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Esporte / Esporte Pará

CONSTRUÇÃO DO PLANTEL

Executivo já apresentou suas ideias para o Leão Azul 

quarta-feira, 06/11/2019, 09:44 - Atualizado em 06/11/2019, 09:44 - Autor: Alexandre Nascimento e Matheus Miranda


Carlos Kila sabe que o torcedor azulino é exigente e terá isso em mente na montagem do grupo.
Carlos Kila sabe que o torcedor azulino é exigente e terá isso em mente na montagem do grupo. | Samara Miranda/Remo

A primeira grande contratação do Clube do Remo, Carlos Antônio Kila, 62 anos, chegou na madrugada desta terça-feira (5) em Belém. Vindo para atuar fora das quatro linhas como executivo de futebol, ele terá a importante missão de montar o elenco do time para o ano de 2020.

O executivo foi recebido no aeroporto internacional de Belém pelos assessores de imprensa do clube. Sem a presença de torcedores, tudo aconteceu tranquilamente, sensação que não é vivida nem de longe pelo clube, sobretudo após a eliminação do time na Série C pelo Paysandu.

Apesar da pressão, Carlos Antônio Kila acredita que irá realizar um bom trabalho pelo Clube do Remo, baseado na experiência como executivo de futebol em várias equipes brasileiras. “Meu último clube foi o Brasil de Pelotas (RS), onde ajudei o time a sair de uma situação difícil”, disse Carlos Kila.

No novo desafio da carreira no futebol paraense, Kila afirmou que conheceu a estrutura do Remo por meio de conversas com dirigentes do clube, assim como já conhecia a paixão e a cobrança dos torcedores remistas para a formação de um elenco forte para o ano que vem.

A cidade de Belém também não é tão desconhecida por Carlos Kila. Em 2016 ele esteve de passagem na capital na derrota do Ceará por 2 a 0 para o Paysandu pela Série B, quando era o executivo de futebol do time cearense.

APRESENTAÇÃO

Mais tarde, durante coletiva ao lado da cúpula azulina, incluindo o presidente Fábio Bentes, no estádio Baenão, o executivo falou sobre o planejamento para a próxima temporada. Um ponto em comum em cada questionamento na coletiva, Carlos Kila fez questão de exaltar o trabalho efetuado pela diretoria azulina no que tange ao lado financeiro como modelo de confiabilidade para o sucesso nos gramados.

“Tenho uma experiência mais uma vez em um clube de massa, que tem um potencial de crescimento espetacular. Vem de uma gestão responsável e isso, talvez, tenha sido determinante para que esteja aqui. É uma ferramenta fundamental esse resgate da credibilidade do clube no mercado nacional e isso facilita muito o nosso trabalho quando tratamos com profissionais e atletas que, possivelmente, possam vir trabalhar conosco. Esperamos ser vitoriosos e fazer, cada um, o nosso papel da melhor maneira”, apontou.

Confira os principais trechos da coletiva:

EVOLUÇÃO

“Desde o início das nossas conversas e a possibilidade da minha vinda, falamos sobre vários aspectos. O Remo vem de um processo de crescimento, de reestruturação no clube, que é de uma grandeza. Você pode ter um time bom ou ruim amanhã, mas um clube estruturado e organizado é diferente. Nesse sentido eu pretendo colaborar. Vamos dividir responsabilidades. Não sou um contratador, não vim para contratar. Vim para desenvolver um trabalho, liderando, naturalmente, a questão do futebol. Em tese, o que o torcedor quer é resultado. Vai me amar em uns momentos e outros me odiar. Tenho experiência para saber administrar”.

TREINADOR

“Primeiro temos que traçar o perfil, saber o que a gente quer. Para isso temos que desenhar um perfil de um treinador. Estamos conversando sobre isso, mas, nesse momento, não temos um nome à mesa. Temos que ter esse cuidado para que tenhamos a certeza e a convicção naquilo que estamos fazendo”.

PERFIL DO TIME

“Trabalhei por 9 anos na base do Grêmio, onde comecei a aplicar os mesmos conceitos que aplico. Gosto de jogadores da base, é fundamental para qualquer clube para dar uma sustentabilidade, receita e ter ativo para gerar negócio. Mas somente a base não sustenta um clube com uma torcida que cobra, como é a nossa. Precisa de jogadores maduros e que, principalmente, tenham vivido dificuldades. Que tenham experiência com acesso”.

ESTRUTURA

“Conheci a sede social do clube do centro da cidade, com uma estrutura fantástica. Não conhecia, só aqui (Baenão) quando treinei com o Ceará em um jogo contra o adversário. Fiquei feliz, satisfeito, claro que o ideal seria um C.T., mas nós temos outros campos que nos permitem treinar. Temos condições suficientes para desenvolver um bom trabalho”.

DIFICULDADES

“O mercado está sendo extremamente competitivo. Aquele jogador que a gente quer e que está no topo da lista, não vamos conseguir trazer pelo lado financeiro ou concorrência. O salário em dia a gente sabe que tem, mas quais as competições que vamos disputar? O jogador quer visibilidade e o empresário principalmente. O que dá mais visibilidade: a Copa do Nordeste ou a Copa Verde? Então, são questões em que somos julgados, mas não podemos dizer que queríamos esse e não esse. Temos que engolir, depurar e digerir. Um exemplo do Flamengo, gostaríamos do Gabigol, mas não dá”.

PLANTEL

“A ideia é que no dia 16 de dezembro comece a pré-temporada. A gente imagina que essa semana, mais tardar na próxima, já tenha definido a questão do técnico. Passo a passo para ir atingindo dentro do nosso planejamento. 24 jogadores com 4 goleiros é o que esperamos formar nesse momento”.

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