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Esporte / Esporte Pará

ENTREVISTA

Quadro da Fifa: Bárbara Loiola quer trabalhar e estudar para corresponder às expectativas

quinta-feira, 28/11/2019, 08:34 - Atualizado em 28/11/2019, 08:34 - Autor: Tylon Maués


Bárbara tem 29 anos e vive o melhor momento da sua carreira
Bárbara tem 29 anos e vive o melhor momento da sua carreira | Carlos Pereyra/Fotoarena/FolhaPress

Dois meses depois de Dewson Fernando de Freitas ter sido comunicado que em 2020 não estaria mais no quadro de arbitragem das FIFA, na última terça-feira à noite a comissão de arbitragem paraense teve a confirmação de que ano que vem a assistente belenense Bárbara Roberta da Costa Loiola passaria a figurar no quadro principal do futebol. O anúncio foi feito no site da CBF, anteontem.

De volta a Belém hoje, a assistente chega a um objetivo que começou a ser trilhado há onze anos, quando a então estudante de Farmácia ingressou no quadro local. Quatro anos depois, em 2012, Bárbara entrou para o quadro nacional. Hoje, aos 29 anos, começa a encarar o principal desafio da carreira até aqui. “Estou muito feliz. Tenho que esperar a listagem final, mas sou grata em representar o estado, a federação e a comissão de arbitragem, que sempre confiou em meu trabalho”, comentou a assistente paraense.

Em setembro, Bárbara tinha participado dos testes físicos no Rio de Janeiro (RJ) e foi aprovada pela confederação. O escudo FIFA vem num momento de crescimento do futebol feminino no Brasil. A entidade máxima do futebol mundial acatou um pleito da própria CBF, que pretende aumentar o quadro de arbitragem entre as mulheres por conta do aumento de competições da modalidade. Em 2020, serão disputadas várias competições de futebol feminino pelo país.

Além da paraense, a árbitra catarinense Charly Wendy Straub Deretti também integrará o quadro internacional. Na terça, ambas estiveram em ação na vitória da Ponte Preta-SP por 4 a 0 sobre o Brasil-RS, em Campinas (SP), pela Série B do Brasileiro.

Os nomes de ambas vinham sendo analisadas pela FIFA desde o fim dos testes físicos em setembro. Leonardo Gaciba, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, salientou o crescimento na quantidade e na qualidade na arbitragem feminina nacional e com ela necessidade de mais mulheres no quadro. “A arbitragem feminina no Brasil apresentou grande avanço na performance, com muitas árbitras e assistentes completando o teste físico masculino, habilitando-se a atuar também nas competições de futebol profissional masculino, além de apresentarem excelente nível técnico”.

O que muda na tua carreira com o escudo FIFA, tanto profissionalmente quanto em termos de cobrança?

BL - A cobrança mudará bastante. O quadro de elite é onde todos querem chegar e as responsabilidades e deveres aumentam. Temos que cumpri-los com o maior índice de perfeição possível. Estou muito feliz. Tenho que esperar a listagem final, mas sou grata em representar o estado, a federação e a comissão de arbitragem, que sempre confiou em meu trabalho.

Qual o próximo passo? Competições internacionais?

BL - Sim, são. O próximo passo é estar nas competições internacionais, no caso o Sul-Americano e a Libertadores feminina. Tenho que manter o nível, inclusive para conseguir vaga em competições masculinas.

Você se sente com uma responsabilidade a mais pela questão da representatividade feminina no futebol?

BL - Agora me tornei um espelho para as meninas do quadro local e nacional. É assim que acontece, goste-se ou não. A gente costuma olhar e se mirar em quem está na elite. Se eu já treinava forte, tenho que treinar mais forte ainda, tenho que estudar mais ainda.

E em quem você se espelhou na tua carreira?

BL - Me inspiro muito nas mulheres que já estão no quadro nacional, como a (catarinense) Neuza Back, que é uma excelente assistente e acompanho o trabalho dela, vejo a dedicação que ela tem. Preciso sempre me atualizar mais para corresponder e é assim que pretendo agir.

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