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Esporte / Esporte Pará

FORÇA MÁXIMA

Paysandu tem que vencer o Santa Cruz para voltar ao G4

Time bicolor visita o Santa Cruz, neste domingo, e precisa começar a emplacar vitórias na Série C para pavimentar o seu retorno ao G4. O técnico Matheus Costa terá todo o elenco à disposição

sábado, 10/10/2020, 09:46 - Atualizado em 10/10/2020, 10:11 - Autor: Tylon Maués


Time bicolor se prepara para o duelo de amanhã.
Time bicolor se prepara para o duelo de amanhã. | Reprodução/Instagram

Desde a goleada sobre o Imperatriz-PE o Paysandu vem vivendo uma fase boa quando analisado o desempenho do time. Diante de Ferrovário-CE, Botafogo-PB e Clube do Remo, uma vitória, um empate e uma derrota, respectivamente, o Papão esteve bem em campo. Mas, mesmo com um bom futebol, foram apenas quatro pontos de nove disputados se analisados apenas os três últimos jogos. Regularidade com vitórias é o atual desejo de todos dentro da Curuzu, só assim para se chegar a uma das quatro vagas do grupo 1 para a segunda fase da Série C. Neste domingo, no dia mais importante do calendário paraense, dia do Círio de Nazaré, o Papão volta a campo bem longe, em Recife (PE), onde vai encarar o líder do grupo, o Santa Cruz-PE, em busca dessa tal regularidade.


O Paysandu terá força máxima na capital pernambucana. Dois titulares importantes voltam ao time depois de cumprirem suspensão automática. O capitão Micael reassume seu posto na zaga bicolor. Mais adiante, na cabeça de área, Anderson Uchôa também deve voltar depois de suspensão. Antes da viagem, circulou o boato de que o volante havia sido vetado por ter testado positivo para a Covid-19, mas o clube não confirmou a informação. O goleiro Paulo Ricardo e os volantes PH e Wellington Reis também foram liberados na semana que passou pelo departamento médico do clube.

A semana cheia para treinos e a volta dos que estava de fora pode deixar o Paysandu mais forte. Para os atletas, essa é a expectativa, de que o time bicolor consiga manter o bom desempenho e ter mais objetividade. “Temos que ter consistência defensiva e efetividade ofensiva. O grupo tem que buscar esse equilíbrio e os treinos têm sido nesse sentido”, observou Micael.

O volante Serginho, titular no Re-Pa, salientou justamente a força da coletividade bicolor e como isso pode ser decisivo agora, com o elenco todo a postos para fazer a diferença, dando mais opções ao treinador. “É sempre importante ter a volta dos companheiros que estão jogando. O nível de competitividade aumenta com o elenco todo à disposição”, disse. “É o momento de fazermos nosso trabalho da melhor forma possível e crescermos individualmente e coletivamente. Como estamos fora do G4, temos que melhorar. Nossa meta é estarmos entre os quatro”, completou o meio-campista.

Serginho lembra do desgaste e das dificuldades que correr atrás dos demais traz aos times. Por isso ficar no G4 traria tranquilidade e mais confiança para desempenhar um bom futebol e se garantir na fase seguinte. “Se tem uma coisa que faltou para a gente até aqui foi regularidade. Precisamos encaixar uma sequência de bons resultados para aumentar nossa confiança. Trabalhar fora do G4 não é bom para quem trabalha visando a classificação”.

Adversário 

Líder isolado do Grupo 1, o Santa Cruz-PE inicia a disputa dos jogos de volta como o time a ser batido. O tricolor tem 18 pontos, sete a mais que o quinto colocado, justamente o Paysandu, o primeiro fora do G4. Ou seja, mesmo se perder nas duas rodadas seguintes, o tricolor ainda permanece entre os quatro primeiros.

Para o zagueiro Elivelton, o grupo não pode se acomodar mesmo com a folgada liderança na tabela. “Virada de turno é ter concentração. É manter firme para não acomodar e deixar cair. Sabemos que agora todo mundo quer ganhar do líder e temos que ter cautela”, afirmou.

O zagueiro será titular pelo segundo jogo consecutivo, em substituição a William Alves, que segue em tratamento e fora do time. Elivelton garante que, apesar da diferença na tabela entre os dois times, o jogo de hoje deve ser dos mais disputados. “Jogar contra o Paysandu é sempre difícil. Foi assim no primeiro jogo. É uma equipe difícil de jogar. A marcação precisa começar nos atacantes. Isso ajuda muito a equipe a ter uma forte marcação”.

