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Eliminação na Copa do Brasil resulta em um baque financeiro irreparável para o Remo

sexta-feira, 15/02/2019, 08:08 - Atualizado em 15/02/2019, 08:08 - Autor:


A vexatória eliminação da Copa do Brasil na última quarta-feira (13), por 1 a 0, para o Serra-ES, surtirá impactos irreparáveis para o Clube do Remo. Com a exclusão em uma competição nacional, o que permitiria atrair patrocínios para investimentos, cai por terra a própria competitividade técnica contra equipes de outras regiões com vistas ao Brasileirão da Série C, no segundo semestre. 


Mas é o fator financeiro que pesará e muito no bolso azulino. É estimado um desfalque superior à casa dos R$ 2 milhões - de cota, bilheteria e sócio-torcedor-, entre esta e a próxima semana, já que a classificação no torneio colocaria o Leão frente a frente com o Vasco da Gama, conforme tabela prévia da CBF.


Sem uma receita expressiva neste começo de temporada devido a bloqueios na Justiça do Trabalho, por ironia, a presidência azulina havia resolvido tal problema com o Tribunal Regional do Trabalho antes da estreia pela Copa do Brasil, liberando os lucros novamente para os cofres azulinos. 
De imediato, a derrota para o Coral serrano deu um prejuízo de R$ 525 mil, valor pago às equipes classificadas à segunda fase. Como o Leão viria embalado com uma sequência de vitórias e moral com a torcida, os ingressos para o Re-Pa, que estão custando R$ 40, provavelmente esgotariam.


Em matemática rápida, somente com a somatória dos dois casos isolados, geraria lucro na casa de R$ 1 milhão. Todavia, a fatia generosa do bolo viria através de adesões e mensalidades do programa de sócio-torcedor Nação Azul, que poderia, somente no período, ter um acréscimo de 50%. 
Hoje, está calculado um montante de R$ 200 mil do Nação Azul, em virtude de mais de 3 mil sócios adimplentes. Diferente da arrecadação das bilheterias, o programa destina o valor de forma integral ao clube.


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EFEITO VASCO


Tais valores, no entanto, não chegariam à metade do que poderia ser lucrado com o embate frente ao Vasco do Gama. Em caso de liberação total do Mangueirão, a diretoria poderia colocar o preço da arquibancada a R$ 50, que esgotaria fácil. E mesmo com o favoritismo do rival, o Remo jogaria por uma vitória simples para lutar por nova cota, dessa vez, no valor de R$ 625 mil. Só nessa “brincadeira”, mais de R$ 2 milhões seriam movimentados.


O presidente Fábio Bentes comentou brevemente sobre a eliminação antecipada. “É um baque muito grande para todos, porque sabíamos do que poderia nos render dentro e fora de campo. Mas acontece, o futebol tem dessas”, lamentou.


CALCULADORA INFAME


GRANA PERDIDA 


- Veja como o Remo poderia injetar o dinheiro 
- Valor estimado perdido: R$ 3,4 milhões.

FOLHA SALARIAL 


- Hoje, os vencimentos do Remo giram na casa dos R$ 375 mil mensais. O clube poderia quitar nove folhas salariais e ainda juntar um pouco mais para sanar a décima.

BAENÃO 


- A comissão responsável pelas obras no estádio Baenão calcula algo em torno de R$800 mil para colocar a praça esportiva nos trinques. O valor arrecadado garantiria os custos.


CAMISA 10 


- Após a saída do camisa 10 do Remo, um dos motivos pela qual a presidência e diretoria optaram pela não reposição foi justamente o preço para a contratação de um jogador para posição nesta época do ano. Com a grana o clube poderia iniciar negociações, já que o meio-campo azulino
está claramente sem um jogador de qualidade.


(Matheus Miranda/Diário do Pará)

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