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Sem bilheterias, Remo celebra repasse da CBF

terça-feira, 07/04/2020, 09:31 - Atualizado em 07/04/2020, 09:31 - Autor: Matheus Miranda/ Diário do Pará


Fábio Bentes celebra a ajuda, mas tem ciência de que não resolve todos os problemas
Fábio Bentes celebra a ajuda, mas tem ciência de que não resolve todos os problemas | Divulgação/ Ascom Clube do Remo

Longe da sua principal fonte de receita há mais de duas semanas - renda das bilheterias em jogos oficiais do futebol profissional -, no começo da noite de ontem, o Clube do Remo recebeu um alento no lado financeiro. A agremiação irá receber R$ 200 mil da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que autorizou o repasse no mesmo valor às demais equipes que irão disputar a Série C do Nacional neste ano. A medida do órgão nacional é tentar minimizar os impactos no cofre dos times da Terceira e Quarta Divisão Brasileira durante esse período de paralisação das competições em combate ao Covid-19.

CBF anuncia ajuda de R$ 19 milhões a clubes das séries C e D

O amparo da CBF aos seus filiados se dá em virtude das reuniões e posicionamento das agremiações, que solicitaram ajuda nas últimas semanas, por meio de ofício e videochamada. No caso azulino, embora longe da quantia necessária para quitar os vencimentos, hoje estimados em R$ 650 mil, o presidente Fábio Bentes celebrou a conquista.

“Em primeiro lugar isso é fruto da articulação dos clubes, que já vinham negociando e preparando um plano emergencial. A CBF assinou uma ajuda, um valor que vai ser muito bem-vindo e em boa hora. No nosso caso, ainda insuficiente”, disse o cartola ao reiterar a busca por dinheiro novo. “A gente tá buscando cada vez mais receitas. Ficamos gratos pela sensibilidade da CBF e esperamos continuar nas conversas e tratativas, buscando alternativas. Esse é o primeiro passo, a gente não tinha nada, hoje temos R$ 200 mil. É uma grande conquista”, salientou Bentes, ao pontuar, também, a atualização do FGTS remista que estava atrasado.

CORTES?

Amanhã à tarde, na sede da Federação Paraense de Futebol (FPF), os representantes azulinos, ao lado dos cartolas das equipes que fazem parte da competição local e membros da federação, farão uma reunião com o intuito de achar uma saída para essa indefinição que paira no Parazão 2020, atualmente sem data para a bola voltar a rolar. E justamente pela incerteza da continuidade ou não do certame, algumas opções para a contenção de gastos foram levantadas no Baenão, como a liberação de parte do elenco e redução de um percentual nos vencimentos, como tem sido adotado em alguns clubes no país.

Mas, de acordo com o diretor de futebol Dirson Medeiros, a solução só será definida com a resolução do calendário, em especial, o Parazão. “Cogitamos, sim (redução/liberação). Mas não tem como fazer isso sem ter uma definição”, disse. “Precisamos saber, primeiro, o que vai acontecer com os campeonatos (e o Parazão) para saber o que vamos fazer. Enquanto isso, todos os contratos estão normais”, explicou o diretor.

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