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Jogadores do Remo tentarão driblar as dificuldades para se firmarem no time titular

domingo, 23/12/2018, 10:16 - Atualizado em 23/12/2018, 10:16 - Autor:


Dos 16 reforços contratados até aqui pela nova diretoria do Clube do Remo para a temporada 2019, três vieram do futebol regional. O volante Welton e os meias Djalma e Samuel são atletas que conhecem muito bem o futebol paraense, de como ele é rápido a elevar e derrubar quem acerta ou erra ao defender um dos grandes da capital. Têm ciência também de como serão mais cobrados e a paciência com eles será sempre menor. A esse grupo se junta o goleiro Evandro Gigante, que vai para a terceira temporada no Baenão e ainda luta por mais oportunidades.


Evandro viu, dias antes de renovar contrato, o Remo anunciar como reforço mais um jogador para a posição, o gaúcho Thiago, de 23 anos. Teoricamente, o novo companheiro será a segunda opção de banco, atrás dele e do titular absoluto até aqui, Vinícius. O jogador de 34 anos é o que mais próximo a torcida tem de um ídolo nos últimos anos.


“O Vinícius é um grande profissional e tenho o maior respeito e carinho por ele. Dentro e fora de campo temos uma amizade enorme. Nossa única disputa é pelo posto de titular. Eu respeito os dois anos em que ele vem jogando, mas sempre treino forte em busca de meu espaço e estar bem quando for preciso”, diz Evandro.


Dos quatro jogadores paraenses, o goleiro de Tomé Açu é o que tem a maior desvantagem por causa da condição de Vinícius. Enquanto que para os demais o time é praticamente uma corrida em que todos os concorrentes estão na mesma linha de largada, no gol há claramente alguém que, por antiguidade e mérito próprio, está a alguns metros à frente. “Sei que não é uma concorrência fácil, mas a diretoria apostou em mim para permanecer no clube, então tenho qualidades. É uma diretoria nova e mesmo assim apostou em mim. Isso me motivou a permanecer”, comenta Evandro.


OPORTUNIDADE ÚNICA


Dos três meio-campistas paraenses que foram contratados esse ano, o que chamou mais atenção da torcida foi Djalma. Revelado pelo Paysandu, onde passou seis anos e conquistou dois acessos para a Série B e um título do Campeonato Paraense, o jogador é muito identificado com o maior rival azulino, a despeito de ter saído da Curuzu no final de 2016. “É normal que o torcedor lembre desse passado. Mas hoje estou no Remo e defendo a camisa que visto. O passado ninguém muda, agora é olhar para frente e ajudar o Leão a chegar aos objetivos, que é conquistar títulos e, principalmente, o acesso”, diz Djalma.


O meia assinou contrato com o Remo há duas semanas e teve que aceitar as condições do clube. Djalma queria um vínculo de uma temporada, mas os dirigentes acharam melhor um contrato de apenas seis meses, pouco mais do que o tempo mínimo exigido pela legislação trabalhista, que é de três meses. É quase um contrato de experiência. Se conseguir se destacar, pode ganhar uma renovação para o Brasileiro da Série C.


Pesa a favor do jogador o fato de ter sido uma indicação pessoal do técnico João Nasser, que conhece o potencial do meia desde que atuava como analista de desempenho do Leão Azul. Nesse começo de ano, Djalma esteve no Carajás, time que não passou para a segunda fase da segunda divisão do Parazão. Para ele, a ida ao Baenão é como uma segunda chance na carreira.


“Se o Remo acreditou em mim eu tenho que corresponder, dar o máximo para poder ajudar o clube. Acredito muito nesse elenco que está sendo formado e acho que podemos dar muitas alegrias à torcida”, finaliza.


Por igualdade de condições


Anecessidade de se provar é uma constante para quem defende um clube de futebol de grande torcida. No Pará, se o jogador for da casa, paraense, essa cobrança é dobrada. Os que foram contratados agora sabem dessa realidade e garantem estarem prontos para encararem esse desafio a mais.


“Me sinto pronto para jogar no Remo, mas tenho que trabalhar em busca do meu espaço. Sempre trabalhei a mais e no Remo não será diferente”, diz o meia Samuel, que ironicamente é cria das categorias de base do Remo e volta agora como contratado. “A minha preparação tem sido enorme para dar alegria ao torcedor e provar o quanto tenho potencial para estar aqui. Estou tendo mais uma oportunidade e quando chegar a hora do jogo tenho que dar conta do recado”, completa o jogador.


“Creio que exista essa cobrança, sim. Quem é da terra é sempre olhado de uma forma diferente. Cabe a cada um mostrar que pode estar aqui”, afirma o meia Djalma, que convive com essa cobrança desde que subiu para o time de cima do arquirrival.


Samuel garante que não se vê apenas como alguém que foi contratado para compor o elenco. “Quem está aqui quer seu espaço e não sou diferente. Eu respeito a todos e busco uma chance de jogar. Tenho certeza que o Neto vai colocar em campo quem estiver melhor”.


O jovem meia lembra que o técnico João Nasser Neto sempre trabalhou com a base e tem um olhar diferenciado para os mais jovens. Não que haverá preferência, diz, mas sim uma igualdade de avaliações para todos. “O Neto sempre deu oportunidades a todos. Tive a chance de trabalhar com ele na base e sabe do meu potencial. É muito bom quando o treinador olha por todos”, afirma o atleta.


(Tylon Maués/Diário do Pará)

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