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Esporte / Esporte Pará

FALHA COLETIVA

Eliminação da Copa Verde encerra temporada difícil para o Leão

terça-feira, 08/10/2019, 08:05 - Atualizado em 08/10/2019, 08:05 - Autor: Matheus MIranda


| Wagner Santana/Diário do Pará

Oficialmente, o primeiro ano da atual gestão do Clube do Remo com foco exclusivo no futebol profissional, carro-chefe da agremiação, não encerrou da maneira cuja diretoria planejou. No geral, a taça do Campeonato Paraense foi o ponto alto azulino este ano, com a conquista do bicampeonato. Nas demais competições em que o Leão Azul esteve envolvido, o retrato foi um só: decepção e frustração, especialmente na Série C Nacional, situação na qual os remistas nadaram, mas morreram na praia após sucessão de vacilos dento e fora de casa.

Como o conjunto de diretores já foca no próximo ano com as avaliações naturais de quem fica e quem deverá sair do elenco, o Bola traçou alguns pontos que foram determinantes para a nova queda remista.

Antes, é necessário destacar o bom proveito nesses 11 meses da alta cúpula no trabalho administrativo, que culminou com a reabertura do estádio Baenão, acordo mais proveitoso com fornecedora de materiais, aliado ao pagamento em dia das folhas salariais. Contudo, isso acabou ficando em segundo plano pela falta de retorno dentro das quatro linhas, o que mais importa para os torcedores.

Erro conjunto 

Diferentemente da temporada passada, ocasião em que o entrave era apontado exclusivamente ao grupo de jogadores, neste ano, a bronca é dividida de forma igual com a comissão técnica e gerência executiva. De maneira uniforme, ambas as partes tiveram a sua parcela significativa na falha coletiva, seja pela baixa qualidade no gramados, falta de conhecimento ou experiência local, além das indicações de atletas aquém do esperado.

Alguns jogadores fizeram seu mea-culpa ao apontar erros banais que comprometeram a sequência do time. “Faltou experiência, um pouco de malandragem. É um jogo que a gente sabe que qualquer detalhe é mortal. Erramos em outros jogos e a gente acaba pagando o preço que não queremos. Queria ter ajudado mais, mas fui prejudicado com lesões. Lamentamos e esperamos sempre dar a volta para representar esse time que merece um lugar melhor”, disse o volante Djalma, um dos poucos que se salvou no ano.

As causas do vexame

Falta de comando: o Remo contou com três treinadores este ano: Netão, Márcio Fernandes e Eudes Pedro. Nenhum conseguiu moldar a melhor formatação do time. Embora demitido há mais de um mês, o nome de Márcio Fernandes ainda sofre críticas justamente por ter estagnado com o time em um momento chave da Série C. Eudes Pedro, pela falta de tempo, ainda conta com o apreço de parcela da torcida, mesmo não sendo unanimidade. Segue em avaliação.

Instabilidade: Apresentando oscilação em quase todas as partidas no ano, nenhum jogador caiu nas graças da torcida justamente pela moleza. Um exemplo é visto nos atacantes, que travaram briga para desperdiçar mais gol no ano, já que os artilheiros (Neto Baiano e Gustavo Ramos) guardaram singelos cinco tentos cada.

Másters: A diretoria tornou a apostar em veteranos, mesmo sabendo das condições pesadas locais e do quesito físico como determinante nas competições em que participou. No domingo (6), o meio-campo azulino estava recheado por trintões (Zotti - 34, Eduardo Ramos - 33, Ramires - 32, Yuri - 30), oposto do rival, que contou com atletas na casa dos 29.

Curiosos: A diretoria de futebol do Remo é o principal alvo da ira dos torcedores. Nas redes sociais, muitos pedem a saída de Yan Oliveira, Paulo Mota Filho e Dirson Neto da função. Responsáveis pela contratação de Luciano Mancha e da indicação de grande parte dos jogadores, a torcida atribuiu aos diretores o termo ‘curiosos’ da bola.

Apatia: Dentro ou fora de casa, o Remo não tem demonstrado domínio diante dos rivais, independentemente da expressão deles. Foi assim na sua eliminação da Copa do Brasil contra o Serra-ES, não classificação ao mata-mata da Série C, mesmo com os 27 pontos, ao dar de bandeja pontuação para adversários quase ‘mortos’ e impotência em jogos em Belém.

Quem fica após o fiasco?


Eudes Pedro promete um Remo mais forte depois da eliminação na Copa Verde.
Eudes Pedro promete um Remo mais forte depois da eliminação na Copa Verde. Ney Marcondes/Diário do Pará
 

Como já foi antecipado pela própria diretoria e presidência, cinco jogadores estão confirmados para a próxima temporada no Clube do Remo na formação de uma base para 2020, ao menos com o respaldo contratual, que é o caso de Eduardo Ramos, Neto Baiano, Cesinha, Yuri e Vinícius. A partir de hoje o número pode aumentar, já que os dirigentes planejam iniciar a roda de conversas para acertos.

Na mira, outros oito jogadores estão no plano: Thiago, Rafael Jansen, Fredson, Mimica, Guilherme Garré, Djalma, Wesley e Ronaell. Vale lembrar que o volante Rafael Tufa e o atacante Carlos Alberto, no DM, deverão assinar com o Leão para mais uma temporada.

O zagueiro Marcão, que possui vínculo com o Marítimo de Portugal, também interessa, porém, a negociação tende a ser difícil. Gustavo Ramos, que encerrou na artilharia ao lado de Neto Baiano, com cinco gols, poderá ser chamado para negociação, embora seja contra a vontade da torcida. O mesmo deve fechar com time de fora do país.

Base

A importância de manter uma estrutura na pré-temporada, algo que foi totalmente refeito no final do ano passado, quando apenas três atletas permaneceram, é vital para o equilíbrio, destacou o treinador Eudes Pedro. “Para se construir um Remo forte, com uma estrutura e jogadores, não é de um dia para o outro. Demora um pouco, mas a gente está aí para trabalhar. Vamos reiniciar um trabalho com a base, com a garotada boa que está chegando. Tenho certeza que o Remo, depois de hoje, vai se tornar muito mais forte do que é”, bradou.

| Wagner Santana/Diário do Pará

Eudes Pedro promete um Remo mais forte depois da eliminação na Copa Verde.
| Wagner Santana/Diário do Pará

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