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SAÚDE

Canoísta tem mal súbito e dupla brasileira não disputa prova aguardada do Pan

sábado, 27/07/2019, 23:38 - Atualizado em 27/07/2019, 23:47 - Autor: Folhapress


| Pedro Ramos / rededoesporte.gov.br

A dupla Isaquias Queiroz e Erlon Souza não conseguiu terminar a final da canoagem C2 1.000 m neste  sábado (27), e fora da disputa por medalha. O ouro acabou com a dupla cubana, Sergey Torres e Fernando Jorge.

Ainda antes da marca dos 500 m, Erlon teve um mal súbito. Ele precisou ser retirado do barco por socorristas e foi levado em uma lancha para receber atendimento médico. O atleta tinha dificuldades para respirar e saiu da área de competição em uma cadeira de rodas.

Segundo Álvaro Koslowski, chefe da equipe de canoagem velocidade em Lima, o canoísta havia tido uma gripe na semana passada, mas aparentemente estava recuperado.

"Ele estava no meu campo de visão e não o vi desmaiado. Mas vai ser importante ter o boletim médico, que ainda não foi disponibilizado, para a gente poder afirmar isso", disse Koslowski.

De acordo com ele, Erlon passa bem e já está andando normalmente. Ele deve ser levado a Lima (as provas acontecem na cidade de Huacho, a 180 km da capital) neste domingo para passar por novas avaliações clínicas.

O cubano Serguey Torres, cujo barco estava emparelhado com o dos brasileiros no momento, disse que ouviu uma comunicação entre os adversários no momento, mas não entendeu do que se tratava. Era Isaquias, gritando para que o socorro viesse até o companheiro.

A medalha ficou com a dupla do Canadá (mais de três segundos atrás dos cubanos), e o bronze com o México (mais de cinco segundos).

A prova era cercada de expectativa porque brasileiros e cubanos têm a maior rivalidade do continente na canoagem. A dupla cubana foi medalhista de prata nos dois últimos Mundiais. Já a parceria brasileira terminou na quarta posição em 2017 e não disputou essa prova na edição do ano passado.

No Pan de 2015, Isaquias e Erlon haviam ficado com a prata no C2, atrás de uma dupla do Canadá e à frente de Torres, parceiro de José Carlos Bulnes à época.

Já na Olimpíada do Rio, quando os brasileiros também ficaram com a prata, Torres competia ao lado de Jorge Dayán e terminou na sexta posição.

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