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Bicolores apostam na Fé para volta do Paysandu à Série B

sábado, 31/08/2019, 08:41 - Atualizado em 31/08/2019, 12:53 - Autor: Tylon Maués


| Mauro Ângelo/Diário do Pará

Depois de desclassificar o maior rival e manter-se vivo na disputa pelo acesso para a Série B do Campeonato Brasileiro, a maré começou a ter força a favor dos lados bicolores. Mas, é a partir de amanhã que de fato o Paysandu vai ser posto à prova. No primeiro dos dois duelos diante do Náutico-PE o Papão deve ter uma ajuda valiosa vindo da arquibancada do Mangueirão, com possibilidade real de quebra do recorde de público na Terceirona 2019. Mas, para muitos torcedores essa ajuda tem que ser maior, tem que vir do divino. O céu é o limite para uma vitória alviazul.

Em tempos de decisão, se apegar à fé não faz mal a ninguém. A ajuda pode vir de qualquer lugar, contanto que reme a favor. Terra da maior procissão católica do mundo, as buscas pela intercessão de Nossa Senhora de Nazaré são constantes. A auxiliar de secretária Pâmela Barbosa, de 26 anos, revela uma rotina de fé em todos os jogos. “Antes de iniciar qualquer jogo eu oro um Pai Nosso e uma Ave Maria sempre direcionado aos jogadores, seja no estádio ou pela TV”, conta Pâmela, que fez uma promessa a Nazaré para o Paysandu conseguir o acesso.

“Antes do último Re-Pa eu prometi a Nossa Senhora que se o Paysandu chegar ao acesso vou levar meu filho de dois anos vestido de anjo nos próximos cinco anos de Círio das Crianças. Pelo Paysandu eu faço qualquer sacrifício”, conta. Na última vez em que o Papão conseguiu subir da C para a B Pâmela diz que também fez uma promessa e que foi atendida, o que a levou a acompanhar o Círio na corda.

Mauro Ângelo/Diário do Pará
 

Membro da Guarda da Nossa Senhora de Nazaré, Luís Alberto Aleixo, engenheiro civil e de segurança do trabalho, 46 anos, carrega consigo até hoje o pagamento de uma promessa feita há 17 anos. Presente junto com os pais na decisão da Copa dos Campeões, vencida pelo Paysandu nas penalidades sobre o Cruzeiro-MG, ele fez uma promessa à padroeira dos paraenses e a cumpre sempre que vai a um jogo do Papão.

“Eu e meus pais, Gregório e Ierecê, fizemos uma promessa. Se o Paysandu saísse vitorioso e campeão eu iriar mandar fazer uma bandeira de evangelização com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré carregando o Menino Jesus e a bola do mundo, além da bandeira do Pará, o escudo do Paysandu e a bandeira do Brasil”, conta. “Nela, há uma mensagem de paz nos estádios (Nossa Senhora de Nazaré rogai por nós. Amém). Por anos levei a bandeira com essa mensagem de paz para todos os jogos do Paysandu no Pará e para outros estados”, completa Luís Alberto.

Ele conta que começou a acompanhar o Círio da corda aos 14 anos, o que foi ininterrupto por dez anos até que teve que espaçar a forma de acompanhar a procissão por deveres profissionais. Mas, a fé e a paixão pelo time de coração mantêm-se inabalados. “A minha intenção sempre foi de deixar uma mensagem de esperança, fé, paz e amor em meio a tanta violência dentro e fora dos estádios”.

Para a evangélica Nielly Brabo, de 26 anos, a busca pela ajuda divina para o time do coração vai através de sacrifícios pessoais. A estagiária de Serviço Social faz um misto de orações e sacrifícios pessoais para ajudar o Paysandu.

“Tomo meus banhos que faço antes de ir ao estádio e na semana antes dos jogos faço uma campanha com jejum. Quando a partida é mais importante, posso jejuar até três dias, tomando apenas água”, conta Nielly, que começou um jejum a partir dos primeiros minutos de ontem, sexta-feira e promete só voltar a se alimentar amanhã, às 17 horas, uma hora antes do início da partida com o Náutico.

Nielly admite que o sacrifício já cobrou preços altos, como quando foi parar na emergência de um hospital em duas oportunidades, sem dizer aos médicos a razão real do mal estar. Por outro lado, diz ela, situações extremas também trazem respostas imediatas. Ela conta que já num jejum anterior sonhou com um resultado positivo para o Paysandu que aconteceu. Dessa vez, garante, já teve um sonho premonitório. “Vai acontecer. Sonhei com o Paysandu vencendo por 2 a 0. Isso já aconteceu em outras oportunidades e aconteceu da mesma forma”.

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