando, na Florida (EUA). | Divulgação/NBA

Para dar sequência à temporada após a pausa por conta da pandemia por coronavírus, a NBA decidiu montar uma bolha a fim de proteger seus atletas e delegações. Um esquema de guerra e um investimento de US$ 170 milhões (R$ 875,6 milhões) levantaram a redoma em um resort dentro do complexo da Disney, em Orlando, na Florida (EUA). Nesta quarta-feira (30), no dia da final da principal liga de basquete do mundo, entre Los Angeles Lakers e Miami Heat, a bolha se mostrou um grande sucesso.

Ironicamente, em um dos estados americanos com mais casos de covid-19, o isolamento da NBA foi extremamente eficaz. Em três meses de isolamento e protocolos rígidos a serem seguidos antes mesmo do início dos jogos, nenhum caso de infecção por coronavírus foi registrado. Muitos até pensaram que o local estava realmente coberto por uma estrutura física, como um grande muro. Na verdade, a liga provou que com muita organização poderia, sim, ter uma competição esportiva segura em meio à pandemia.

A NBA reservou, para os 22 times participantes, 18 hotéis do mundo "onde os sonhos se tornam realidade". O complexo de 90 hectares tem três arenas para os confrontos e sete ginásios para treinamentos.

A determinação para entrar na bolha foi padrão: assim que chegasse, a pessoa deveria ficar 48 horas isolada em seu quarto e registrar "negativo" em dois exames para covid-19. Quando um jogador necessitou deixar o local, teve que ficar alguns dias também em isolamento e realizar testes de detecção de coronavírus antes de retornar às partidas e treinamentos -aconteceu com o brasileiro Bruno Caboclo.

A recomendação foi de que os atletas só deixassem o resort em casos extremos como o nascimento de um filho, morte de familiar ou problemas de saúde e outros tipos de emergência.

O protocolo da NBA permitiu que cada clube levasse 37 pessoas a campo, contando com atletas, técnicos, integrantes da comissão técnica, seguranças e outros funcionários. Todas as pessoas que convivem na bolha, além das delegações das equipes, foram submetidos a exames de Covid-19 a cada noite e o resultado foi sempre divulgado na manhã seguinte.

A entrada de familiares foi permitida apenas após a primeira rodada dos playoffs. O atleta que quis receber convidados foi responsável por arcar custos de reserva de um quarto adicional e os visitantes tiveram que ficar em isolamento por uma semana, além de serem submetidos a dois testes de Covid-19 em um período de três dias até ficarem liberados para permanecer na bolha.

A grande final entre Lakers e Heat acontece às 22 horas (de Brasília). Todos os jogos terão transmissão da Band, da ESPN Brasil e online no Watch ESPN, serviço disponível para assinantes do UOL Esporte Clube.

 

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