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Esporte / Esporte Pará

DE MÃOS ATADAS

Renovações continuam lentas no Remo sem definição de técnico e executivo

segunda-feira, 21/10/2019, 13:55 - Atualizado em 21/10/2019, 13:53 - Autor: Matheus MIranda


Fredson é um dos atletas da atual temporada que podem seguir no Remo para o projeto de 2020
Fredson é um dos atletas da atual temporada que podem seguir no Remo para o projeto de 2020 | Octávio Cardoso

Na última sexta-feira (18), a diretoria de futebol do Clube do Remo deu o primeiro passo para a composição do elenco da próxima temporada ao renovar contrato com o zagueiro Rafael Jansen. O profissional, mesmo afastado da reta final dos compromissos do time pela Série C do Nacional, foi um dos poucos atletas que agradou neste ano com a camisa azulina. Ao realizar dupla função, já que atuou mais como ala-direito do que propriamente no miolo de zaga, o jogador fez parte do percentual de acerto do grupo em 2019 que, no geral, foi minoria na avaliação geral do plantel.

Nesse ano, 44 jogadores assinaram com o Leão Azul para atuar pelo time principal. Porém, nem a metade conseguiu corresponder à altura, especialmente do meio-campo para a frente.

Não à toa, a presidência, ao lado dos demais dirigentes, trabalha com uma lista de 12 atletas – sem contar os que já possuem contrato -, para ser a base do futuro elenco remista, além, claro, da preocupação em ter o respaldo dos futuros diretor-executivo e treinador nesse crivo.

A continuidade de Jansen, nesse caso, é similar com os atletas do sistema defensivo que foram os destaques no decorrer do calendário oficial. Por isso, a depender dos nomes que irão ocupar as duas funções técnicas que seguem vagas no futebol profissional, nomes como Fredson e Marcão, por exemplo, seguem como prioridade para extensão de vínculo. Os jogadores já foram procurados, no entanto, seguem com as respectivas situações indefinidas.

BOLA MURCHA

Na outra extremidade, pelo setor ofensivo, os envolvidos não agradaram conforme as expectativas. Poucos jogadores interessam para uma manutenção, como é o caso de Wesley, que chegou na reta final da Série C. Wesley é outro que também ainda espera um posicionamento e, de antemão, destacou que aguarda um final positivo para seguir vestindo o manto azulino.

“Mesmo com o pouco tempo, o Clube do Remo é um time que a gente aprende a gostar, a ter carinho de uma maneira muito rápida. Queríamos ter tido uma melhor sorte, mas o aprendizado fica. A gente espera continuar. Faltam algumas coisas e vamos ver o que vai acontecer”, disse.

ERROS E ACERTOS AZULINOS

- Setor defensivo

Em campo, a defesa do Clube do Remo foi o único setor que rendeu ao longo desta temporada. Menos vazada em determinando período e com poucas firulas e segurança, os defensores ainda foram além ao ajudar como elemento surpresa no ataque. Marcão, por exemplo, foi o artilheiro do time na Série C, com três tentos.

- Criação

O meio de campo azulino brigou feio com o ataque no quesito improdutividade. No decorrer do ano, o setor não conseguiu se encontrar, especialmente na articulação. Por ser ‘cérebro’ do time, o Remo acabou falhando em inúmeros momentos pela oscilação em tal zona.

- Ataque

Mesmo com todos os erros do meio-campo, o ataque do time conseguiu se superar na ruindade. Em vários momentos, os jogadores de ataque envergonharam a torcida ao desperdiçar chances claras de gol que, hoje, em três ou quatro oportunidades concluídas com capricho, poderiam ter levado o time mais longe. Os números reforçam a baixa eficiência: o artilheiro do time (Gustavo Ramos, que atuou em toda a temporada) anotou incríveis cinco tentos.

- Comissão técnica

Os comandantes do time azulino também tiveram sua parcela de culpa no ano. Conforme a torcida, Márcio Fernandes, antecessor de Eudes Pedro (que também não deu certo), é o principal apontado pela montagem de um time ruim.

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