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Sem sair de casa, jogador paraense segue preocupado com vírus na China

quarta-feira, 05/02/2020, 23:14 - Atualizado em 06/02/2020, 11:06 - Autor: Bruna Dias/DOL


| Arquivo Pessoal

As notícias sobre o coronavírus têm deixado o mundo em alerta. Mesmo quem não está em países asiáticos ou próximo de pessoas infectadas, existe a tensão com a propagação mundial. E para quem está na China a preocupação é ainda maior. No país já foram registradas 490 mortes e 24.324 infectados, segundo a Agência Brasil.

Edilson Belém, jogador de futebol, vai para a terceira temporada no país. Atuando pelo Ching Fung, o paraense mora com a esposa e o cachorro em Shenzhen. “Aqui estamos bastante preocupados. A cidade que moramos é próximo a Hong Kong. Estamos em um período de feriado e daqui a pouco as pessoas retornam do ano novo chinês, aí a situação fica pior, porque elas vão vir de diversos lugares da China”, explicou.

LEIA MAIS: Em vídeo, paraense fala sobre a convivência com o coronavírus na Ásia



Os chineses atualizam diariamente um mapa que informa a evolução do vírus e os locais com mais pessoas infectadas, para que os moradores evitem o contato. “A orientação do governo é que todos fiquem em casa, que ninguém sai na rua, até que achem uma solução para combater o vírus. Também ficamos olhando o mapa”, contou.

 

 

 


De acordo com ele, no momento não há o que fazer para deixar o país. É necessário manter as ordens para evitar o contagio e esperar uma decisão local. “É muito perigoso sair da cidade. A imigração de Hong Kong está funcionando até o dia 8 deste mês, mas ela irá fechar de vez”, disse.

O atleta não está treinando e no momento fica só em casa, tudo para evitar o contato com mais pessoas. “ No começo foi muito desesperador. Quando eu fui ao supermercado, as prateleiras estavam todas vazias, justamente porque todos estavam bastante preocupados. Até comidas enlatadas não tinham. Você para e pensa que está no fim do mundo”, relatou. “Depois desse primeiro susto, os supermercados foram abastecidos e pelo menos esse serviço segue normal”.

O atleta contou que a cidade em que mora é bastante movimentada, mas por causa do vírus atualmente se vê quase ninguém nas ruas.


 


No momento, o único desejo do paraense é voltar para o Brasil. “Quando saímos na rua é um medo grande, já que esse vírus pode estar em qualquer lugar. A única coisa que nos tira de casa, no momento, é ir até o supermercado.  Por enquanto, não nos foi dada nenhuma solução. Então, vamos esperar  até o final do mês de fevereiro. Se as coisas não tiverem melhores, vamos voltar para o Brasil”.

A regra do governo para a população continua sendo não entrar em contato com outras pessoas, manter higiene e usar máscaras. “A polícia está prendendo as pessoas que ficam sem máscara na rua em até 5 dias”, contou.

O atleta e a esposa com as máscaras obrigatórias
O atleta e a esposa com as máscaras obrigatórias Acervo Pessoal
 


ENTENDA

O coronavírus são vários vírus que resultam em infecções respiratórias. Para prevenir o contagio é necessário estabelecer uma rotina de higiene, já que ele pode ser transmitido por gotículas de saliva e catarro.

É de estrema importância lavar as mãos com água e sabão frequentemente, principalmente após tossir, espirrar, ir ao banheiro e mexer com animais. Além claro, de ter sempre por perto álcool gel para higienizar as mãos.

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