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Esporte / Esporte Pará

SANGUE AZULINO NAS VEIAS

Um amor ao extremo! Torcedora azulina fala da paixão pelo Remo às vésperas do Re-Pa

terça-feira, 01/10/2019, 21:57 - Atualizado em 01/10/2019, 23:00 - Autor: Monique Costa


| Aquivo pessoal

A frase "Foi amor a primeira vista" nunca fez tão sentido na vida da paraense Ana Célia, 42 anos. 

"Desde que me entendo por gente sou louca por ele. É minha verdadeira paixão. E por onde eu vou preciso ter algo em mim, uma roupa, um acessório que faça as pessoas perceberem quem realmente tem meu coração", explica Cecé, como é carinhosamente chamada pelos amigos. 

A declaração apaixonada é para o Clube do Remo. Cecé fez parte da equipe feminina de futebol de salão do Leão Azul, onde esse amor todo cresceu.

 

"Sempre gostei de esporte. Jogava futebol de salão, mas foi por pouco tempo. Casei e fui morar no Japão. Porém, mesmo longe, eu estava "perto"", lembra.

Com o signo de Leão, Ana Célia diz que nasceu pra torcer pelo time. E com antecedentes nada bons, em relação a brigas em grupos de família, amigos e em geral, via WhatsApp, ela já coleciona muitas histórias pra contar. 

"Faço parte de muitos grupos relacionados ao meu Leão. Minhas amigas ficam muito chateadas porque todo santo dia eu preciso postar algo do Remo, tanto figurinhas, quanto fotos minha, áudio ou algo do tipo. Elas já chegaram a sair do grupo porque não tiveram mais paciência comigo", comenta gargalhando, disparando que até o marido já a chamou pra conversar sobre o comportamento. 

Com o término do casamento, ela retornou ao Pará, reacendendo assim o sangue azulino nas veias. Mais próxima do time do coração, ela tem a rotina completamente revirada quando é dia de jogo. 

 


"Todos os dias eu uso roupas do Leão ou azul da cor do time. Mas em dias de jogo eu tenho uma camisa que nunca me desapontou. É eu colocar ela e "batata", o Leão malino me faz feliz", afirma. 

E olha, quem entrar na casa de Cecé vai entender bem o que ela está falando. São roupas de todas as formas, tamanhos, bijuterias, acessórios da cozinha, toalhas, capas de celular....

"Na minha casa e na minha vida em geral não entram coisas com o azul do Paysandu. Todos já sabem. Eu respeito muito. Mas isso já virou vicio, nada com o azul celeste entra na minha casa. Cheguei a comprar um jogo de tigelas um dia e não percebi que uma era azul celeste, ela ficou no canto do armário, eu nem toco. Já faz parte do meu inconsciente", explica. 

Em clima de Círio, Cecé não abre mão da fé e aposta na vitória azulina para o próximo domingo (6) contra o maior rival.

 

"Já mandei fazer minha camisa da santinha com meu escudo lindo ao lado. Sempre rezo pra que ela abençoe todos os jogadores, pra que façam o melhor em campo e que me façam feliz também, claro", diz. 

E para o jogo ela já faz suas "mandingas" de costume, mas preferiu não revelar com receio de algum torcedor do Paysandu descobrir o segredo da torcedora, considerada pelos amigos como fanática. 

"Sempre que posso analiso os jogadores. Sou fã do Eduardo Ramos, do Vinícius, amo o Clube do Remo em geral, sabe? Costumo dizer que nasci pra ser torcedora. Fico emocionada, discuto com amigos, brinco, gosto das encarnações com meu rival, me divirto", conclui, ressaltando com lágrima nos olhos que o Clube do Remo é mais que um time de futebol. 

"Minha maior vontade é bater foto com todos eles (jogadores), conversar, e entrar em um dia de jogo segurando a mão".

É, com um histórico assim, a gente percebe mesmo que aquela frase nunca fez tanto tanto sentindo: nunca será só futebol! 

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