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Esporte / Esporte Pará

AVENTURA

Verão 2019 é encerrado com muita velocidade e adrenalina

segunda-feira, 29/07/2019, 09:51 - Atualizado em 29/07/2019, 07:54 - Autor: Denilson D'Almeida


Na água, na terra ou no meio da floresta, os veículos atraíram a atenção por onde passaram
Na água, na terra ou no meio da floresta, os veículos atraíram a atenção por onde passaram | Ney Marcondes

Trinta e seis apaixonados por automobilismo ergueram o troféu do XXIII Rallye do Sol, realizado no último sábado (27). Eles foram os vitoriosos da maior prova off road do Norte do Brasil, que percorreu 354 quilômetros entre a Região Metropolitana de Belém e o litoral paraense. Uma maratona regada a emoção e aventura por estradas e trilhas que ligam 40 localidades do interior do Pará, revelando paisagens exuberantes e o ambiente rural. O evento marcou o encerramento da alta temporada de verão no Estado.

O Rallye do Sol não é uma disputa que mede velocidade, e sim a regularidade no cumprimento do circuito dentro do horário estabelecido. O aquecimento é feito em um ambiente de alegria e festa em que o ranger dos motores já indica que o que os grupos querem é adrenalina e emoção. A largada foi pontualmente às 7h30, em um ramal que liga a zona rural de Benevides a Santa Izabel do Pará, na Região Metropolitana. A estrada de piçarra fez os automobilistas levantarem poeira.

Os primeiros quilômetros foram no mesmo percurso para todos participantes. Depois, carros e motocicletas seguiram por caminhos diferentes, até se encontrarem novamente em Igarapé-Açu, onde teve um intervalo de alguns minutos para que os participantes pudessem se alimentar. A parada também serviu para que os competidores trocassem informações e compartilhassem os desafios que enfrentaram.

O piloto Rodrigo Ramos, de 37 anos, aproveitou a pausa para conferir se o maquinário dos colegas estavam todos funcionando normal. “Estamos num grupo de 25 pessoas. Mas cada um segue a trilha de forma individual”, explicou. Ele participa do Rallye do Sol desde 2002. “No primeiro ano segui numa moto Honda Bis e deu tudo certo. A gente vai se aperfeiçoando. Hoje (sábado) estou conseguindo fazer a prova dentro do tempo estabelecido”, brincou Rodrigo, que é da cidade de Capanema.

De Igarapé-Açu os motociclistas seguiram por trilhas que os levaram até a Ilha de Santo Antônio, na Vila da Curva, município de Nova Timboteua. Ali, a comunidade aguarda ansiosamente pela passagem dos competidores que precisam enfrentar um lago de aproximadamente 50 metros de extensão, sem atolar ou afogar os veículos.

Em Santarém Novo, um atoleiro de aproximadamente 50 metros de extensão foi o ponto mais crítico para os motoristas de carros. A lama engolia a metade dos veículos e mesmo os que tinham tração não conseguiram cruzar o espaço. Um atalho foi ensinado por moradores nativos.

O competidor Paulo Barra, de 34 anos, que seguia na frente foi o primeiro a atolar. O carro dele precisou ser rebocado por jipes e tratores. “Acho que o meu erro foi não ter aumentado a velocidade. Passei com 40 Km/h e deveria ter usado pelo menos 60 Km/h”, explicou o automobilista.

Mesmo tendo atolado, Paulo ainda conquistou o segundo lugar na categoria off road. Este foi o terceiro ano em que ele participou do Rallye do Sol. No total, 150 competidores se inscreveram para o rallye deste ano. Os premiados foram de 14 cidades diferentes, inclusive Santa Inês (MA).

A competição alavanca a economia em várias cidades, como a de Benevides – de onde partiu o rallye este ano – e a de Igarapé-Açu. As prefeituras promovem uma grande festa para receber os participantes. “Temos muitos parceiros ajudando a fazer o Rallye do Sol”, frisou Antônio Neto, coordenador geral do evento.

O Rallye do Sol

- O Rallye do Sol é promovido há 26 anos pela Federação Paraense de Automobilismo e tem o apoio do jornal Diário do Pará, RBATV, rádios 99 FM e Clube AM e DOL.

- São nove categorias, quatro de motos e cinco de carros, que trafegam por 40 localidades da região Nordeste do Estado.

Na água, na terra ou no meio da floresta, os veículos atraíram a atenção por onde passaram
Na água, na terra ou no meio da floresta, os veículos atraíram a atenção por onde passaram | Ney Marcondes
Na água, na terra ou no meio da floresta, os veículos atraíram a atenção por onde passaram | Ney Marcondes
Na água, na terra ou no meio da floresta, os veículos atraíram a atenção por onde passaram | Ney Marcondes

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