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Esporte / Esporte Pará

PLEITO 2020

Conheça os candidatos à presidência de Remo e Paysandu

No Paysandu Maurício Ettinger e Luiz Omar Pinheiro disputam o pleito deste ano. No Remo, com apenas uma chapa inscrita, o atual presidente Fábio Bentes deverá ser aclamado para mais três anos de mandato

domingo, 15/11/2020, 13:42 - Atualizado em 15/11/2020, 13:55 - Autor: Tylon Maués e Matheus Miranda/ Diário do Pará


| Reprodução

Bicolores na expectativa das urnas

Hoje o Brasil inteiro vai às urnas para a eleição municipal que escolherá novos prefeitos e vereadores. Por conta disso não haverá futebol no país todo. Pela Série C, o Paysandu joga apenas amanhã, fora de casa, contra o Imperatriz-MA. Além da disputa pela vaga para a segunda fase da competição, o Papão vive dias de eleição, também. No dia 3 de dezembro os bicolores irão às urnas para escolher o novo presidente. Entre os candidatos, o da situação é o atual vice; já quem encabeça a chapa de oposição é um velho conhecido da Fiel.

A chapa “União Fiel” é o novo nome usado pelo movimento “Novos Rumos”, que está no poder há oito anos. O atual vice-presidente de gestão, o empresário paulistano Carlos Mauricio Carpes Ettinger, 61 anos, é o candidato à presidência. Ele está há 21 anos no Pará e há dez no Paysandu, exercendo cargos como de conselheiro, diretor administrativo e atualmente como vice-presidente. A oposição vem com o ex-presidente de dois mandatos Luiz Omar Cardoso Pinheiro, na chapa “Raiz”. Em seu mandato, ele conseguiu um acesso para a Série B.

Curiosamente, havia uma terceira via que se extinguiu da pior forma. O então candidato à presidência do Paysandu pela chapa “Reconstruir com Transparência”, o advogado Antônio Maciel, morreu no último dia 3 aos 58 anos, vítima de complicações da Covid-19. Os demais membros da chapa resolveram não seguir adiante sem a liderança.

As chapas contam com nomes conhecidos e que já estão na gestão. A situação tem o atual presidente do Conselho Diretivo, Ricardo Gluck Paul, como candidato a presidente da Assembleia Geral. A oposição, para o mesmo cargo, lançou mão de um ex-presidente, Ricardo Rezende. Todos os nomes para os cargos em votação, incluindo para a composição do Conselho Federativo, foram aprovados pela atual Assembleia Geral em comunicado oficial na última quinta-feira, dia 12. A seguir, os dois candidatos a presidente responderam basicamente as mesmas perguntas sobre o futuro do clube, dívidas, CT e o futebol bicolor.

MAURÍCIO ETTINGER: “PREVEJO ANOS DE PAZ E ENTROSAMENTO GLOBAL PELA FRENTE”

P Qual o peso do futebol numa eleição como a do Paysandu, a despeito do pagamento de dívidas, reformas em infraestrutura e investimento em outros esportes?

R ME - O futebol é a mola mestra do Paysandu, tem sua importância na eleição, mas não é a parte fundamental. Claro que se estivermos bem no campeonato tudo vai bem no dia a dia e nas campanhas para as eleições, principalmente no tocante à quantidade de sócios que se dispõe a ir votar. Mas o sócio de hoje do Paysandu já está mais seletivo, leva em conta todas as propostas apresentadas pelo candidato, tais como agir em relação ao futebol de base, esportes olímpicos, sede, dívidas trabalhistas, ativos, etc.

P Qual o passo adiante dessa gestão em caso de vitória da situação? O CT é o principal objetivo?

R ME - Dia 17 próximo vamos lançar nossa chapa e apresentar nossas propostas para os próximos dois anos. O CT é um dos principais projetos a serem investidos, mas não é único! Vamos investir também na base do Paysandu e no sistema de governança, entre vários outros.

P Não há previsão de fim da pandemia e volta da torcida aos jogos. Como balancear essa importante fonte de renda do clube?

R ME - Com a pandemia perdemos uma das principais fontes de renda: a bilheteria. Não acreditamos que essa situação irá perdurar por todo próximo ano, mas estamos desenvolvendo fontes de rendas alternativas para alavancar sócio, Lojas Lobo e novos patrocínios. Tudo isso aliado a um orçamento de guerra, com condições mínimas, ainda a ser discutido com o Conselho do Clube.

P A atuação de parte da oposição sempre foi alvo de reclamações da atual gestão. Como fazer um armistício ou pelo menos ter uma oposição que ajude com uma fiscalização?

