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Zagueiro Fábio Alemão, que desde 2018 só treinava, e finalmente estreou pelo Papão

terça-feira, 26/02/2019, 07:14 - Atualizado em 26/02/2019, 07:58 - Autor:


Com a melhor campanha e melhores números do Campeonato Paraense, o Paysandu ostenta a melhor defesa com apenas dois gols sofridos em seis jogos, há quatro rodadas sem ser vazado. Assim, o sistema defensivo do Papão tem sido um dos pilares da excelente campanha no Estadual. Por enquanto, Micael e Victor Oliveira vêm sendo os titulares da zaga, última linha de defesa antes do goleiro Mota. Mas, quem está de fora luta por um lugar ao sol.



Com o início titubeante no campeonato, todo o sistema defensivo foi alvo de pesadas críticas e boa parte da torcida pedia a volta ao time do paraense Perema. No entanto, o zagueiro se lesionou quando parecia que ganharia uma oportunidade. Com isso, a dupla foi mantida e hoje a Fiel nem cogita uma mudança. No entanto, faltava uma opção em caso de nova lesão ou suspensão. Foi então que no sábado, contra o Bragantino, o Paysandu terminou o jogo com três zagueiros, com o gaúcho Fábio Alemão em campo.


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O curioso da situação é que foi a estreia do jogador depois de seis meses na Curuzu. Aos 22 anos, Fábio Augusto Schirmann foi contratado ano passado na farra de chegada de jogadores a Curuzu na tentativa infrutífera de evitar o rebaixamento. Desde então, ficou apenas treinando, sem que parecesse que fosse ter alguma chance. Ainda assim, o técnico João Brigatti avalizou a permanência do defensor no elenco para 2019.


A estreia foi boa, facilitada por ter entrado em um time já bem armado. As chances de conseguir uma vaga entre os onze, no momento, devem continuar as mesmas diante do que os titulares vêm fazendo. Mas, ao finalmente estrear, Fábio Alemão conseguiu mostrar que está à disposição e pode ser acionado sem que o técnico João Brigatti fique preocupado, pelo menos a partir do jogo em Bragança.


O jogador se diz pronto após tanto tempo apenas treinando. Em entrevista ao Bola, o zagueiro garante que a espera foi difícil, mas que não desanimou e manteve-se treinando forte. Revela que as críticas foram difíceis, em especial porque ninguém o havia visto em campo, mas que no fim a oportunidade inicial acabou sendo motivo de comemoração para ele.


Deu para mensurar a ansiedade para poder estrear com a camisa do Paysandu?
Por mais que não tivesse jogado nesses seis meses, foi um período de muito trabalho e dedicação. Estava esperando essa oportunidade e estava mais do que preparado. Acredito que aproveitei da melhor maneira.


Como lidastes com as especulações sobre teu futebol por não jogares mesmo com tanto tempo de clube?
As especulações são difíceis, pois coloca em dúvida sua qualidade e o que fiz antes no Inter. Mas me mantive focado e com fé, trabalhando, e sabia que ia chegar essa chance. Aos poucos vou mostrar meu futebol.


O que passou na tua cabeça quando o Brigatti te chamou para entrar em campo?
Foi tão rápido que nem deu para lembrar das coisas. Pensei apenas em entrar e dar meu melhor, como faço todos os dias de treinamento.


Como é estar de fora e buscar espaço diante de uma zaga que se encaixou tão bem?
É uma disputa muito boa, com todos dando o melhor. São profissionais sensacionais, que trabalham muito. Todos têm que estar preparados para serem aproveitados.


Contra o Bragantino o Paysandu terminou o jogo com três zagueiros. Pensas em sugerir esse sistema de jogo ao Brigatti?
(Risos) Ah, isso eu deixo para o Brigatti decidir. Eu tenho que treinar e estar pronto quando a chance aparecer.


(Tylon Maués/Diário do Pará)

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