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Esporte / Esporte Pará

OSCILAÇÃO

Boa campanha no 1º turno não pode esconder a necessidade de evolução do time azulino

terça-feira, 25/06/2019, 08:30 - Atualizado em 26/06/2019, 11:38 - Autor: null


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Com 15 pontos na tabela, oriundos de quatro vitórias, dois empates e duas derrotas no primeiro turno do Campeonato Brasileiro da Série C, o Clube do Remo divide a liderança da chave B com o Juventude. Mesmo com o clima delicado por causa das duas derrotas seguidas na competição - sendo a última mais dolorosa por ter sido no clássico Re-Pa, em que caiu para o maior rival por 1 a 0 -, os atletas do Leão enfatizaram a campanha positiva até o momento no certame, o que dá ao time a confiança necessária para passar por cima dessa oscilação em campo.

Tem uma brecha para o xerife do Clube do Remo voltar

Para alcançar esse objetivo, no entanto, a equipe sabe que precisará readaptar o seu estilo de jogo, pois o apresentado até aqui, que antes era dinâmico e objetivo, parece ter se tornado cada vez mais previsível para os adversários, que passaram a estudar o Leão com frequência por conta, principalmente, da sua invencibilidade.

Podemos dizer, então, que o jogo azulino estagnou no quesito tático, especialmente pelo fraco poder de recomposição. Foi assim no empate em Tombos e na derrota para o São José, quando, sem contar com os jogadores titulares, o time não apresentou recursos necessários para se sobrepor em campo. A derrota para o Paysandu, que ganhou também na estratégia ao saber se posicionar especialmente no meio-campo, relembrou as limitações no setor à época do Estadual, bem como a ineficiência do ataque.

Dessa maneira, embora bem posicionado na tabela, os jogadores sabem que é necessário uma resposta o quanto antes para espantar a má fase, já que terá, pelo menos, dois jogos importantes pela frente: diante do Boa Esporte já neste sábado, fora de casa, e contra o Juventude, em casa, pela 11° rodada. “A gente sabia que iria passar por um momento de turbulência no campeonato, não iríamos ficar 18 jogos ilesos de nenhum problema. Mas terminar com 15 pontos (no primeiro turno)... O nosso objetivo passa por isso. Temos que nos cobrar internamente, mas não achar que está tudo errado e perder a convicção. Temos que continuar o trabalho”, destacou o volante Yuri.

Yuri, que apesar do fraco desempenho da equipe conseguiu se destacar, afirmou que, assim como os concorrentes de tabela, que melhoraram no decorrer do campeonato, o Remo precisa de alternativas daqui para frente. “A gente sabe que as outras equipes estão se fortalecendo, estão melhorando na competição. E agora chegou a nossa hora de passar por esse momento de melhorar no que pode melhorar para reverter essa situação. Não podemos fixar três jogos sem somar pontos, sem vencer. Tem que retomar o caminho da vitória, do bom futebol”, apontou.

Desatenção é um pecado mortal

Na semana preparatória do clássico Re-Pa, o grupo do Clube do Remo frisou em inúmeras oportunidades que, por ser um jogo diferenciado dos demais, o fator concentração seria primordial para que o Leão tornasse a vencer na Série C, vide as partidas contra o São José-RS e Tombense, ambas as ocasiões em que a falta de atenção influenciou nos resultados.

Mas, no duelo diante do maior rival, não foi o que se viu e, de acordo com o lateral-esquerdo Daniel Vançan, o nó tático sofrido no gramado do Mangueirão passa por essa falha. “Foi desatenção total da gente. Estávamos marcando em linha, mas alguém deixou de fazer e isso não pode acontecer. Todo mundo sabe que clássico é detalhe e pecamos com a desatenção na hora do escanteio. Foi um erro que custou outra derrota”, criticou.

O profissional, contudo, ressaltou que o resultado não interfere na projeção que o Remo planeja ao longo da fase classificatória e que a meta segue sendo permanecer na parte de cima. “Estamos brigando pela liderança. Não podemos amolecer agora, temos que trabalhar, pois na próxima semana já temos outra partida importante e não podemos repetir mais os erros”, pontuou.

(Matheus Miranda/Diário do Pará)

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