R ME - Um dos pilares da nossa administração, caso venhamos a ganhar, é a convocação de todos os sócios do clube, independente de qualquer vertente, para virem ajudar na administração. O Paysandu é de todos e se todos não vierem ajudar será difícil passar pelas barreiras existentes, tanto financeiras como operacionais. Então prevejo anos de paz e entrosamento global pela frente.

LUIZ OMAR: “O ASSOCIADO NÃO QUER MAIS SABER DESSA ADMINISTRAÇÃO”

P Você já foi presidente, então qual o peso do futebol numa eleição como a do Paysandu, a despeito do pagamento de dívidas, reformas em infraestrutura e investimento em outros esportes?

R LOP – O futebol tem um peso muito grande, é o que mais pesa em uma eleição. O futebol é a paixão do torcedor do Paysandu, ele não quer saber de sede bonita, de quadra bonita, quer é um futebol competitivo. Agora, cada eleição tem sua história. Essa eleição vai ser dias antes do jogo contra o Remo e ninguém sabe como vai estar lá. Mesmo assim, acho que o resultado do campo não vai influenciar na votação. O atual associado não quer mais saber dessa administração. O torcedor não quer mais esses caras e o futebol vai ter menos peso na eleição.

P Qual o passo adiante que a próxima gestão do Paysandu deve ter? O CT é o principal objetivo?

R LOP – Do jeito que as coisas caminham no Paysandu, com um volume enorme de ações trabalhistas já sentenciadas, tudo caminha para que ao término dessa temporada mais uma carrada de ações surjam. A prioridade será amenizar o pagamento dessas dívidas para administrar o clube. Depois, formar um time competitivo e pensar no CT. O centro de treinamento era para ser a prioridade, mas vai ser o pagamento de dívidas. Achei que nunca mais veria isso na minha vida, pois quando saí em 2012 deixei um clube praticamente saneado, com uma receita anual de até R$ 25 milhões. Foi um tremendo retrocesso na história do clube.

P Não há previsão de fim da pandemia e volta da torcida aos jogos. Como balancear essa importante fonte de renda do clube? Você tem alguma proposta nesse sentido?

R LOP – Quando receberam o Paysandu na Série B, com a torcida motivada, eles mesmos diziam que a arquibancada era o quinto critério de arrecadação do clube. Era o que eles diziam. O Paysandu não pode ter a bilheteria como principal fonte de renda do clube. Temos que fortalecer o sócio torcedor, reestruturar a Lobo. Diziam que a Lobo dava lucros maravilhosos e agora dizem que dá prejuízo. Vamos priorizar isso e as competições que dão lucro, como a Copa do Brasil.

P A atuação de parte da oposição sempre foi alvo de reclamações da atual gestão. Como fazer um armistício ou pelo menos ter uma oposição que ajude com uma fiscalização no próximo biênio?

R LOP – Oposição no Paysandu tive eu. Em meu segundo mandato apareceu esse movimento “Novos Rumos” para encher meu saco. Teve eleição no Paysandu que não teve nem outra chapa, estavam todos muito satisfeitos. Ninguém cobrava nada, eles tiveram toda a tranquilidade do mundo para administrar. Só na reta final é que apareceram pessoas criticando. Mas o meu grupo nunca cobrou nada, só agora perto da eleição. Eu nunca atrapalhei ninguém e tenho certeza que se vencer eles vão me atrapalhar.

No Leão Azul, com apenas uma chapa inscrita, Fábio Bentes terá nas mãos a responsabilidade de modernizar o clube

No próximo dia 11 de dezembro, o Clube do Remo vai conhecer a sua nova equipe responsável pelo Conselho Diretor (Codir), Conselho Deliberativo (Condel) e da Assembleia Geral para o triênio 2021-23, conforme o novo estatuto da agremiação. O processo eleitoral será de forma presencial na sede social, com os votos registrados através das urnas eletrônicas que serão disponibilizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/PA). Acontece que para o Codir, a votação será meramente simbólica, visto que o atual presidente Fábio Bentes será reeleito por aclamação, por encabeçar a única chapa inscrita até a data limite para o pleito.

