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Esporte / Esporte Pará

ENTREVISTA

O papel da torcida na retomada do futebol 

quinta-feira, 25/06/2020, 09:05 - Atualizado em 25/06/2020, 09:14 - Autor: Tylon Maués


Dioguinho e João Neto, de Castanhal e Paragominas,  comentam sobre
a proximidade do retorno do Parazão, que não deve ter jogos de portões abertos
Dioguinho e João Neto, de Castanhal e Paragominas, comentam sobre a proximidade do retorno do Parazão, que não deve ter jogos de portões abertos | Reprodução

Quando o Campeonato Paraense voltar a ser disputado, provavelmente no mês de agosto, os dois clubes com maiores chances de rivalizar com Paysandu e Remo na briga pelo título estadual são Castanhal e Paragominas, nessa ordem. Ambos lutam pela classificação para a fase semifinal e dependem apenas das próprias forças, o que garantiria um calendário bem melhor ano que vem, com Copa do Brasil e Série D do Campeonato Brasileiro. Se passarem, tornam-se imediatamente candidatos ao título estadual.

Nessa caminhada, Japiim e Jacaré apostam suas fichas na força coletiva de seus times, mas possuem dentro de seus times algumas peças fundamentais, em especial seus camisas 10. O Castanhal conta com o bom momento do meia Dioguinho, que além da armação das jogadas já marcou cinco gols no Parazão.

Pelo lado do Paragominas, João Neto fez apenas um gol, mas é o responsável pela armação da equipe. Ontem o clube teve uma vitória nos bastidores. Em julgamento na 2ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Pará, o clube foi absolvido por unanimidade da acusação de que o massagista Ronaldo de Lima Teixeira não teria cumprido suspensão automática após ser expulso.

Em entrevista ao Bola, ambos expressam preocupação com o retorno do futebol em tempos de pandemia e analisam como serão esses jogos. Confira.

Como você vê a possibilidade do retorno do futebol nesse momento em que a pandemia ainda não diminui no estado?

Dioguinho - Acho que temos que parar um pouco e olhar o caos que essa pandemia causou ao mundo. Acho que não era a hora de voltar, mas se acontecer espero que os clubes tenham protocolos de saúde confiáveis e que possamos trabalhar sem risco de sermos infectados.

João Neto - Creio que ainda vai demorar a voltar aqui no Pará, até pela estrutura que os demais times têm. Acho que o Campeonato Paraense demora mais por isso, pela falta de condições dos chamados times menores, de como vai haver essa adequação, com exames e todos os cuidados necessários.

Como você acha que será esse retorno, talvez com jogos em um único local e sem torcida?

Dioguinho - Para alguns clubes isso será prejudicial, sim. Nós, do Castanhal, fizemos apenas um jogo em casa com torcida. Os outros todos foram fora. Para a gente não fará muita diferença. Sem menosprezar a força das torcidas, mas estamos em um foco muito grande e fechados em nosso objetivo.

João Neto - Jogos sem torcida e em único local prejudicaria os times do interior. O que traz dinheiro para eles é renda de torcida. A gente ia encarar o Paysandu e a renda em Paragominas ajudaria bastante para o pagamento de jogadores e funcionários. Eu acho que o ideal seria esperar mais para que possamos ter torcida e não prejudicar mais ainda esses times.

Mas os jogos sem torcida não equilibrariam mais os confrontos com Paysandu e Remo?

Dioguinho - Contra Remo e Paysandu as torcidas deles fazem muita diferença. Mas quem sonha alto tem que passar por cima dessas coisas. Eu nunca tive medo de grito de torcida. Nunca recuei e se cair dez vezes, dez vezes vou me levantar. Mas para alguns pode fazer diferença, sim.

João Neto - Jogos sem torcida influenciam um pouco, sim. Paysandu e Remo ganham muita força com suas torcidas e tem jogador que sente. Encarar um desses dois sem a torcida favorece um pouco, sim.

Além dos treinos, o que você procurou fazer desde o início do isolamento social?

Dioguinho - No isolamento eu fiquei com minha família. Eu me exercitei bastante em casa. Até hoje a comissão técnica manda para a gente os exercícios para fazermos.

João Neto - Assim que começou a pandemia tentei não perder a parte física, mas os treinos em casa são muito diferentes. Eu fiquei treinando por conta própria, além de buscar outra renda além do futebol, trabalhar para ajudar minha família (João Neto trabalhou com assistência técnica de telefone celular).

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