É hora de aparecer o dedo do técnico

Nos dois jogos em que esteve à frente do Paysandu, o técnico Matheus Costa conseguiu um empate fora de casa e sofreu a derrota no clássico. Pela primeira vez ele teve uma semana sem atropelos e viagens para poder preparar a equipe. É a partir de agora que ele espera um Papão mais com a sua cara, com a forma como enxerga o futebol. “É o que eu espero e trabalho no dia a dia. Cada partida, cada dia de trabalho, colocar uma característica do que a gente entende como jogo para buscar a vitória e neutralizar o adversário para ter um saldo zero de gols sofridos. A gente espera que a cada jogo vá conquistando isso sabendo que precisa de uma reação urgente. Nós dependemos única e exclusivamente da gente”, comentou o treinador.

O confronto fora de casa não poderia ser dos mais complicados. Além de líder, o Santa Cruz-PE está invicto jogando em seus domínios. O tamanho do desafio é enorme, mas a recompensa é do mesmo porte. “O jogo será uma decisão. Não fizemos um bom primeiro turno e estamos conscientes do que podemos fazer e representar na classificação da tabela. Precisamos nos recolocar no G4 e, para isso, a margem de erro precisa estar próxima a zero. Então temos que levar cada partida como uma decisão para nos reposicionarmos entre os quatro primeiros e buscar no primeiro momento a classificação e no segundo momento o acesso”.

O treinador bicolor sabe da importância de aumentar o aproveitamento em relação aos jogos de ida para seguir sonhando com a classificação para a segunda etapa. “É uma partida extremamente importante para nós. Início de um novo turno. Responsabilidade muito grande. Talvez seja o momento para virar a página e mostrar que somos candidatos para classificação”, disse Matheus Costa. Ele ressalta que vencer o líder como visitante será o tipo de resultado que dará moral à equipe. “Ao mesmo tempo em que sabemos que é um jogo difícil, se conquistarmos a vitória na casa do adversário, talvez nos recoloque como um dos candidatos a classificação e ao acesso. É uma oportunidade que nós estamos tendo e temos que encarar como uma decisão”.

Defesa bicolor está em alerta

Os erros apresentados no Re-Pa da rodada passada, em especial os três gols sofridos no segundo tempo, ainda tiram o sono dos bicolores. Não pela derrota em si, já que foi um jogo parelho, mas pela quantidade de gols sofridos e como foi, em especial pela regularidade defensiva do Papão na temporada. “A cada dia procuramos corrigir os erros, enaltecer os acertos. Se tratando de um clássico, sofrer três gols é preocupante e nós temos que ligar o sinal de alerta. Ainda mais se tratando de 45 minutos, dar três oportunidades para o adversário em um tempo”, confirmou o técnico Matheus Costa.

O zagueiro Perema ressalta que o time precisa vencer para não se distanciar dos que estão no G4. “A competição está afunilando e temos que estar sempre entre os primeiros”, disse o jogador, que salienta que somente boas atuações sem as vitórias não adiantam de nada. “A gente vem fazendo bons jogos e teve a derrota no clássico, infelizmente. O trabalho da semana foi para voltarmos a vencer e temos condições disso, mesmo sabendo o quanto o Santa Cruz é forte”.

O comandante alviazul salientou que a melhora só poderá ser concretizada com esse equilíbrio entre defesa e ataque, em especial com bem menos gols sofridos daqui em diante. “Em nove partidas sofremos onze gols. Para uma equipe que almeja a classificação e acesso são muitos gols. São mais gols sofridos que partidas jogadas. Isso foge de uma equipe que almeja algo maior. Temos que ter maior comprometimento de todos sem a bola, porque, no momento, com a bola estamos criando e tendo coragem para jogar. Mas temos que saber também que dentro da partida ficamos sem bola e temos que ter comprometimento”.

Mais à frente, Matheus Costa lembra que é necessário também manter a boa média de gols marcados, se possível o aproveitando melhor ainda as oportunidades que vêm sendo criadas. “Estamos tendo oportunidades reais e nem sempre concluindo ao gol. É procurar aumentar a margem de acerto no momento com a bola e diminuir as possibilidades de erro”.

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