Cartola mais novo da história recente azulina, Bentes será protagonista em outro capítulo importante nessa transição rumo à modernidade azulina. Ele será o chefe de uma nova estrutura interna que contará agora com dois vice-presidentes e um CEO. Bentes explicou o projeto. “Nós escolhemos o Tonhão (Antônio Teixeira) para ser vice-presidente de infraestrutura e o Marcelo Carneiro para ser vice-presidente de negócios. Ambos bastante preparados para assumir o clube. O Cláudio Jorge, meu atual vice, ele será o diretor-geral do clube, que na prática funciona como um CEO, que é aquele cara que vai coordenar as áreas-meio. Ele vai ser o responsável pelo andamento e funcionamento do clube”, adiantou, ao destacar que algumas pastas devem sofrer alterações naturais, exceto pela que compõe o futebol atualmente, que deve ser mantida em um primeiro momento.

Focado no desenvolvimento do time na Série C do Brasileiro, onde briga pelo acesso, Fábio Bentes destacou que dois pontos serão potencializados durante o seu próximo mandato. Um deles já em atividade, com a iluminação do estádio Baenão, e o outro mais ousado, com a construção de um centro de treinamento. “Estamos tratando a questão da iluminação do Baenão, que deve finalizar no final de dezembro e começo de janeiro. Finalizada essa questão, vamos partir para voos mais altos, e a nossa principal meta para os próximos três anos é o centro de treinamento. Não vamos marcar data porque é um projeto ousado, trabalhoso, mas dentro dos três anos temos plenas condições de estar funcionando. Já temos algumas áreas, algumas conversas, por isso só vamos dar mais detalhes depois que a iluminação já estiver funcionado”, disse.

CONDEL E AG

Apesar das atenções se voltarem exclusivamente para o Conselho Diretor (Codir), no dia 11 de dezembro os torcedores azulinos saberão quem serão os novos ocupantes do Conselho Deliberativo e da Assembleia Geral. De acordo com o presidente da A. G. da agremiação, Manoel Machado, 118 associados se inscreveram para ocupar as 50 vagas do Condel que serão abertas para o próximo triênio. A partir daí, o presidente e seus respectivos vices serão escolhidos.

A exemplo do Codir, a Assembleia Geral azulina também contará com apenas uma chapa para este pleito eleitoral azulino. Daniel Lavareda e Luís Cunha, ambos Conselheiros do Tribunal de Contas, serão empossados, como presidente e vice, respectivamente.

Manoel Machado acredita que para este pleito seja comparecido uma quantidade inferior de votantes na sede social, em comparativo com a votação passada, em 2018. “Acreditamos que, talvez, essa seja menor que na eleição passada, quando ficaram 2075 sócios aptos”, disse, ao relembrar que todo sócio que estiver regularizado e em dia com as suas obrigações estatutárias até 30 dias da votação poderá fazer parte da votação.

BALANÇO BIÊNIO 2019-20 - Confira o que foi cumprido ou não no primeiro mandato de Fábio Bentes

No último dia 10 de novembro, o presidente Fábio Bentes completou o seu ciclo de dois anos à frente da presidente do Clube do Remo. Durante esse tempo, a agremiação contou avanços em diversos setores, que foram propostos pelo cartola no seu plano de gestão para o biênio 2019-20. Em uma análise restrita a pontos fundamentais, a reportagem apurou o que foi ou não cumprido durante esse tempo. Confira a seguir!

Futebol profissional - o futebol profissional azulino, desde que foi assumido pela equipe de diretores comandada por Fábio Bentes, tem executado um trabalho coerente com o que foi proposto: com contratações pés no chão e com o apoio às categorias de base. O time tem mantido base de um ano para outro, o que ajuda a ter uma regularidade em campo.

Patrimônio – a principal vertente da gestão Bentes. Tanto a sede social quanto a sede náutica passaram por reformas, com a inauguração de um restaurante e modernização da sala de sócio-torcedor, ambas na sede social. Além disso, uma repaginada no estádio Baenão com a construção do Nasp, que hoje é referência clínica esportiva na região Norte.

Financeiro – Outro ponto positivo desta gestão, com cases importantes para a fomentação de dinheiro novo, com vendas de acessórios (especialmente neste momento de pandemia) e camisas alusivas. Assim, o Remo conseguiu resgatar a confiança no mercado pelo compromisso financeiro. O time não contou com nenhum episódio de atrasos salariais, o que tem gerado procura e negociação de jogadores de ponta, a exemplo de Felipe Gedoz.

Conquistas e acesso – maior vitrine de qualquer gestão, esse fator ainda segue em aberto. Mesmo com a conquista do Estadual do ano passado, o acesso à Série B Nacional ainda é o principal ponto a ser conquistado por Fábio Bentes. Em 2019, o clube bateu na trave com a classificação, contudo, o cartola pode se consagrar nesta temporada.

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