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Esporte / Gerson Nogueira

GERSON NOGUEIRA

Gerson Nogueira fala da chegada de reforços e de reta final na Série C

quinta-feira, 01/08/2019, 09:44 - Atualizado em 01/08/2019, 09:52 - Autor: Gerson Nogueira (Diretor)


Leão encara parada decisiva

O Remo tem outra batalha decisiva hoje à noite. Contra o Tombense, no estádio Jornalista Edgar Proença, estarão em disputa três pontos fundamentais para os planos de classificação ao mata-mata do acesso. Após desperdiçar pontos preciosos em casa – contra Ypiranga, Juventude e Luverdense –, o time de Márcio Fernandes não pode vacilar na fase de afunilamento da competição.

As contas mais primárias indicam que, em caso de triunfo contra o Tombene, o Remo fica muito perto de alcançar a classificação. Vai precisar, em tese, de mais três pontos nas três rodadas finais. O site Chance de Gol projeta 75,7% de probabilidades para se classificar à fase seguinte.

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Acontece que o visitante não pode ser subestimado. Oferece perigo por ter uma equipe experiente e porque busca se afastar da zona do rebaixamento. É de se imaginar que os azulinos estejam vacinados contra o clima de favoritismo, que foi tão prejudicial ao rendimento do time no embate com o Luverdense. 

Com formação estável a partir do meio-campo, com Yuri e Ramires na marcação e com Eduardo Ramos e Garré (ou Emerson) na articulação, o Remo pode promover a estreia do centroavante Neto Baiano, recentemente contratado.

A entrada de um atacante com experiência no jogo aéreo indica uma mudança importante nas características do sistema ofensivo. Com Neto Baiano, o Remo terá que explorar muito mais a funcionalidade dos laterais Djalma e Ronaell e aprimorar os cruzamentos.

Neto Baiano, além de cabecear bem, é também um jogador que sai da área e participa de jogadas de aproximação. Tem um bom disparo de média distância, o que seria bastante útil para furar bloqueios defensivos como o Tombense deve apresentar no Mangueirão.

Ao lado de Gustavo Ramos, Neto pode dar ao ataque um equilíbrio no confronto com as zagas adversárias que o Remo até hoje abriu mão de ter, até pelas carências óbvias no centro da linha de frente. Nem Emerson, nem Alex Sandro, muito menos Marcão. Nenhum funcionou atuando por ali.

Essa dificuldade deve ser avaliada para que o novo comandante da ofensiva não venha a sofrer da solidão que vitimou os três acima citados. Terá que ser construída uma estratégia para que ele seja acionado. Eduardo Ramos e Garré (ou Emerson) serão fundamentais no abastecimento de jogadas para o ataque e também com a movimentação dos laterais.

De toda sorte, é um jogo que vai depender de intensidade e envolvimento. O time não pode cair na armadilha de forçar o jogo de qualquer maneira contra uma defesa em linha dupla, como fez diante do Ypiranga. Precisará jogar com a torcida e focar nas oportunidades criadas.

Libertadores: arbitragens ‘caseiras’ abrem caminhos

 Na terça-feira, o Palmeiras passou pelo Godoy Cruz com uma goleada de 4 a 0. Quem não viu o jogo, deve ter achado que foi um passeio. Nada disso. A coisa só ficou mais fácil depois que o árbitro inventou um pênalti, que o Alviverde converteu, abrindo caminho para o placar mais dilatado.

 Ontem, no Maracanã, nova pisada de bola da arbitragem, com presença do não-VAR. O argentino Nestor Pitana, que apitou a final da Copa do Mundo na Rússia, viu um pênalti sobre Rafinha em lance altamente discutível. O lateral desafiou as leis da física e forçou passagem sobre o defensor do Emelec, ganhando o pênalti, muito contestado pelos equatorianos.

 O gol logo no começo deu o gás necessário para que o Flamengo tivesse tranquilidade para avançar e chegar ao segundo gol logo aos 19 minutos. A partida ficou tão simpática que a trepidante narração da TV Globo disse que a atuação foi magistral, embora no 2º tempo o Emelec tenha jogado bem mais. Na série de penalidades, deu Fla até com tranquilidade – 4 a 2.

Os erros em lances capitais, para Palmeiras e Flamengo, só confirmam que a qualidade da arbitragem sul-americana está em nível crítico, quase calamitoso, principalmente quando estão em ação times de massa e economicamente poderosos.

Espantoso que no jogo do Maracanã o árbitro de vídeo não tenha orientado Pitana a rever o lance, claramente uma jogada forçada e não faltosa. O VAR, de novo, preferiu se omitir quando o assunto envolve o Flamengo, como na falta violenta de Cuellar domingo contra o Botafogo.

Enfim, vida que segue.

Direto do blog campeão

“Djalma é das melhores contratações do Remo em 2019. Reafirma a qualidade que mostrou no Paysandu ao se mostrar sempre bem disposto em cumprir a tarefa que lhe cabe em campo. Marcou bem quando foi preciso e apoiou o ataque quando teve oportunidade. É um jogador inteligente e importante para o Remo na reta final. Prata da casa preterida pelo PSC, é mais um caso de jogador regional desvalorizado. Se ocorreu isso na Curuzu, não pode se repetir no Baenão, embora eu ache que isso vá se repetir no Remo também, porque é cultural, é necessário mudar a forma como os titãs tratam nossos atletas regionais. No mais, é preciso haver mais acerto nas contratações dos ‘importados’. Entendo que profissionalismo na gestão dos clubes é saber valorizar atletas regionais e ter critérios rigorosos para a contratação de atletas de outras praças”.

Lopes Junior, azulino crítico e atento à mexida das pedras no tabuleiro.

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