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Papão volta aos treinos e já estuda alternativas para o RexPa

A comissão técnica já estuda alternativas para a onzena titular caso alguns jogadores não estejam 100%

quinta-feira, 07/01/2021, 10:04 - Atualizado em 07/01/2021, 10:37 - Autor: Tylon Maués


Bruno Collaço ainda não sabe se poderá estar em campo no domingo
Bruno Collaço ainda não sabe se poderá estar em campo no domingo | Jorge Luis Totti/Paysandu

A delegação do Paysandu chegou a Belém nas primeiras horas de quarta-feira, ainda de madrugada. Como é véspera de luta pelo acesso e clássico Re-Pa, ainda à tarde os jogadores voltaram ao batente. Por mais que exista a preocupação quanto ao desgaste dos atletas, a ordem é não baixar a guarda, tudo para apagar a má imagem dos três últimos clássicos, quando o Papão perdeu duas vezes e empatou uma. Se vencer, o time bicolor estará classificado para a Série B 2021 com uma rodada de antecedência.

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Para o clássico, o departamento médico bicolor corre contra o tempo para recuperar o lateral-esquerdo Bruno Collaço, que ficou de fora do confronto com o Londrina-PR por causa de uma lesão no joelho esquerdo. Ele chegou a viajar e fez tratamento intensivo, mas acabou vetado. Já o volante Anderson Uchôa está de fora desde a primeira rodada do Grupo D, contra o Ypiranga-RS, por causa de uma lesão na coxa direita. O jogador ainda está em tratamento e tem reduzidas chances de ser relacionado. O desfalque certo é o do lateral-direito Tony, que foi expulso e cumprirá suspensão automática.

Na direita a opção imediata é Willyam, já para a esquerda Diego Matos está de prontidão. Ele foi um dos melhores em campo na rodada passada e não seria surpresa se fosse mantido entre os titulares. O lateral reconheceu que estava devendo uma atuação como a do começo da semana e o quanto ela foi importante para ele. “Não tive atuações do jeito que eu sei que posso, por isso foi muito bom ter me destacado diante do Londrina, o que só faz aumentar a confiança. Quem está aqui se sente importante. Todos têm sua importância no elenco e estão aqui para ajudar”, disse Diego.

Cria da base bicolor, Diego Matos já atuou também como meia, mas admite que prefere atuar mesmo em sua posição, embora se diga pronto para atuar onde for preciso. “Minha posição de origem é a lateral, mas onde for escalado eu darei meu melhor. Sempre foi assim”. Como existe a possibilidade de Bruno Collaço ser invertido para jogar pela direita, Diego pode ser mantido mesmo se o titular se recuperar a tempo. “Já aconteceu de o Tony não poder jogar e o professor mudar bastante o time. Mas, a gente espera por uma definição dele”.

Alta concentração para um jogo sem favoritos

Acostumado a jogar clássicos desde a adolescência, Diego Matos sabe que qualquer prognóstico sobre o que vai acontecer domingo é um risco. “Um clássico é sempre um jogo à parte e sabemos que esse é mais importante ainda. Podemos colocar nosso nome na história do clube e vamos em busca da vitória. A gente tem que fazer o de sempre, jogar com muita vontade, buscando o ataque e correndo do início ao fim”, afirma o lateral.

O bicolor garante que todos dentro do elenco vêm respirando os ares do Re-Pa desde o apito final do empate sem gols da última segunda-feira, tal a forma como eles estão encarando o confronto com o maior rival. “Logo após o jogo em Londrina a gente já iniciou a conversar sobre a necessidade de estar ligado. Será um jogo com um nível altíssimo de concentração”.

Diego Matos lembra bem do clássico do ano passado e de tudo o que circundou aquele jogo, que valeu a classificação bicolor para a fase seguinte e a desclassificação azulina. Agora, afirma ele, a importância é ainda maior devido ao que está em jogo. “O Re-Pa do ano passado valeu a classificação, mas dessa vez vale o acesso. Eu acho que é o clássico mais importante dos últimos anos. Mas, cada jogo é diferente. Aqui a pressão é todos os dias, ainda mais em um clássico”.

O lateral garante que os resultados dos últimos confrontos não geraram nenhum sentimento diferente ou ansiedade dentro da Curuzu. Ele lembra quando o Paysandu defendia sua invencibilidade e nem assim mudou a forma de jogar. “Retrospecto não entra em campo. Há pouco tempo estávamos com onze jogos de invencibilidade, mas todos os clássicos foram complicados. Acho que vai ser assim no domingo”, confirma Diego, que também dá de ombros para o fato do clássico ser antes do jogo entre Londrina-PR e Ypiranga-RS, ressaltando que para o papão isso não muda em nada a forma de enxergar a partida. “Acho que para a gente não faz muita diferença, não, pois para a gente só a vitória interessa”.

Chances de acesso são grandes para o Papão

ESTATÍSTICA

Paysandu e Remo chegam a esse domingo para se enfrentarem como líderes do Grupo D da Série C e favoritos às duas vagas para a segunda divisão do ano que vem. Pelo menos é o que aponta o instituto de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). De acordo com os dados, o atual líder Leão Azul tem 82,7% de chances de chegar ao acesso, com o Papão vindo logo atrás, com 68%. Pela ordem, Londrina-PR e Ypiranga-RS vêm logo atrás com 36% e 13,3%, respectivamente.

Segundo a UFMG, como o time azulino terá dois jogos seguidos em Belém, sem precisar viajar, ele aparece com mais chances. A Universidade também calculou as chances de final, com o Remo aparecendo com 57,5% e o Paysandu com 30,2%.

O time bicolor é o único dos quatro que se classifica se vencer neste domingo sem precisar de nenhum outro resultado. O Remo se garante com antecipação com uma vitória se o Londrina não ganhar seu confronto. Para o goleiro do Papão, a intenção era garantir o acesso o quanto antes, mas que o equilíbrio dentro do quadrangular fez com que as dificuldades aumentassem consideravelmente. “Queríamos chegar classificados, mas sabemos o quanto é difícil. São quatro grandes equipes na disputa. Não importa se é um clássico, temos que entrar em campo para vencer”, disse Paulo Ricardo

O jogador sabe que se ele não sofrer gols nesses dois jogos as chances de acesso são enormes, mas garante que pensa principalmente em vencer, não importando os placares. “Nossa equipe não gosta de tomar gols e tenta ao máximo fazer isso sempre. Mas, o principal é subir. Se vencermos, independente de tomar gols ou não, o importante são os três pontos”.

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