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Craque do brasileirão e de olho no Mundial, Adriana destaca chance na Seleção

sábado, 16/03/2019, 10:05 - Atualizado em 16/03/2019, 10:05 - Autor:


O Brasil se prepara para buscar o título inédito da Copa do Mundo de futebol feminino na França, que acontece no meio do ano. E apesar da fase da Seleção não ser das melhores, o time sempre contou com mulheres que, acima de tudo, lutam muito para conquistar um espaço para vestir a amarelinha, já que, no país do futebol, mesmo o esporte mais popular é um desafio para as jogadoras que sonham em fazer do jogo, sua profissão.

Diferente dos meninos, que mesmo com suas dificuldades, têm mais oportunidade e investimentos, as meninas precisam ir além de quebrar as barreiras físicas e financeiras para buscar carreira no esporte. Preconceito é o primeiro obstáculo que a mulher enfrenta num mundo tão masculino, e chegar longe já é louvável. Para ilustrar a luta que muitas passam, a atacante do Corinthians e da Seleção Brasileira, que foi uma das caras da campanha da primeira camisa exclusiva para as mulheres da Seleção na história, Adriana, falou sobre o caminho árduo, mesmo diante de algumas conquistas que o esporte feminino vem tendo.

“No Brasil é difícil para o futebol feminino, a gente sabe das dificuldades que todas as atletas passam diariamente para tá em um bom clube, para chegar na Seleção. Não é fácil, garanto que não é fácil. Enfrentamos muitas coisas diariamente, como preconceito, discriminação. Mas agora a gente vê a proporção que tá sendo criada aqui no brasil, com clubes tradicionais começando times femininos. Me deixa muito feliz tudo isso que tá acontecendo, claro que numa proporção menor, não tem o mesmo investimento que tem no masculino e a gente sabe que é difícil cobrar, mas estamos nos adaptando com o que temos para conseguir evoluir e conquistar nosso espaço”, disse à Gazeta Esportiva.

Dudu, Marta e Adriana: dois craques do Brasileirão e uma rainha (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Cheio de histórias de superação, o time da Seleção vem tendo dificuldades para mostrar o seu melhor futebol. Com resultados negativos na preparação para o Mundial, que começa dia 7 de junho e vai até 7 de julho, o Brasil não está entre os favoritos para ser campeão. Ainda assim, Adriana revela o trabalho que a equipe vem fazendo para tentar melhorar e chegar com chances à competição.

“É difícil falar, porque a gente vê que as pessoas estão comentando sobre o momento da seleção, mas quem tá la dentro sabe que estamos trabalhando duro para encaixar, ganhar os jogos, mas não tamo com a sorte que outras equipes tão tendo. Mas estamos trabalhando, sabemos que não vai ser fácil o Mundial, e temos mais dois amistosos para encaixar e consertar os erros para chegar bem no Mundial. E, particularmente, espero ter a honra de vestir essa camisa na Copa e dar o meu melhor pela Seleção”, contou a atacante de 22 anos.

Adriana ainda falou sobre o futebol feminino no Brasil, onde mesmo com todo o destaque na temporada passada, preferiu ficar no país e seguir a carreira no Corinthians, exaltando o trabalho feito no time do parque São jorge no cenário nacional.

O que a gente tem no Corinthians, a estrutura, acho que poucos times têm no Brasil. É incrível e isso foi um dos motivos por eu ter ficado no Brasil. Por eu crescer e evoluir a cada jogo, ter uma evolução imensa ao lado de pessoas de altíssimo nível, com profissionais excelentes me orientando. Sem dúvida nenhuma, o Corinthians foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, ser campeã brasileira, ser craque, então pra mim, só tenho a agradecer ao clube, por tá onde eu estou hoje”, completou a piauiense.

O Brasil estreia na Copa no dia 9 de junho, diante da Jamaica. Também estão no Grupo C a Austrália e a Itália.

*Especial para a Gazeta Esportiva

Fonte: Gazeta Esportiva

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