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Rafael Jaques mostra a cara no Leão só semana que vem 

quarta-feira, 04/12/2019, 09:22 - Atualizado em 04/12/2019, 09:37 - Autor: Tylon Maués


Treinar um clube de massa como o Remo é o primeiro grande desafio da carreira de Jaques
Treinar um clube de massa como o Remo é o primeiro grande desafio da carreira de Jaques | Mauro Ângelo

Apresentado oficialmente na manhã de ontem, o novo técnico do Remo, Rafael Jaques, 44 anos, repetiu o roteiro de quase todos os outros profissionais que fizeram caminho semelhante no Leão Azul. Declarou admiração pela torcida azulina, a qual apenas encarou como adversário, conclamou que seus comandados têm que apresentar profissionalismo e comprometimento, garantiu que veio com malas cheias para ficar até o ano e que pretende trabalhar com a base, dando chances aos mais jovens. Disse o que a torcida queria ouvir e o que é de praxe num primeiro encontro. A partir da semana que vem, quando o elenco se reapresenta, ele terá a oportunidade de começar a colocar suas ideias em prática.

Será a primeira experiência fora do clube que o projetou, o São José-RS, por consequência fora do Sul do país. De um extremo ao outro do país, ele explicou as diferenças em relação à escola a que estava mais acostumado, mas garantiu que isso não será um problema e sim um incentivo. “Tive a oportunidade de enfrentar diversas escolas dessa região do Brasil nos últimos anos, não só como atleta, mas como técnico e muda um pouco a característica, já que temos um futebol de mais velocidade e mais ofensivo”.

Jaques comentou sobre o possível Grupo A da Série C, no qual provavelmente estará o Remo, o rival Paysandu e mais clubes no Nordeste, Norte e do Centro-Oeste. Para ele, muda a forma como os adversários se portam em campo, mas não a dificuldade a ser encarada. “Fiz uma análise baseado no que vimos em 2019. Temos equipes que permanecem, como o Santa Cruz-PE e o Imperatriz-MA. Os adversários do Grupo A são bem ofensivos e acostumados com a competição. No Grupo B temos equipes que caíram. Temos que esperar o comportamento dos times no Estadual para entender como os veremos na Série C”.

Sobre as categorias de base, Jaques afirmou que no período em que esteve no São José-RS ele trabalhou com jogadores de todas as idades, inclusive garotos. Segundo ele, quem apresentar qualidade e comprometimento estará habilitado a jogar. “Gosto de trabalhar com meninos porque eles sabem muito bem qual é a essência do clube. Jogadores com pouca idade sonham em jogar o profissional, o que depende muito mais deles do que da comissão técnica. Se eles tiverem personalidade e vontade, vão conseguir chegar. Coloquei meninos de 17 anos pra jogar recentemente e hoje eles estão em negociação até mesmo com equipes internacionais”.

METODOLOGIA

O novo comandante remista falou sobre a forma como pretende trabalhar o elenco, de como pretende treinar e armar o time. “Costumo fazer uma divisão de conceitos de jogos, integrado com o trabalho físico. Na pré-temporada, tenho o hábito de dividir o time em alguns grupos dando ênfase à fase física analítica e outros conceitos como pressão ao portador da bola”.

Formação do elenco em discussão

O executivo de futebol azulino, Carlos Kila, explicou ontem que dos 28 a 30 jogadores que formarão o elenco remista, pelo menos oito serão oriundos da base ou contratados dentro do futebol regional. Ele e o novo treinador confirmaram que após o Parazão haverá uma avaliação do grupo para que novos contratados cheguem.

“Quando acabarem os campeonatos regionais há uma possibilidade melhor de contratação, até mesmo por um custo menor”, disse Jaques. “Teremos oito jogadores entre a base e atletas que vimos no futebol regional. Quem for contratado será para jogar o campeonato Brasileiro, não só o Estadual. Ao final do Parazão, faremos uma avaliação de quem correspondeu ou não”, completou o executivo.

Kila elencou as características procuradas pelos dirigentes e a comissão técnica para fechar o elenco. “Temos alguns cuidados na montagem do elenco. Aplicamos alguns filtros, como o atleta tendo feito 30 jogos, que se adapte à forma que queremos, além da questão financeira. Naturalmente, um ou outro não preenche todos os requisitos. Seriam apostas, jogadores que conhecemos e que podem corresponder”.

Esse “um ou outro” deve ser o meia Robinho. O jogador estava no Operário-PR e o clube já confirmou que houve o empréstimo ao Remo, embora não haja confirmação oficial por parte do Remo. Robinho sofreu com uma lesão esse ano e jogou apenas 13 partidas, sem nenhum gol. “Dentro dos filtros, ele tem experiência em Série C e atende alguns requisitos”, disse Kila, sem confirmar a vinda do novo reforço.

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