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Esporte / Esporte Pará

CLÁSSICO À VISTA!

Bruno Collaço avisa que papão quer os três pontos do RexPa

Com uma sequência de jogos sem saber o que é perder para o Remo, equipe do Paysandu minimiza bom retrospecto e prega respeito e igualdade para o clássico do próximo sábado

quarta-feira, 30/09/2020, 09:28 - Atualizado em 30/09/2020, 09:28 - Autor: Tylon Maués


Lateral-esquerdo Bruno Collaço avisa que o Papão quer deixar oscilação para trás e obter mais três pontos
Lateral-esquerdo Bruno Collaço avisa que o Papão quer deixar oscilação para trás e obter mais três pontos | Jorge Luiz/PSC

O Paysandu vem invicto há dez jogos contra o Clube do Remo, adversário do próximo sábado (3), em jogo pela nona rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. É uma marca que nem chega perto dos 33 jogos de invencibilidade do Leão Azul nos anos 90, mas lá se vão dois anos sem que o Papão saiba o que é sair de campo derrotado. Os bicolores garantem que esse retrospecto não quer dizer que haja alguma vantagem de um lado ou de outro. O discurso é o mesmo para todos, de respeito e igualdade para ambos os lados.

“A pressão é natural para os dois lados. Isso é coisa de clássico. A gente vem construindo bons números porque nunca nos acomodamos. É uma semana diferente, com pressão para dois lados e temos que saber nos motivar para fazer um bom jogo. Buscamos nossa recuperação e isso passa por entrar e ficar no G4. O jogo do final de semana é mais um muito importante visando esse objetivo”, comentou o lateral-esquerdo Bruno Collaço. “Clássico não se joga, se vence. É um duelo e temos que estar atentos a cada jogada. Não dá nem para piscar para não dar armas ao adversário”, completou o zagueiro Wesley Matos.

O Paysandu foi o único time da Terceirona que manteve quase todo o elenco do ano passado para cá, ou seja, quase todo mundo que treina na Curuzu esteve presente nessa invencibilidade recente. Bruno Collaço salienta que é muito bom ter essa vivência, já ter passado por uma semana que antecede um Re-Pa e que isso pode ajudar, mas não necessariamente ser decisivo. “É um fator importante ter vivenciado esse jogo. Mas decisivo, não. Cada jogo é diferente e cada clássico escreve uma história diferente. É importante boa parte do elenco já ter vivenciado esse ambiente”.

O clássico de sábado fecha os jogos de ida da Série C e será a chance do Paysandu terminar na parte de cima da classificação depois de um começo muito ruim. O lateral do Papão salientou a melhora que o time teve desde as primeiras rodadas. “Não começamos como desejávamos. Era para estarmos numa situação mais confortável. Mas infelizmente oscilamos demais e estamos em recuperação. Nosso objetivo é fechar bem esse primeiro turno para dar continuidade em nossa recuperação”, observou Bruno Collaço.

Collaço se diz pronto

Contra o Clube do Remo, o Paysandu não sabe ainda se terá algum zagueiro reserva no banco. Com Micael suspenso por ter sido expulso em João Pessoa (PB), a zaga deve ser Perema e Wesley Matos, sem um suplente imediato. O elenco de aspirantes tem Lucão e Yan que, mesmo jovens, têm experiência no Campeonato Paraense. Quando o time se viu sem nenhum zagueiro, o improvisado foi justamente o lateral-esquerdo Bruno Collaço. O jogador se disse pronto caso haja alguma necessidade no próximo sábado (3).

“Estou pronto sim, tranquilo. Sempre me ponho à disposição para ajudar. Já aconteceu duas vezes de ajudar nessa posição. Os dois que iniciarão estão muito bem e se acontecer alguma eventualidade durante a partida estou pronto, sim”, disse o lateral.

Jogando na sua, pelo lado esquerdo, Bruno terá nesse clássico uma disputa pelo setor contra o recém contratado lateral-direito azulino Ricardo Luz. O bicolor garante que será um embate limpo, com os dois jogadores buscando o melhor para as camisas que defendem.

“Acompanhei bastante o Campeonato Paulista, ele (Luz) jogou esse estadual. É mais um jogador da equipe adversária que vai estrear em clássico. Vai procurar fazer o seu trabalho e a gente também vai tentar impor um ritmo forte, como de costume. E manter a nossa sequência que está sendo forte na esquerda, como sempre foi. É mais um jogo para imprimir o nosso ritmo forte e fazer um bom trabalho”.

Mehl já atua no condicionamento

Depois de ser anunciado extraoficialmente pelo técnico Matheus Costa, Rodolfo Mehl iniciou essa semana como novo preparador físico do elenco profissional do Paysandu. Natural de Curitiba (PR), ele vai substituir André Ferreira, que estava no cargo desde fevereiro deste ano e acertou sua saída de forma amigável para depois do confronto com o Botafogo-PB, no último sábado. Pelas redes sociais, Ferreira se despediu do clube com alguns agradecimentos.

“Foi um prazer enorme ter trabalhado no Paysandu. Desde a minha chegada, eu fui muito bem recebido por todos da diretoria, comissão técnica, atletas e funcionários. Juntos nós conseguimos o primeiro objetivo do clube, que era se tornar campeão estadual. Saio pela porta da frente, deixando muitos amigos e com a sensação de dever cumprido. Tenho certeza que a preparação física do grupo ficará em boas mãos. O professor Rodolfo é um excelente profissional, que foi campeão por onde passou. Fica aqui o meu agradecimento a todos vocês do Paysandu Sport Club, atletas, comissão, funcionários, diretoria e torcida. Vocês foram muito importantes para o meu crescimento pessoal”, afirmou André Ferreira.

Mehl começou a trabalhar com o elenco na segunda-feira e ontem comandou o primeiro treinamento. Ele exaltou a grandeza da nova casa e a busca pelo acesso para a segunda divisão. “Eu venho aqui para somar. Tenho 32 anos de carreira, fiz bons trabalhos por onde passei, com grandes conquistas, e estou aqui pelo mesmo objetivo de todos, que é a busca pelo acesso à Série B. O Paysandu não é um clube de terceira divisão. Vamos trabalhar duro para alcançarmos nossos objetivos”.

Rodolfo Mehl e Matheus Costa estiveram juntos na comissão técnica do Fluminense-RJ, quando foram campeões da Primeira Liga, em 2016. Ano passado eles também trabalharam juntos na campanha que levou o Paraná-PR à sexta posição da Série B do Campeonato Brasileiro.

O Paysandu é o 12º clube do preparador físico, que no Athlético-PR conquistou um título estadual, uma Série B e um vice-campeonato brasileiro da Série A; foi também bicampeão mineiro com o Atlético-MG e campeão cearense com o Fortaleza-CE. No Japão, ele conquistou um acesso para a J1 com o Cerezo Osaka-JAP e a classificação para a Champions League da Ásia.

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