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DE FATO E DE DIREITO

Advogado que já anulou partida decisiva ajuda Paysandu a reverter eliminação

terça-feira, 10/09/2019, 12:01 - Atualizado em 10/09/2019, 12:14 - Autor: Diario Online


Na manhã desta terça-feira (10), o jornalista André Hernan, do SporTV revelou que o Paysandu teve consultoria com o advogado José Felipe Artioli para tentar reverter o resultado contra o Náutico-PE do último domingo (08). 

Se você não lembra, Artioli é o mesmo advogado que conseguiu provar a conduta irregular da arbitragem entre Aparecidense 1 x 0 Ponte Preta em partida válida pela 1ª fase da Copa do Brasil, em fevereiro.

Na época, o resultado foi anulado e os dois voltaram a campo, com nova vitória da Aparecidense, que eliminou (de novo) a Macaca campineira, desta vez por 2 a 0. Em seguida, o time goiano foi despachado pelo Bragantino por 3 a 2, em partida no Mangueirão, em abril.

Segundo Hernan, o Paysandu fez a consulta ao jurista e irá entrar na justiça contra a arbitragem de Leandro Vuaden, também pedindo anulação da partida. O advogado que representará o clube paraense no STJD será Michel Assef Filho.

SÓ A ANAF DEFENDE VUADEN

Após a repercussão nacional, apenas a pouco conhecida Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF) defendeu a atuação de Leandro Vuaden, chegando até mesmo a emitir uma nota criticando o ex-árbitro Sandro Meira Ricci, que analisou o caso e mostrou que não houve pênalti algum.

 

Ricci não está sozinho, pelo contrário. Em programas esportivos, outros comentaristas esportivos e de arbitragem foram unânimes em relatar que Vuaden errou ao marcar o pênalti para o Náutico faltando apenas 30 segundos para o fim do jogo -  e acesso do Paysandu.

Veja alguns dos posicionamentos favoráveis ao Papão:

RELEMBRE PONTE X APARECIDENSE

A polêmica começou quando o atleta Hugo Cabral, em posição ilegal, aproveitou rebote e empurrou para as redes. O auxiliar Samuel Oliveira da Costa (CE), responsável pela jogada, não levantou a bandeira, e o árbitro Leo Simão Holanda (CE) validou o gol. A partir daí, os jogadores da Aparecidense começaram a pressionar a arbitragem, e a partida ficou paralisada por quase 16 minutos.

Durante esse tempo, diversas pessoas que não estão autorizadas entraram em campo e conversaram com a arbitragem. A Ponte alega que o delegado Adalberto Grecco, que é de Goiás, passou alguma informação ao auxiliar Samuel Oliveira da Costa, quando os dois têm um rápido contato à beira do campo.

Sete minutos depois do gol, a arbitragem voltou atrás e decidiu anular o lance, marcando impedimento de Hugo Cabral. No dia seguinte, o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Coronel Marcos Marinho, anunciou a suspensão do trio por erros técnicos e de procedimento.

Após análise, a partida entre Aparecidense e Ponte Preta foi anulada. Em julgamento realizado em fevereiro na sede da OAB em Fortaleza, os auditores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) aceitaram o recurso do departamento jurídico da Macaca e cancelaram o resultado o jogo válido pela primeira fase da Copa do Brasil.

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