Edição do dia

Edição do dia

Leia a edição completa grátis

Previsão do Tempo
26°
cotação atual R$

Esporte / Gerson Nogueira

GERSON NOGUEIRA

Leia a coluna de Gerson Nogueira desta terça-feira (16)

terça-feira, 16/07/2019, 10:31 - Atualizado em 16/07/2019, 13:54 - Autor: Gerson Nogueira (Diretor)


| Jorge Luiz/PSC

Necessidade de reinvenção

Cinco jogos sem vitórias, 15 pontos disputados e somente três conquistados. Perda considerável em qualquer competição, mas amplificada em torneio cuja fase classificatória tem somente 18 jogos. A campanha recente do Remo na Série é digna de preocupações sérias por parte da comissão técnica.

Soluções encontradas meio ao acaso no último jogo, diante do Luverdense, podem ser assimiladas e talvez resolvam o maior drama da equipe ao longo de toda a Série C: a timidez dos atacantes.

Curiosamente, o Remo até consegue marcar gols (fez 13), mas boa parte deles foi consignada por zagueiros. Não por acaso, o zagueiro Marcão (três gols) é o principal goleador do time.

Márcio Fernandes tentou com Douglas Packer e Carlos Alberto efetivar uma dupla criativa capaz de fazer com que o ataque girasse a bola, criando as condições para abrir os sistemas defensivos dos adversários. Funcionou até certo ponto.

Em alguns jogos, Douglas foi bem. Noutros, nem tanto. Carlos Alberto foi ainda mais inconstante. Jogou bem contra o Boa Esporte, Tombense e Volta Redonda, mas andou sumido nos últimos cinco jogos, justamente no momento em que o time empacou.

Ao lado de Eduardo Ramos, Carlos Alberto vem se mostrando ainda mais ausente, pouco à vontade para as manobras que o meio-campo precisa executar a fim de que o ataque funcione.

Contra o LEC, sua ineficiência rendeu uma troca logo aos 23 minutos de partida. A entrada de Emerson Carioca, mesmo fora de suas características habituais, foi suficiente para dar ânimo novo ao time. Deu consistência à meia-cancha e se aproximou das ações de ataque, exatamente o que Carlos Alberto não fez.

Na etapa final, Fernandes lançou Guilherme Garré, tornando ainda mais leve a distribuição de jogo, com o passe fluindo normalmente. Foi a chave para que o Remo adquirisse a presença ofensiva necessária para ir em busca (e alcançar) o empate.

É quase certo que o técnico a partir de agora deverá trabalhar com uma nova configuração do meio para frente. A questão é que a esperada entrada em cena de um centroavante de referência, Marcão, não se mostrou eficaz até o momento.

Com isso, Alex Sandro, mesmo desperdiçando uma chance de ouro contra o LEC, deve merecer novas chances como titular, até porque Emerson está fora do jogo de sexta-feira contra o Ypiranga. Garré é outro que deve ser mais utilizado, pois pode ser o parceiro de Eduardo Ramos na construção de jogadas.

Acima de tudo, Fernandes deve ficar atento ao fato de que o Remo passou a ser um time previsível, que tinha na participação dos meias seu ponto mais forte. Os laterais apoiam pouco, sendo que a perda de Rafael Jansen (foto) pode ser ainda mais danosa ao esquema do que pode parecer.

Mesmo improvisado, Jansen era um jogador em ascensão nas investidas ao ataque, conciliando força e habilidade. Além de recuar quando necessário para reforçar a marcação.

O fato é que os atacantes seguem devendo e o afunilamento da competição exige justamente uma produção ofensiva em alto nível, capaz de surpreender as zagas inimigas.

O problema é que o desempenho dos dianteiros é desalentador. Gustavo Ramos, em 25 jogos, marcou quatro gols. Alex Sandro, em 18 partidas, também fez quatro gols. Emerson, em 19 jogos, somente três gols.

Um destaque solitário no tímido ataque do Papão

 Elielton, que teve boa passagem pelo Remo no ano passado, ganhou chance no Papão por força de suas boas atuações nos clássicos da temporada passada. Virou arma decisiva em vários jogos pelo Leão. Uma rápida participação na Segundinha de acesso ao Parazão antecipou sua ida para a Curuzu.

De início, foi utilizado com parcimônia por João Brigatti e depois por Léo Condé. O último chegou a deixá-lo de lado, preferindo recomendar a contratação de Pimentinha, também velocista e especialista em jogadas pelos lados do campo.

Humilde, Elielton viu tudo isso ocorrer e seguiu dedicando-se aos treinos. A chegada de Hélio dos Anjos, já com a Série C em andamento, veio trazer novas esperanças para atacante paraense. A atual sequência de jogos mostrou que a paciência deu resultado

Foi o primeiro jogador a ser distinguido pelo novo técnico como titular da equipe. Rendeu bem nos jogos fora de casa, principalmente contra Atlético-AC, Tombense e Juventude, consolidando a titularidade.

Nas partidas caseiras, sente na pele o que todo atacante mais agressivo sofre: tem os passos obstados pela dupla marcação. Foi assim contra Luverdense e Ypiranga. Obrigado a ultrapassar as linhas de bloqueio, sem o espaço para puxar contra-ataque, fica sem conseguir 

repetir o desempenho das exibições como visitante.

O desafio estará de volta na segunda-feira, 22, contra o Volta Redonda (RJ), cuja postura fechada não difere em nada dos demais times que jogam em Belém. Para superar essa dificuldade, Hélio dos Anjos terá que explorar a velocidade de Elielton mais ou menos como fez no Re-Pa, com a ajuda do lateral e de um volante (Wellington Reis) ou meia (Tiago Primão).

Por ora, é válido e juto destacar o papel desempenhado por Elielton nesta série invicta do PSC, cujo ataque continua a ser o mais tímido do campeonato (6 gols). Mesmo falhando nas finalizações, tem sido utilíssimo para prender a marcação adversária e abrir caminho para seus companheiros de meia-cancha e de linha ofensiva.

Conteúdo Relacionado


0 Comentário(s)

MAISACESSADAS